Tensão global: EUA acusam China de operar rede militar espacial no Brasil

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O documento aponta que o acordo para a primeira instalação, que acendeu o alerta nos EUA, foi formalizado em 2020, durante o governo Bolsonaro

Tensão global: EUA acusam China de operar rede militar espacial no Brasil

Donald Trump, Xi Jinping e Lula (Reprodução / YouTube)

          O Brasil entrou no centro de novos questionamentos dos EUA depois da política agressiva adotada por Donald Trump contra seus principais “concorrentes” no cenário global. Um relatório recém-divulgado por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos lançou a suspeita de que a China estaria operando uma rede de instalações espaciais na América Latina com forte potencial para uso militar e espionagem.

          Por outro lado, o que mais chamou a atenção de Washington é que duas dessas bases estratégicas estão localizadas em território brasileiro, especificamente nos estados da Bahia e da Paraíba. Formado por deputados democratas e republicanos, o comitê americano tem a missão de traçar estratégias para conter o avanço do Partido Comunista Chinês.

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          O tom do documento não deixa dúvidas sobre a visão da atual administração de Donald Trump sobre a América Latina. Intitulado de forma provocativa como “China em nosso quintal dos fundos”, o texto acusa Pequim de usar supostos projetos de cooperação científica como fachada para construir uma rede de defesa espacial.

          A primeira instalação brasileira na mira dos EUA é a Estação Terrestre de Tucano.

          O projeto na Bahia nasceu de um acordo firmado em 2020, ainda durante o governo Jair Bolsonaro, entre a startup brasileira Alya Nanossatélites e a gigante chinesa Beijing Tianlian Space Technology. O relatório americano expressa profunda preocupação com a falta de transparência sobre a localização exata da base e com o acordo de transferência de tecnologia.

          Para os deputados dos EUA, essa parceria, que conta com a participação da Força Aérea Brasileira (FAB), poderia dar à China uma capacidade de vigilância em tempo real e uma presença permanente para influenciar as forças armadas do Brasil. O segundo ponto de alerta é um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba.

          O projeto envolve uma equipe multinacional com pesquisadores da França e do Reino Unido, mas os norte-americanos temem que a alta sensibilidade dos sensores usados para captar ondas do espaço possa ser facilmente redirecionada para a “guerra eletrônica”.

          A comissão recomendou que o governo Donald Trump atue de forma incisiva para eliminar o que chamam de “infraestrutura espacial ameaçadora” no hemisfério. Eles pedem que os EUA pressionem países como o Brasil a adotarem total transparência e permitirem inspeções legais nesses locais.

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