Última chamada: Por que Ancelotti convocou oito novatos na lista pré-Copa

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Publicado em 17/03/2026

Igor Siqueira e Rodrigo Mattos | UOL

Era a última convocação da seleção antes da lista final para a Copa do Mundo. E, ao invés de priorizar a base, o técnico Carlo Ancelotti decidiu por reservar uma fatia generosa da relação para novatos.

No total, oito atletas foram convocados pela primeira vez pelo técnico: Bremer, Ibañez e Léo Pereira (defesa); Danilo e Gabriel Sara (meio); Endrick, Igor Thiago e Rayan (ataque).

Do grupo de 26, isso representa 31% da relação.

Houve, sim, um peso de contusões de atletas que estariam na lista final, casos de Bruno Guimarães, Estêvão, Rodrygo e Militão. Mas também teve peso a vontade de Ancelotti observar o caráter e a capacidade de se incorporar de novatos à seleção.

Quanto à chegada de jogadores novos, temos que ver como se comportam no campo. E como se incorporam ao nosso ambiente. Quero conhecer o caráter. Sabemos perfeitamente como estão jogando porque temos avaliação. Cada jogador que está nessa lista ou não está na lista, estamos averiguando todo jogo. A nível técnico, quero saber mais de caráter

A escolha pelos novatos teve como ponto decisivo o rendimento atual e a condição física. Vitor Roque e Kaio Jorge, por exemplo, ficaram fora por terem contusões quando era feita a convocação.

“Estrutura é bastante clara. Temos bastante opções na frente, menos no meio, menos na lateral”, analisou o treinador.

Com muitas alternativas, Ancelotti chamou os três novatos na frente por motivos diversos: Igor Thiago, pelos 19 gols na Premier League, Endrick, pela boa fase inicial no Lyon, e Rayan, “potente e com boa atitude em campo” na Inglaterra.

Já no meio-campo, não há fartura, segundo o italiano. Assim, ele privilegiou Danilo por estar bem no Botafogo e Gabriel Sara por ser destaque na campanha europeia do Galatasaray. Podem ser opções para reserva do lesionado Bruno Guimarães. Disputam posição com Paquetá, que ficou fora, mas segue com chances de ir à Copa.

Por fim, na zaga, Ancelotti prevê levar nove defensores, sendo cinco deles zagueiros. Os garantidos são Marquinhos, Gabriel Magalhães e Militão. O treinador admitiu que há “dúvidas” no setor.

Por isso, Léo Pereira, Bremer e Ibañez disputam duas das vagas. O primeiro tem se destacado no Flamengo desde o ano passado, e Bremer atua bem na Itália, nas palavras do técnico da seleção.

Entre os que correm por fora, Alexsandro Ribeiro e Fabrício Bruno que já foram chamados em outras ocasiões.

Mas, como se sabe pelo histórico de Copas anteriores, as últimas impressões costumam ter peso em listas finais. É o peso da chamada derradeira.

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