Produtores de café do Acre visitam torrefadora italiana em missão internacional

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Produtores de café robusta amazônico do Acre participaram, nesta quinta-feira, 25, em Turim, na Itália, de uma visita à sede da torrefadora Lavazza, uma das maiores do mundo.

A agenda faz parte da missão internacional viabilizada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), e pelo Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o objetivo de ampliar mercados e fomentar projetos sustentáveis ligados à cafeicultura amazônica.

Com atuação em mais de 90 países, a Lavazza é uma empresa de referência global em cafés expressos e produtos voltados tanto para o consumo doméstico quanto para cafeterias e restaurantes.

Compradora de cafés do mundo todo, inclusive brasileiros, tem atuação relevante na produção e no consumo mundial. Além disso, investe em importantes projetos de sustentabilidade, também no Brasil.

“Estar hoje na Lavazza é motivo de grande emoção. Desde que assumi a Seagri, nunca deixei de sonhar com este momento. O nosso café não é apenas um produto, é a história do povo acreano. No ano passado, já alcançamos reconhecimento nacional, com quatro mulheres do Acre entre as 20 melhores produtoras do Brasil”, ressaltou o secretário de Agricultura, Luís Tchê.

O secretário reiterou que o Acre tem uma história de luta e preservação, dando todo o destaque aos produtores: “Hoje, os protagonistas desta história não são apenas instituições ou técnicos, são as produtoras e os produtores acreanos”.

O diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Lavazza, Mario Cerutti, destacou o potencial da região. “O que vimos aqui me dá uma enorme esperança: existe um potencial muito grande para os produtores acreanos. Esse estado está trabalhando de forma séria para preservar a Amazônia, um tema que hoje é mundial e está sendo discutido em lugares como Nova York. Além disso, vemos várias mulheres e famílias envolvidas com o café, o que reforça o aspecto social dessa produção”, avaliou.

Cerutti também destacou que o Acre pode ser exemplo para outros produtores do mundo, mostrando um modelo de agricultura sustentável.

“O café robusta, para nós, é tão importante quanto o café arábica, e aqui vemos condições favoráveis para seu crescimento. Do nosso lado, queremos apoiar esse desenvolvimento, começando pela questão da qualidade, investindo em laboratórios, em métodos de prova e no conhecimento da qualidade do café, que é a base para abrir novos mercados. O potencial é grande, e estamos animados em poder contribuir”, destacou.

Durante a visita, os produtores também conheceram o museu da empresa anfitriã, que conta a história centenária da Lavazza e sua evolução no mercado global.

A expectativa é que o contato abra portas para iniciativas conjuntas, especialmente ligadas à valorização do café amazônico e ao desenvolvimento de projetos sustentáveis na região, fortalecendo a inserção do Acre no cenário internacional da cafeicultura.

Também participaram do encontro compradores de cafés robusta interessados em conhecer o produto acreano.

Após a agenda, a comitiva visitou a Università di Torino (Turim), onde conheceu iniciativas do curso Mestradoem – Ciência e Tecnologia do Café.

O que disseram

“Eu quero recuperar áreas degradadas, um hectare a cada ano, agregado ao extrativismo. Vamos agregar a produção do mel à do café, além da produção de turismo rural.”

Kayti Souza, cafeicultora

“Ele [Luís Tchê] acreditou nos pequenos, e por isso estamos aqui.”

Marivania Mendes, agricultora

“Estou muito emocionado; se não fosse o [secretário de Agricultura do Acre] Tchê, nós não estaríamos aqui.”

Gildenilson Feliciano, conhecido como Baixinho,

“É a realização de um sonho estar aqui, eu só tenho a agradecer.”

Antonia Santos, produtora de café. 

“A minha família tem uma marca de café em homenagem ao meu avô, que tem uma história parecida com a empresa Lavazza.”

Bruno Oliveira, cafeicultor

“Trabalhamos com café há 20 anos e sempre ficamos bem colocados no Qualicafé. A gente trabalha com o coração.”

Eliane Lara, cafeicultora

“Nós entramos nessa parceria para unir forças e potencializar o que temos de melhor: o pequeno produtor.”

Rina Soarez, coordenadora de projetos do Sebrae

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