Quando a sorte é mais viciada que dominó em beira de rio

- O Cidadão do Acre - Histórias do Acre com humor e crítica.
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Se tem uma coisa que o acreano sabe é que ganhar na loteria é quase como ver o Rio Acre limpo no verão: milagre raro. Pois é, mas parece que tem gente que transformou a Mega Sena em “mesada oficial”.

O caso é o seguinte: o contador do Lulinha, aquele filho famoso do Lula, e a esposa dele ganharam 640 vezes na loteria. Isso mesmo, não errei o número não: seiscentas e quarenta vezes! Nem o véi da Quina de São João aqui de Rio Branco teria essa estrela toda.

E não, não foi fé em São Expedito nem promessa no Novenário de Cruzeiro do Sul. O que o Ministério Público e a Polícia Federal estão investigando é que esse negócio cheira mais a lavagem de dinheiro do que a cheiro de nota de dois guardada na carteira.

O jogo virou, mas não foi na esquina

De dezembro de 2020 a novembro de 2021, a esposa do contador, Aleksandra, faturou 462 prêmios. Já o marido levou outros 178 prêmios. Juntando tudo: 640 bilhetes premiados.
Pra comparar: você que joga na Lotofácil todo mês e mal paga a gasolina da moto com os R$ 5 que ganhou uma vez em 2019.

Achar que isso é só “sorte grande” é acreditar que o prefeito vai tapar buraco antes da eleição: até dá pra fingir, mas a gente sabe que não cola.

Do bingo ao PCC

As investigações apontam que essa “chuva de prêmios” pode estar ligada a movimentações financeiras pra lavar dinheiro — inclusive com menções a organizações criminosas como o PCC.
Ou seja: não é que o contador do Lulinha tenha um “pé quente”. É mais um caso de pé sujo, com lama até o joelho.

Moral da história

Enquanto o trabalhador acreano torce pra acertar a raspadinha da farmácia, tem gente usando a loteria como lavanderia automática de milhões.
É aquele ditado: “pra uns, a sorte; pra outros, o sistema”.


👉 Pergunta que não quer calar: será que essa moda pega no Acre? Porque se pegar, até a rifa do frango assado da igreja vai ter que ter auditoria da PF.

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