Acre lança programa de inovação e sustentabilidade para cadeias produtivas de abacaxi e mandioca

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O edital de abertura do Programa Cadeia Produtiva Especial, realizado pelo governo do Acre por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapac), foi publicado nesta sexta-feira, 19, no Diário Oficial do Estado, com o objetivo de incentivar a inovação tecnológica alinhada à sustentabilidade.

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Mandioca é o produto mais cultivado do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom

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Mandioca é o produto mais cultivado do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O programa prevê a seleção de agricultores familiares atuantes na cadeia produtiva do abacaxi em Tarauacá e da mandioca em Rio Branco, para que concorram a bolsas das modalidades Inovação Tecnológica e Mentoria.

A categoria de Mentoria refere-se à seleção de um mentor que irá atuar junto aos produtores contemplados pela bolsa Inovação Tecnológica, devendo planejar e executar ações voltadas ao fortalecimento dessas cadeias produtivas, por meio da promoção da melhoria da organização socioprodutiva e do incentivo a práticas sustentáveis de manejo do solo e da água.

De acordo com o presidente da Fapac, Moisés Diniz, o programa vai promover práticas sustentáveis de produção, valorização identitária e fortalecimento organizacional, contribuindo para a sustentabilidade socioambiental.

“A ideia é a gente fortalecer a pesquisa, o diagnóstico e o apoio tecnológico às cadeias produtivas que geram não só renda, mas cultura, lazer, arte, música e dança, que são as cadeias produtivas identitárias, como o abacaxi de Tarauacá e, em Rio Branco, a mandioca”, ressalta.

O programa foi viabilizado por meio de emendas parlamentares dos deputados estaduais Manoel Moraes, Antônia Sales, Afonso Fernandes, Adailton Cruz e Marcos Cavalcanti, que destinaram recursos especificamente para Tarauacá e Rio Branco.

O presidente da Fapac explica que, como o montante era limitado, não foi possível estender a iniciativa a outras localidades, mas a intenção é que, a partir desse projeto, possam ser buscados mais recursos para alcançar outros municípios.

“Optamos por apoiar duas cadeias produtivas identitárias. A ideia é que os resultados nos permitam buscar, já em 2026, mais recursos junto a deputados federais e senadores, ampliando o programa para contemplar outras produções típicas do Acre, como o feijão de Marechal Thaumaturgo, o coco de Mâncio Lima, a farinha de Cruzeiro do Sul, o açaí de Feijó, o amendoim de Senador Guiomard, o mel de Bujari, o peixe e o queijo de Capixaba”, destaca.

Abacaxi gigante de Tarauacá. Foto: Karolini Oliveira

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Abacaxi gigante integra a cadeia produtiva identitária de Tarauacá. Foto: Karolini Oliveira

O programa também vai garantir o acesso a novas tecnologias e formas de aumentar a produtividade sem desmatamento ou desperdício de recursos.

“Estamos preparando o Acre para o futuro, posicionado estrategicamente entre o Brasil e o mercado asiático, com acesso ao Porto de Xangai e à Rodovia do Pacífico. Para isso, precisamos investir em tecnologia, inovação e inteligência artificial, garantindo que nossas cadeias produtivas identitárias sejam competitivas e sustentáveis”, observa Diniz.

Os interessados devem se inscrever a partir do dia 24 de setembro até 24 de outubro. A divulgação do resultado final está previsto para o dia 17 de novembro.

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