Livro revela bastidores do “não” de Messi ao Barcelona após saída do PSG

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O presidente do Barcelona, Joan Laporta, lançou, nesta terça-feira (24/2), o livro Foi Assim que Salvamos o Barça, obra em que apresenta sua versão sobre os cinco anos à frente do clube catalão. Candidato à reeleição, o dirigente aborda, entre outros temas, as tentativas de manter e posteriormente repatriar Lionel Messi após sua saída do clube.

Messi deixou o Barcelona em agosto de 2021, quando a diretoria não conseguiu adequar o contrato do atleta às regras de Fair Play Financeiro impostas pela LaLiga. Sem acordo, o atacante acertou transferência para o Paris Saint-Germain. Na época, surgiram especulações sobre um possível retorno ao Camp Nou, assim que a situação contratual permitisse.

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Time de Messi, Inter Miami, campeão da MLS 2025Reprodução/Instagram: @intermiami
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Lionel Messi chega ao CT do Inter Miami para reapresentação da temporada 2026/27Reprodução/Instagram: @intermiami
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Lionel MessiReprodução/x: @Argentina

No livro, Laporta relata que procurou o pai e empresário do jogador para tratar de uma nova tentativa de vínculo com o Barcelona. Segundo ele, a resposta não foi a esperada.

“Jorge Messi veio à minha casa, preparei o contrato, enviei a minuta e ele não respondeu. Passou-se uma semana, duas… um mês depois, ele finalmente voltou à minha casa e me disse que haviam decidido ir para o Inter Miami, onde ele não estaria sob tanta pressão”, disse Laporta.

A obra também revisita as negociações de renovação que antecederam a saída de Messi em 2021. Laporta descreve o ambiente das tratativas e aponta exigências feitas durante o processo.

“Ao negociar a renovação, ele tinha uma equipe muito exigente, e embora seu pai fosse mais compreensivo, seu círculo íntimo dava a impressão de que não era”, conta.

Ainda segundo o presidente, uma alternativa contratual chegou a ser estudada para viabilizar a permanência do atleta dentro das limitações financeiras do clube.

“Chegamos a uma solução maluca: um contrato de longo prazo com um período inicial como jogador do Barça e um segundo por empréstimo a um time da MLS, algo que parecia burlar as regras da LALIGA. Mas a LALIGA nos disse para esquecer, que tínhamos que assinar um acordo para vender uma porcentagem dos direitos de transmissão televisiva por cinquenta anos através de um fundo chamado CVC”, relatou.

O livro foi apresentado como um relato pessoal da gestão de Laporta e reúne episódios administrativos e esportivos vividos pelo dirigente desde seu retorno à presidência do Barcelona.

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