MPF contesta licença para exploração de petróleo na Foz do Amazonas

⏱️ 2 min de leitura

O Ministério Público Federal (MPF) quer anular ou suspender a licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras para a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas. Além disso, contesta o envio do processo para julgamento na Justiça do Amapá, já que a bacia atinge mais municípios do Pará. A procuradoria apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).MPF contesta licença para exploração de petróleo na Foz do AmazonasMPF contesta licença para exploração de petróleo na Foz do Amazonas

A ação original que contesta a exploração de petróleo na área foi movida por organizações da sociedade civil no final do ano passado e o MPF entrou como coautor da ação, pedindo a reavaliação dos impactos ambientais e a anulação da licença. Acontece que a Justiça Federal no Pará mandou o processo para o Amapá, alegando que já existia outra ação semelhante naquele estado.

O recurso do MPF argumenta que a ação que tramitava no Amapá já foi sentenciada, o que acaba com a possibilidade de reunir os dois processos em um único julgamento. Além disso, a procuradoria argumenta que o processo no Amapá focava nas falhas específicas de uma Avaliação Pré-Operacional, enquanto a ação no Pará é mais ampla e questiona fragilidades técnicas do Estudo de Impacto Ambiental, omissões climáticas e violações aos direitos de povos tradicionais.

O MPF aponta que, dos 18 municípios na área de influência direta do empreendimento, 17 estão no Pará e apenas um no Amapá. O Pará também concentra a maioria das comunidades quilombolas e extrativistas afetadas.

A procuradoria também pediu urgência. No início de janeiro, foi registrado um incidente em um dos poços, operado por uma empresa a serviço da Petrobras. Houve o vazamento de 18 m³ de fluido de perfuração a uma profundidade de aproximadamente 2,7 mil metros e a 175 km da costa, na Margem Equatorial brasileira. Segundo o MPF, notas técnicas do próprio Ibama indicam impactos severos na área, e um laudo técnico teria identificado negligência.

O Ibama informou que ainda não foi notificado do recurso, mas que vai se manifestar nos autos do processo. A reportagem também tentou contato com a Petrobras para comentar o recurso do MPF. Ainda sem resposta.

2:11

Mais Lidas

Infestação de caramujos em Rio Branco preocupa moradores

Caramujos africanos voltam a preocupar moradores de bairros em Rio Branco durante período chuvoso.

Governo do Acre adia volta às aulas após ataque

Acre adia retorno escolar após ataque que matou duas funcionárias em Rio Branco.

Jorge Viana tenta reconstruir memória política do Acre — mas o passado também deixou obras, promessas e contradições

Jorge Viana critica crise política e perda de protagonismo do Acre.

O Acre depois da tragédia: quando pais, escolas e Estado deixam de perceber o sofrimento antes do colapso

Tragédia no Acre expõe sinais ignorados dentro das famílias e escolas.

Estado reage após tragédia enquanto alertas seguem parados no sistema

Estado reage após tragédia enquanto alertas seguem esquecidos dentro do sistema.

Últimas Notícias

Categorias populares