Lula critica postura de Trump, pede que seja “menos internet e mais chefe de Estado” e defende “caminho do meio”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento nesta quarta-feira, 25, sugerindo que ele fosse “menos internet e mais chefe de Estado”.

“Um mundo em que você tem presidente de uma nação do tamanho dos Estados Unidos, que deveria primar pelo discurso, deveria pensar o que falar, deveria ser menos internet e ser mais chefe de Estado, deveria pensar mais em livre comércio, deveria pensar mais no multilateralismo, deveria pensar muito mais na paz”, disparou Lula, sem citar diretamente o presidente norte-americano Trump.

O presidente ainda relembrou que o Brasil também já teve líderes voltados mais à autopromoção do que ao interesse nacional.

“Nós já tivemos presidente assim, e vocês sabem que já tivemos assim, ou seja, o que menos interessa é a verdade, o que menos interessa é o interesse do país. O que mais interessa são interesses exclusos, pequenos”, disse o presidente.

Lula defendeu o equilíbrio político, afirmando que sua gestão busca o “caminho do meio”. “A gente não vai atender nem aqueles que estão na extrema direita, nem aqueles que estão na extrema esquerda, a gente vai atender o caminho do meio, que é sempre aquilo que é possível fazer. E é essa história que fez essa política dar certo”.

O presidente também destacou a importância de políticas públicas voltadas aos mais pobres e criticou a desigualdade global. “Agora eu quero fazer esse país se transformar num país respeitado, e vocês podem ajudar. E para ajudar a gente tem que elevar o pessoal que está mais lá embaixo. A gente não pode se conformar”, afirmou.

Ele questionou o gasto mundial com armamentos. “Como é que o mundo gasta 3 bilhões com armas e não gasta 3 trilhões com comidas? Onde é que está o espírito cristão desses empresários, desses dirigentes, desses políticos? Onde é que está a nossa compreensão de fraternidade?”, questionou Lula.

Lula ainda reforçou que investir nos mais vulneráveis é, na prática, mais barato e mais eficaz. “A coisa mais barata no mundo é cuidar de pobres, vocês sabem o que é. O empresário que reconhece que seus trabalhadores fizeram a empresa crescer é o que tem consciência. O ganancioso é aquele que acha que fez tudo sozinho”.

Lula encerrou o discurso projetando otimismo para o país. “Esse país vai crescer em 2025, vai crescer em 2026, vai gerar mais emprego, vai gerar mais salário, e a gente vai tentar se transformar num país respeitado politicamente no mundo inteiro”, concluiu.

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