Setor audiovisual cresceu mais de 70% nos últimos cinco anos no RJ

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O filme “O Agente Secreto” já levou mais de 2,35 milhões de espectadores aos cinemas. O setor audiovisual ganha destaque com essa segunda participação seguida de uma produção brasileira ao Oscar e tem sua importância para a economia reforçada em levantamento do Sebrae Rio. Nos últimos cinco anos, o segmento cresceu mais de 70% no estado do Rio de Janeiro. Do total de empresas abertas do setor em 2025, 99% eram de pequenos negócios, que correspondem a 6,8 mil novos empreendimentos. Hoje, o Rio conta com 38,3 mil empresas.

A capital concentra 66,6% dos pequenos negócios do segmento no estado. Em seguida, aparecem Niterói (5,4%), São Gonçalo (2,7%) e Duque de Caxias (2,3%), com participações menores.

“A análise reforça que, dentro do Rio de Janeiro, o setor está visivelmente centralizado, com o restante do estado operando de forma mais pulverizada”, avalia Carolyne Gomes, coordenadora de Economia Criativa do Sebrae Rio.

Noventa e sete por cento das empresas do audiovisual no estado do Rio são de pequenos negócios. MEIs representam 53%, microempresas são 36% e empresas de pequeno porte correspondem a 8%. Três atividades representam 78% das empresas do audiovisual. O serviço de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão concentra 34%; produção de fotografias responde por 30%; enquanto produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão representa 14%.

“A cultura está intimamente ligada ao imaginário popular. O setor audiovisual não impacta apenas o seu segmento”, afirma Carolyne.

“Filmes, por exemplo, podem inspirar outros setores da economia para adaptar seus produtos ou serviços para humanizar a marca, criam conexão com o cliente e a empresa participa do momento, como a inclusão do filme Agente Secreto em cerimônias internacionais”

Carolyne Gomes, coordenadora de Economia Criativa do Sebrae Rio

Pelo país, o estado de São Paulo lidera o ranking com 35% dos pequenos negócios do setor de audiovisual, seguido do Rio de Janeiro com 12% e Minas Gerais com 8% completando o pódio.

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