STF tem dois votos contra marco temporal de terras indígenas

⏱️ 2 min de leitura


Logo Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta segunda-feira (15) dois votos pela inconstitucionalidade  do marco temporal para demarcação de terras indígenas.STF tem dois votos contra marco temporal de terras indígenasSTF tem dois votos contra marco temporal de terras indígenas

Os votos foram proferidos pelos ministros Gilmar Mendes, relator, e Flavio Dino, durante sessão do plenário virtual da Corte que julga quatro processos sobre a questão.

Notícias relacionadas:

Em sua manifestação, Mendes considerou o marco temporal inconstitucional. No entendimento do ministro, o Legislativo não pode reduzir direitos assegurados aos povos indígenas.

“A imposição do marco temporal implicaria restrição indevida ao princípio da vedação ao retrocesso e à proteção insuficiente dos direitos fundamentais”, afirmou.

O ministro também determinou que todas as demarcações de terras indígenas devem ser concluídas no prazo de dez anos.

Flávio Dino acompanhou o relator e disse que a proteção constitucional aos indígenas independe da existência de um marco temporal.

“Qualquer tentativa de condicionar a demarcação de terras indígenas à data da promulgação da Constituição de 1988 afronta o texto constitucional e a jurisprudência consolidada pelo Supremo Tribunal Federal”, completou.

A votação ficará aberta até quinta-feira,18, às 23h59. Faltam oito votos.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 

Senado 

Em paralelo ao julgamento do Supremo,  o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Mais Lidas

A caneta é da governadora, mas quem segura a mão?

Governar não é apenas ocupar a cadeira. É decidir quem entra, quem sai e quem permanece. No Acre, a discussão sobre nomeações e exonerações no governo Mailza Assis mostra que a caneta formal pode estar nas mãos da governadora, mas cada decisão também comunica força, dependência, ruptura ou acomodação política. A pauta investiga o que existe por trás das pressões, das validações públicas e das conversas de bastidor.

O perdão não começa no outro. Começa na prisão que construímos dentro de nó

Perdoar não significa justificar o erro de quem nos feriu. Significa recuperar o controle sobre a própria vida. A partir de Mateus 18, este artigo mostra por que a mágoa aprisiona, como nosso cérebro registra a dor emocional e por que Jesus apresenta o perdão como um caminho de liberdade, e não de fraqueza.

Homem e Propósito: quando a força vira prisão

Homem e propósito: a história de Bruce Lee revela como força, disciplina e ambição podem virar prisão quando não há estrutura interior.

Mailza libera tráfego no novo viaduto da Avenida Ceará com Getúlio Vargas

Novo viaduto da Avenida Ceará é liberado em Rio Branco com investimento superior a R$ 40 milhões e promessa de melhorar o transporte coletivo.

Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e determina entrega de armas em 48 horas

Prisão domiciliar de Bolsonaro é mantida por Alexandre de Moraes, que também deu 48 horas para entrega de armas, segundo Times Brasil. Entenda os impactos.

Últimas Notícias

Categorias populares