Bocalom anuncia contratação de 186 profissionais da saúde para enfrentar crise de arboviroses

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A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta quarta-feira (19), a contratação emergencial de 186 profissionais de saúde para reforçar o combate às arboviroses, como a dengue. O anúncio foi feito durante evento no auditório da Uninorte, no bairro Jardim Europa, com a presença do prefeito Tião Bocalom (PL), secretários municipais e servidores da saúde.

Das vagas anunciadas, 145 já foram preenchidas e outras 41 seguem em processo de seleção. As oportunidades abrangem cargos como auxiliar de farmácia, enfermeiro, farmacêutico, médico clínico geral, técnico de enfermagem, técnico de laboratório e agente de endemias. A maior parte das vagas (78) é destinada a agentes de endemias, com jornada semanal de 40 horas.

Ao destacar a importância da prevenção, Bocalom afirmou que a mobilização da sociedade é fundamental. “Esse combate é muito importante, mas tem que fazer a prevenção. Não tem jeito, nós precisamos começar cedo”, disse. O prefeito elogiou o trabalho das equipes da Secretaria de Cuidados com a Cidade e dos agentes comunitários de saúde, que desde dezembro realizam visitas para eliminar focos do mosquito transmissor. “A prefeitura faz a parte dela, mas a população precisa ajudar. Vamos fazer uma campanha publicitária para que as pessoas recebam bem os agentes. Eles estão trabalhando para cuidar de todos”, completou.

Apesar do aumento de casos em várias regiões do país, Bocalom disse que Rio Branco tem conseguido conter a propagação da dengue. “Enquanto o Brasil inteiro está sofrendo muito com a dengue, eu devo dizer que estou orgulhoso de Rio Branco. Estamos puxando o freio dela com o trabalho que estamos fazendo.”

Entre as ações anunciadas, está a ampliação do horário de atendimento das Unidades de Referência à Atenção Primária (URAPs), que passarão a funcionar até as 22h nos dias úteis e até as 17h aos sábados. O clínico geral contratado Francisco Lunoer avaliou a medida como necessária diante da demanda crescente. “Antes, era a Covid-19; agora, é a dengue. A população, principalmente esta que está mais desassistida, precisa desse trabalho, desse incentivo. Apenas estender até o horário das URAPs até às 22 horas, e às 17 horas, aos sábados, vai ajudar muito”, disse.

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