Polícia acreana realiza segunda ‘Operação Renocrim’ e impõe prejuízo milionário ao crime organizado

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A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), realizou entre os dias 13 de abril e 1º de maio de 2025, a Operação RENORCRIM, uma ofensiva de âmbito nacional que visa o combate às organizações criminosas que atuam nos estados brasileiros, com alvos específicos no Acre e em outras unidades da federação.

A operação é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), com execução das Polícias Civis dos estados. No Acre, a ação foi planejada e conduzida pela DRACO, com apoio das demais unidades operacionais da Polícia Civil, inclusive dos municípios.

Ao longo de quase três semanas de atuação intensa, foram realizados diversos cumprimentos de mandados judiciais, prisões em flagrante, bloqueios de bens e apreensões de ilícitos, resultando em um prejuízo financeiro expressivo para os grupos criminosos atuantes na região.

As investigações que embasaram a operação vêm sendo desenvolvidas desde 2023 e apontam a participação de facções como Comando Vermelho, Bonde dos Treze e Primeiro Comando da Capital em crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsões, roubos de veículos e ocupações territoriais por meio da violência.

Polícia acreana realiza segunda ‘Operação Renocrim’ e impõe prejuízo milionário ao crime organizado

As ações tiveram como resultado no Acre:

• Prisões em flagrante: 05
• Mandados de prisão cumpridos: 12
• Mandados de busca e apreensão executados: 37
• Prejuízo financeiro direto ao crime organizado: R$ 227.797,15
• Bloqueio judicial de contas bancárias: R$ 5.183.328,00

Materiais apreendidos:
• 4 veículos (2 carros e 2 motos)
• Drogas diversas: maconha, skunk, cocaína, LSD e ecstasy
• Arma de fogo e munições
• Balanças de precisão
• Aproximadamente mil embalagens do tipo zip
• Insumos e utensílios para embalo e preparação de drogas
• R$ 5.613,00 em espécie
• Mais de 15 celulares, incluindo modelos de última geração (iPhone 16 Pro Max)
• Notebooks
• Documentação empresarial: CNPJs, certificados de MEI, declarações de imposto e máquina de cartão

Para o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, Dr. Henrique Maciel, a RENORCRIM é mais do que uma ação de repressão: é uma resposta do Estado contra a tentativa das facções de se enraizarem no território acreano.

“As organizações criminosas operam com estrutura e financiamento. Através dessa operação, mostramos que a Polícia Civil está preparada para atingir o coração dessas organizações, retirando seus recursos, desarticulando lideranças e quebrando a estrutura que sustenta o crime no nosso estado”, declarou.

O delegado Pedro Paulo Buzolin, coordenador da DEIC, reforçou que a articulação nacional foi essencial para o sucesso da ação. “A troca de informações com outras polícias civis, aliada ao trabalho técnico e de inteligência desenvolvido pela nossa equipe, nos permitiu mapear com precisão os alvos e executar com eficiência as ordens judiciais. O resultado é a retirada de criminosos do convívio social e a diminuição do poder das facções”, destacou.

A operação foi coordenada em ambito nacional pelo Dr. Getúlio Monteiro, delegado acreano que atualmente coordena as ações de repressão ao crime organizado no Ministério da Justiça.

A 2ª Renorcrim representa mais um marco na repressão qualificada ao crime organizado no Acre, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a segurança da população e o fortalecimento do estado frente à criminalidade.

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