Qyta, a nova gigante do delivery, confirma entrada no Brasil e promete abalar hegemonia do iFood

“Se você não tem exclusividade com o iFood, essa é a hora de testar o novo player”, alerta Rafael Silva.

Direto da Redação – Cidade AC News Eliton Muniz
⏱️ 3 min de leitura

A Qyta, subsidiária da gigante chinesa Meituan, chega ao Brasil em 2025 e promete transformar o mercado de delivery com tecnologia, preços agressivos e foco regional.

A chegada da Qyta ao Brasil, subsidiária da gigante chinesa Meituan, promete reconfigurar o mercado nacional de delivery. Com um investimento de R$ 5,6 bilhões nos próximos cinco anos, a empresa mira diretamente a liderança do iFood, apostando em tecnologia, preços agressivos e forte presença no Norte e Nordeste.


Por que a chegada da Qyta importa para o mercado de delivery no Brasil?

A Meituan é uma das maiores plataformas de tecnologia e delivery do mundo, com mais de 770 milhões de usuários e 98 milhões de pedidos diários apenas na China. A entrada da Qyta no Brasil não é apenas mais uma aposta estrangeira — é uma estratégia bem financiada e operacionalmente afiada que já mostrou resultados expressivos em mercados como Hong Kong e Arábia Saudita.

Em Hong Kong, a Qyta conquistou 44% do mercado em dois anos. Na Arábia Saudita, abocanhou 10% em apenas quatro meses.


Como a Qyta pretende conquistar o consumidor brasileiro?

O plano da Qyta é baseado em quatro pilares claros e agressivos:

1. Tecnologia e Inteligência Artificial

Rotas mais inteligentes, entregas em 30 a 40 minutos e sistema de “on-time promise” — onde atrasos geram compensações automáticas ao cliente.

2. Preço Agressivo e Frete Grátis

Campanhas com comissão zero para restaurantes, frete grátis e cupons massivos para novos usuários nos seis primeiros meses de operação.

3. Marketing Local

A empresa adapta sua linguagem ao dialeto e cultura de cada região, priorizando campanhas regionais, pratos locais e presença forte no digital.

4. Expansão Regional Estratégica

A Qyta vai começar forte no Nordeste e Norte, com a contratação de 1.000 colaboradores — 90% brasileiros — priorizando cidades periféricas às capitais.

“Enquanto o Sul e Sudeste são saturados, o Nordeste é o novo motor do país”, destaca o especialista Rafael Silva, do canal Lucrando com Delivery.


Impacto nos restaurantes e entregadores: ameaça ou oportunidade?

Para restaurantes e entregadores, a chegada da Qyta representa uma nova avenida de lucros, principalmente no período inicial, onde a empresa subsidia taxas e oferece melhores comissões.

“Se você não tem exclusividade com o iFood, essa é a hora de testar o novo player”, alerta Rafael Silva.

Além disso, com a estrutura operacional enxuta e uma tecnologia avançada, a expectativa é de que os problemas crônicos enfrentados em outras plataformas (como atrasos, suporte falho e bugs) sejam corrigidos já na largada.


A grande pergunta: dá para enfrentar o iFood?

Apesar da dominância absoluta do iFood no Brasil, nenhum mercado global de delivery é monopolizado. Em países líderes no setor, o padrão é um duopólio, com dois grandes players dividindo de 25% a 40% do mercado cada.

No Brasil, a Qyta pretende ocupar esse espaço vazio, onde 99 Food e Rappi não conseguiram se consolidar. E tem bala na agulha para isso: os R$ 5,6 bilhões prometidos para os próximos 5 anos superam em muito os aportes de concorrentes anteriores.


O mercado mudou – e agora?

A Qyta não chega para brincar. Seu modelo combina velocidade, eficiência, marketing local e muito dinheiro, apostando em uma receita testada e comprovada.

Se o iFood vai perder espaço? Ainda não se sabe. Mas uma coisa é certa: a concorrência vai forçar melhorias, reduzir custos e ampliar opções para consumidores, restaurantes e entregadores.


Considerações Finais

A entrada da Qyta é o começo de uma nova era no delivery brasileiro. O setor, que parecia consolidado com o domínio do iFood, agora vive uma reviravolta anunciada. Se você é dono de restaurante, entregador ou consumidor, o conselho é um só: acompanhe de perto, teste, e prepare-se para o novo jogo.

Direto da Redação – Cidade AC News Eliton Muniz

Mais Lidas

Vagas de estágio do CIEE no Acre exigem cadastro atualizado

Estudantes regularmente matriculados podem consultar vagas de estágio do CIEE no Acre. Cada oportunidade possui critérios próprios de curso, cidade, jornada, bolsa e prazo de inscrição.

Estudantes do Acre podem concorrer a vagas de estágio na área administrativa ofertadas pelo CIEE

O Centro de Integração Empresa-Escola- CIEE está com vagas abertas de...

AD Rio Branco reúne mais de 1.500 participantes no 8º Encontro Estadual de Lideranças

A Assembleia de Deus Ministério Rio Branco realizou, entre 23 e 25 de julho, o 8º Encontro Estadual de Lideranças. Segundo a organização, mais de 1.500 participantes estiveram na programação, que terminou com a consagração de mais de cem obreiros.

Alysson Bestene anuncia revitalização do Parque Chico Mendes aos 30 anos, mas custo e cronograma ainda não foram divulgados

A Prefeitura de Rio Branco realizou uma vistoria técnica no Parque Ambiental Chico Mendes em 10 de julho de 2026 e anunciou melhorias no pavimento, na academia ao ar livre e nos brinquedos. O espaço completa 30 anos em 31 de julho e possui 57 hectares de floresta preservada, reunindo lazer, educação ambiental, pesquisa e conservação da fauna e da flora amazônicas. A gestão do prefeito Alysson Bestene também apresentou, em maio, o projeto de um novo mirante com 30 metros de altura, elevador panorâmico e espaço para café ou lanchonete. Apesar dos anúncios, ainda não foram divulgados o orçamento consolidado, a fonte dos recursos, o cronograma, a modalidade de contratação e a data prevista para início e conclusão das intervenções. A reportagem acompanhará a transformação da vistoria e dos projetos anunciados em obras contratadas, executadas e entregues.

Quanto custa preparar a Expoacre 2026? Prefeitura e Governo ainda não detalham o investimento total da operação

A preparação da Expoacre 2026 já mobiliza centenas de trabalhadores, máquinas e estrutura pública em Rio Branco. Embora a dimensão operacional tenha sido divulgada, informações fundamentais sobre o custo total da operação, contratos, origem dos recursos, patrocínios e estimativa oficial de retorno econômico ainda não foram detalhadas pelos órgãos responsáveis. A reportagem reúne as informações confirmadas, identifica os agentes públicos responsáveis e aponta quais dados permanecem pendentes de divulgação.

Últimas Notícias

Categorias populares