Igualdade entre mulheres e homens

⏱️ 3 min de leitura

Um dos grandes desafios da humanidade é alcançar a plena igualdade entre mulheres e homens. Poderia ser mais simples: começa pelo respeito, não apenas como discurso, mas como prática cotidiana. Respeitar é reconhecer que, independentemente do sexo, e estamos diante de pessoas que sentem, desejam, sofrem, amam, choram e pensam. Pessoas que carregam, em suas trajetórias, as mesmas necessidades e direitos fundamentais.

É nesse contexto que reafirmo minha posição. Trata-se de uma luta permanente, travada por tantas mulheres ao longo da história e simbolizada por figuras públicas nacionais, como as deputadas Benedita da Silva e Luiza Erundina ou minha conterrânea Antonieta de Barros, que atuando como jornalista, cronista e deputada estadual, enfrentou o racismo, lutando por direitos iguais para as mulheres e justiça social. Mulheres que expressam, com coragem e coerência, um empoderamento essencial para a construção da história do Brasil.

O momento é de reflexão e desperta sentimentos distintos. Tristeza, diante da permanência de crueldades como o feminicídio. Mas também esperança, ao perceber que as mulheres brasileiras estão cada vez mais conscientes de que essa realidade só mudará com resistência, união e mobilização nacional integrada. A violência contra a mulher, presente nas escolas, no ambiente doméstico, nos espaços públicos e no mundo corporativo, precisa ser repudiada com firmeza. Ao mesmo tempo, a resiliência feminina precisa ser reconhecida e apoiada.

No Sebrae, temos um compromisso inabalável com a construção de um ecossistema empreendedor mais justo, inclusivo e representativo da diversidade do nosso país. Por isso, faço uma convocação especial: igualdade não é uma pauta das mulheres; é um dever de toda a sociedade.

As pesquisas do Sebrae mostram que o empreendedorismo tem sido uma porta de resistência e autonomia para milhões de brasileiras. Hoje, são mais de 10,4 milhões de donas de negócios no país, um crescimento de cerca de 26,8% na última década. Em estados como Santa Catarina e Rio de Janeiro, a taxa de empreendedorismo feminino se destaca, demonstrando a força e a capacidade de liderança das mulheres.

No entanto, os desafios estruturais permanecem. No Brasil, as mulheres empreendedoras dedicam, em média, o dobro do tempo diário aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos em comparação aos homens. Essa sobrecarga limita tempo, energia e oportunidades de investimento estratégico nos próprios negócios, seja em planejamento, gestão, inovação ou expansão.

Por isso, o debate sobre jornadas de trabalho mais equilibradas, como o fim da escala 6×1, também se conecta a essa agenda. O futuro do desenvolvimento econômico e social do Brasil não pode prescindir do talento, da criatividade e da força das mulheres. E isso depende do nosso apoio efetivo e da coragem coletiva para enfrentar e superar o machismo estrutural.

Igualdade não é concessão. É justiça. E é condição indispensável para construirmos um Brasil mais próspero, humano e verdadeiramente democrático.

Mais Lidas

Mais Saúde realiza eletrocardiograma sem agendamento em Rio Branco

Mais Saúde realiza eletrocardiograma sem agendamento em Rio Branco, com laudo incluso.

Mais Saúde realiza exame de espirometria simples e com broncodilatador em Rio Branco

Mais Saúde realiza espirometria simples e com broncodilatador em Rio Branco.

Ansiedade e depressão exigem atenção: procure ajuda profissional

Ansiedade e depressão exigem avaliação profissional em adultos, crianças e adolescentes.

AcreCap Legal sorteia R$ 200 mil neste domingo, 14

AcreCap Legal terá prêmio de R$ 200 mil neste domingo; título custa R$ 20.

Educação orienta estudantes sobre inscrições do Enem 2026 no Acre

Estudantes da rede pública do Acre têm até sexta para confirmar inscrição no Enem 2026.

Últimas Notícias

Categorias populares