Artesanato do Acre busca conquistar mercado nacional e internacional com apoio do Sebrae

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Artesanato do Acre busca conquistar mercado nacional e internacional com apoio do SebraeUma iniciativa do Sebrae/AC capacitou 100 artesãos, de 10 municípios, para venderem o artesanato produzido no estado para outras regiões do Brasil e o exterior. O Projeto Comprador trabalhou com os empreendedores por quatro meses, incluindo representantes das etnias indígenas Puyanawa, Shanenawa, Apuriã, Huni Kuin e Marubo.

A ação foi realizada por meio de uma trilha de conhecimento desenvolvida especificamente para os artesãos, considerando as necessidades de cada grupo. A metodologia desenvolveu o planejamento e modelagem de negócios, a gestão financeira e de produção, além da comercialização dos produtos.

“Artesãos do Acre participaram do Exporta Mais Brasil – Artesanato, rodada de negócios realizada em Portugal. Nessa iniciativa, a ApexBrasil selecionou 20 empresas do país, duas do Acre, o que equivale a 10% e evidencia um resultado bastante expressivo, sobretudo considerando o porte estadual e o contingente de artesãos locais acreanos”, conta Aldemar Maciel, gestor de artesanato do Sebrae/AC.

Artesanato do Acre busca conquistar mercado nacional e internacional com apoio do Sebrae
Projeto Comprador capacitou artesãos indígenas do Acre por quatro meses

Os empreendimentos envolvidos realizaram prospecções de negócios futuros estimados em cerca de 190 mil a 200 mil euros. Em outra linha de ação, empresas do estado participaram do Exporta Mais Amazônia, com foco nos segmentos de alimentos, bebidas e artesanato.

Lucro e reconhecimento

Para a artesã Maria do Socorro de Souza, de Porto Acre (AC), a capacitação oferecida pelo Sebrae e a possibilidade de vender para outros mercados deu bastante resultado. Ela vendeu quase R$ 16 mil em um dia do Projeto Comprador.

“Trabalho com produtos sustentáveis, resíduos florestais. O carro-chefe da minha produção são peças decorativas e utilitárias, feitas com pupunha manejada. Depois que eles retiram o palmito, eu aproveito o tronco. Também uso fibras, cascas e sementes. Eu uso tudo da floresta. Tudo que não for agredir, eu transformo em um artesanato”, explica a artesã.

Após a experiência, Socorro pretende ir ao Salão do Artesanato em 2026 e aguarda uma nova edição do Projeto Comprador para conquistar mais clientes. Para isso, ela já pensa em novos produtos artesanais e começou a produzir pensando na Copa do Mundo.

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