Reginaldo de Freitas Rodrigues será julgado em 17 de setembro pela morte de Ionara Silva Nazaré; defesa terá direito de sustentar sua versão.
RIO BRANCO (AC), 7 de setembro de 2026 — Por Eliton Muniz, do Cidade AC News
A Justiça marca júri de ex-PM no Acre para o dia 17 de setembro, em Rio Branco. O réu é o tenente da reserva remunerada Reginaldo de Freitas Rodrigues, acusado pelo Ministério Público de matar a esposa, Ionara Silva Nazaré.
O crime ocorreu em setembro de 2025, dentro da residência da família. Segundo a acusação, Ionara foi atingida por disparos diante das filhas. O processo será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Direto ao ponto
- Julgamento: 17 de setembro de 2026.
- Réu: Reginaldo de Freitas Rodrigues.
- Acusação: feminicídio qualificado contra Ionara Silva Nazaré.
Justiça marca júri de ex-PM no Acre
A decisão de levar o caso ao júri, chamada pronúncia, não representa condenação. Ela indica que o Judiciário reconheceu prova da materialidade e indícios suficientes para que jurados examinem a acusação.
No julgamento, Ministério Público e defesa apresentarão suas teses. Caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre os quesitos, e ao juiz presidente fixar eventual pena caso haja condenação.
O Ton explica
Em casos de violência contra a mulher, precisão jurídica não diminui a gravidade do fato. O jornalismo deve nomear a acusação, preservar a presunção de inocência e evitar transformar sofrimento familiar em espetáculo.
A qualificadora de feminicídio depende do enquadramento previsto em lei e será apreciada no processo. Até o veredicto, Reginaldo deve ser tratado como acusado, não como condenado.
Rede de proteção
Mulheres em situação de violência podem procurar a Polícia Militar pelo 190 e a Central de Atendimento à Mulher pelo 180. Familiares, vizinhos e testemunhas também podem comunicar ameaças.
O que vem agora
A sessão está prevista para a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. O Cidade AC News acompanhará o processo na editoria de Justiça e em Segurança.
Centro de evidências
Transparência editorial: o réu é acusado e será julgado. Não há condenação definitiva mencionada nesta reportagem.





