TEA na vida adulta: os desafios do diagnóstico tardio

⏱️ 2 min de leitura

O Dia Mundial do Autismo, celebrado em 2 de abril, busca combater a discriminação e disseminar informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a data reforça a importância da inclusão de crianças, adolescentes e adultos diagnosticados.

 

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Segundo Flávio Sallem, neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz, “o autismo é um espectro, ou seja, pode se manifestar de formas muito diferentes de pessoa para pessoa”.

Geralmente, o diagnóstico ocorre na infância. Embora em alguns casos os sintomas sejam evidentes, chegar a uma conclusão não é simples. “Nos baseamos em observações comportamentais e entrevistas estruturadas. Em crianças, envolve pais e cuidadores”, explica o neurologista. Além disso, O TEA é classificado em três níveis, de acordo com o grau de suporte necessário:

Nível 1: Requer apoio – dificuldades leves, mas perceptíveis em interações sociais.

Nível 2: Requer apoio substancial – desafios mais evidentes na comunicação e comportamento.

Nível 3: Requer apoio muito substancial – comprometimento severo na linguagem, interação e flexibilidade comportamental.

Embora os sinais sejam mais claros na infância, muitos adultos vêm descobrindo o diagnóstico tardiamente. “Pessoas com TEA de nível 1 frequentemente só são diagnosticadas na vida adulta, porque seus sinais são mais sutis e podem ter sido mascarados por estratégias de compensação social”, detalha. Contudo, a ausência de diagnóstico e acompanhamento adequado pode agravar o sofrimento psíquico, ansiedade, depressão e sensação de inadequação. “O autismo impacta a compreensão de sutilezas sociais, a fluência nas conversas, a adaptação a mudanças de rotina e a construção de vínculos afetivos”, pontua.

O autismo não se agrava com o tempo, mesmo sem intervenção médica. No entanto, sem apoio adequado, crises podem se tornar mais frequentes e a exclusão social pode aumentar. “Episódios de crises ocorrem por sobrecarga sensorial, emocional ou social. Autistas de nível 1 também têm crises, mas elas podem ser mais internas ou sutis, como irritabilidade intensa, mutismo temporário, isolamento, ataques de ansiedade ou colapsos silenciosos.

“O suporte à pessoa autista deve ser intersetorial, envolvendo diferentes áreas para garantir um desenvolvimento pleno e inclusivo. Na saúde, é fundamental oferecer diagnóstico precoce, terapias especializadas e acompanhamento médico contínuo”, salienta o médico.

No âmbito educacional, a adaptação pedagógica e a inclusão escolar são essenciais para a aprendizagem e socialização. No mercado de trabalho, é necessário promover oportunidades adaptadas e capacitação profissional. Além disso, a assistência social desempenha um papel importante ao fornecer benefícios e apoio às famílias, garantindo que tenham acesso aos recursos necessários para uma melhor qualidade de vida.

Mais Lidas

Mais Saúde realiza eletrocardiograma sem agendamento em Rio Branco

Mais Saúde realiza eletrocardiograma sem agendamento em Rio Branco, com laudo incluso.

Mais Saúde realiza exame de espirometria simples e com broncodilatador em Rio Branco

Mais Saúde realiza espirometria simples e com broncodilatador em Rio Branco.

Ansiedade e depressão exigem atenção: procure ajuda profissional

Ansiedade e depressão exigem avaliação profissional em adultos, crianças e adolescentes.

AcreCap Legal sorteia R$ 200 mil neste domingo, 14

AcreCap Legal terá prêmio de R$ 200 mil neste domingo; título custa R$ 20.

Educação orienta estudantes sobre inscrições do Enem 2026 no Acre

Estudantes da rede pública do Acre têm até sexta para confirmar inscrição no Enem 2026.

Últimas Notícias

Categorias populares