Após investida de Trump, Lula defende neutralidade do Canal do Panamá

⏱️ 4 min de leitura


Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a apoiar nesta quinta-feira (28) a neutralidade no funcionamento do Canal do Panamá, durante visita ao país da América Central. O presidente afirmou que defender a neutralidade do canal é defender um comércio internacional justo, equilibrado e “baseado em regras multilaterais”. Após investida de Trump, Lula defende neutralidade do Canal do PanamáApós investida de Trump, Lula defende neutralidade do Canal do Panamá

Esta não é a primeira vez que Lula defende a neutralidade do Canal do Panamá, alvo de investidas e ameaças de tomada por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais cedo, durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, o presidente também afirmou que o Brasil defende a neutralidade e apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o canal. 

Notícias relacionadas:

“Encaminhei ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao Protocolo de Neutralidade do canal. Há quase três décadas, o Panamá administra de forma eficiente, segura e não-discriminatória essa via fundamental para a economia mundial”, disse o Lula, após ter sido agraciado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta honraria concedida pelo Panamá. 

Em agosto do ano passado, Lula encaminhou ao parlamento o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá. 

Nesta quarta-feira, Brasil e Panamá assinaram acordos para impulsionar o comércio e os investimentos bilaterais e a cooperação em diversas áreas, entre elas, turismo e gestão portuária.

“O acordo de facilitação de investimentos que assinamos hoje vai dinamizar o fluxo de comércio e capitais entre nossos países”, disse Lula. 

Os dois países também trataram da atualização do acordo de serviços aéreos, para dar maior segurança jurídica ao transporte de cargas e nas tratativas sobre o acordo de preferências tarifárias que o Brasil apoia firmar, com amparo na adesão do Panamá como Estado Associado do Mercosul.

O Panamá é o maior parceiro comercial do Brasil na América Central. Em 2025, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 1,6 bilhão. 

“Assinamos instrumentos e também discutimos a conclusão do procedimento sanitário para a importação de carne bovina, suína e de aves do Brasil”, completou.

Fórum

Durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, Lula enfatizou que América Latina e Caribe só resolverão seus problemas caso os enfrentem de forma conjunta

Antes de voltar para Brasília, o presidente fez um balanço do encontro e disse que fóruns como esse mostram que, “com diálogo e pragmatismo, é possível trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados.”

Lula destacou ainda o potencial energético, de biodiversidade, água e recursos minerais das duas Américas, apontando-os como ativos estratégicos para a transição digital e a transição energética, que podem reposicionar os países desses continentes nas cadeias globais de valor.

“Infraestruturas integradas geram benefícios econômicos para todos. Aumentar o comércio intrarregional fortalece cadeias produtivas e nos torna mais resilientes a choques externos”, afirmou.

Lula citou também desafios comuns, como o combate ao crime organizado transnacional, que, segundo ele, só podem ser enfrentados em cooperação internacional.

“Precisamos ser capazes de superar diferenças ideológicas em prol dos ganhos coletivos”, disse. “Por isso, é essencial fortalecer os foros de concertação latino-americanos e caribenhos”, concluiu.

Bolívia

Ainda no Panamá, Lula teve uma reunião bilateral com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O encontro abordou temas relacionados à infraestrutura física e às oportunidades de investimentos entre os dois  países.

Segundo nota divulgada pela presidência, os presidentes discutiram as rotas para a integração sul-americana e alternativas para garantir o acesso da Bolívia a portos e ao escoamento de sua produção. Também trataram da retomada dos diálogos na área energética e iniciativas conjuntas para combater o crime organizado na Amazônia.

“O presidente Lula convidou o presidente Rodrigo Paz a realizar uma visita de Estado ao Brasil, prevista para o primeiro semestre de 2026, que deverá contar com a participação de empresários dos dois países”, diz a nota, que afirma ainda que os presidentes instruíram seus ministros de Relações Exteriores a fazerem levantamento de projetos prioritários em curso como etapa preparatória ao encontro no Brasil.

 

Mais Lidas

Expoacre 2026: veja os principais fatos que marcaram as últimas 24 horas no maior evento do Acre

A Expoacre 2026 segue concentrando a agenda econômica, política e institucional do Acre. Confira os principais acontecimentos das últimas 24 horas e os impactos do maior evento do estado.

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim: dois nomes ligados à Assembleia de Deus na disputa pela Aleac

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim pretendem disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PL. Enquanto Cadmiel recebeu o apoio da direção da Assembleia de Deus em Rio Branco, Marilza apresenta currículo técnico, formação acadêmica e ligação com a mesma tradição religiosa. A disputa revela os limites do chamado “candidato da igreja” e reforça que a decisão eleitoral pertence ao cidadão.

Tião Viana e Peixes da Amazônia: após arremate de R$ 13,151 milhões, falta explicar qual é o papel atual

Tião Viana afirmou no Papo Informal que continua ajudando no “resgate” da Peixes da Amazônia. A antiga empresa está falida, enquanto os ativos do complexo foram arrematados pela OZ Earth. A declaração não esclarece se a atuação do ex-governador terminou na busca de investidores ou continua na estruturação da nova operação.

Jorge Viana resolvedor de problemas: quanto tempo para enfrentar o próprio arquivo?

Jorge Viana apresenta sua experiência como credencial para retornar ao Senado e atuar como “resolvedor de problemas”. Documentos sobre Previdência, Peixes da Amazônia, ZPE, Ruas do Povo, Cidade do Povo, dependência econômica e violência colocam essa narrativa diante dos passivos que atravessaram o ciclo político de 1999 a 2018.

O povo tem memória, Jorge: nem tive que ir acolá para saber

Jorge Viana disse que nunca entregou secretaria a deputado. O arquivo oficial registra Raimundo Angelim como parlamentar e titular de duas pastas no mesmo período.

Últimas Notícias

Categorias populares