Café da Chapada de Minas é reconhecido com Indicação Geográfica

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O café da Chapada de Minas conquistou o reconhecimento como Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, após o apoio do Sebrae. O território obteve o registro concedido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), nesta terça-feira (24) e passou a integrar o seleto grupo das IGs brasileiras do café, totalizando 22 indicações reconhecidas no país para o produto.

A área geográfica delimitada da IG Chapada de Minas abrange 22 municípios do nordeste de Minas Gerais, entre eles Água Boa, Angelândia, Capelinha, Carbonita, Diamantina, Minas Novas, Novo Cruzeiro e Turmalina. O registro, obtido pelo Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM), reforça a identidade territorial e reconhece características específicas do café produzido na região, associadas a fatores naturais e humanos que conferem reputação e valor ao produto.

Café da Chapada de Minas é reconhecido com Indicação Geográfica
Fazenda produtora de café na Chapada de Minas | Foto: Leo Drumond / NITRO

Presidente do ICCM há oito anos, Carmen Lydia Meirelles afirma que a conquista da Indicação Geográfica consolida um longo trabalho construído em parceria com o Sebrae. “Há três ou quatro anos já levávamos amostras de produtores para a Semana Internacional do Café para mostrar onde a Chapada estava inserida”, conta. Para ela, o reconhecimento abre um novo momento para a região. “É um mundo novo que se abre, com um olhar diferente do mercado para a qualidade”, diz.

“O café trouxe uma nova mentalidade para os produtores e, hoje, sermos uma Indicação de Procedência é uma alegria muito grande”

Carmen Lydia Meirelles, presidente do ICCM

Origem, qualidade e território reposicionam o café brasileiro

Parceiro histórico dos pequenos cafeicultores, o Sebrae atua em mais de 40 territórios produtores de café, com atendimento direto a 5,8 mil produtores em todo o país. O Brasil conta com cerca de 300 mil propriedades rurais cafeeiras, das quais aproximadamente 70% pertencem à agricultura familiar, o que reforça a importância de políticas e ações voltadas ao fortalecimento da gestão e da competitividade desses empreendimentos.

Na avaliação da coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, o café vai além da xícara e as suas Indicações Geográficas assumem um papel estratégico no desenvolvimento dos territórios. “Muito mais do que uma bebida, o café com origem controlada se tornou um motor de transformação social, econômica e ambiental. Por isso, o apoio à gestão das IGs e à adoção de práticas sustentáveis para atender às exigências socioambientais é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, destaca.

Com o café da Chapada de Minas, o número de IGs nacionais sobe para 156, sendo 124 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO).

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