Inscrições abertas para o CNU 2025: salários de R$ 4 mil a R$ 17 mil

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As inscrições para a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos concursos”, começaram em 2 de julho de 2025 e seguem até 20 de julho, oferecendo 3.652 vagas em 32 órgãos federais. Organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o certame terá provas em 228 cidades brasileiras, com salários iniciais que variam de R$ 4.787,59 a R$ 17.726,42. As provas estão marcadas para 5 de outubro (objetiva) e 7 de dezembro (discursiva), e os resultados finais serão divulgados em 30 de janeiro de 2026. Pela primeira vez, o concurso adota um mecanismo para garantir paridade de gênero na segunda etapa, convocando mais mulheres caso o percentual de classificadas seja inferior a 50%. A iniciativa, liderada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), busca democratizar o acesso ao serviço público e promover inclusão.

O CNU 2025 é estruturado em nove blocos temáticos, agrupando cargos por áreas de atuação, como seguridade social, saúde, administração e tecnologia da informação. Os candidatos podem concorrer a múltiplos cargos dentro de um mesmo bloco, indicando a ordem de preferência no momento da inscrição. A taxa de inscrição é de R$ 70, com isenção para candidatos inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea e beneficiários do Prouni ou Fies, que podem solicitar a gratuidade até 8 de julho.

As vagas abrangem níveis médio, técnico e superior, com 2.480 oportunidades imediatas (1.972 de nível superior e 508 de nível médio) e 1.172 para cadastro reserva (nível superior). A maioria das vagas está concentrada em Brasília, mas há oportunidades em estados como Rio de Janeiro (315 vagas), São Paulo (65), Pará (66) e Pernambuco (20).

Estrutura inovadora do certame
O Concurso Nacional Unificado se destaca por sua abordagem unificada, permitindo que candidatos concorram a vagas em diferentes órgãos com uma única inscrição. Diferentemente da primeira edição, que teve oito editais, o CNU 2025 é regido por um único documento, detalhando vagas, salários, conteúdos programáticos e critérios de classificação. A prova objetiva, aplicada em 5 de outubro, varia conforme o nível de escolaridade: 90 questões para nível superior (30 de conhecimentos gerais e 60 específicos) e 68 questões para nível intermediário (20 gerais e 48 específicos).

A segunda fase, em 7 de dezembro, consiste em uma prova discursiva para os candidatos classificados na primeira etapa. Serão convocados até nove vezes o número de vagas por cargo, considerando ampla concorrência e cotas. Essa etapa avalia a capacidade de argumentação e domínio do conteúdo, sendo eliminatória e classificatória.

Outras fases incluem:

  • Avaliação de títulos, para cargos específicos.
  • Procedimentos de verificação para cotas (pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência).
  • Investigação social e funcional, exclusiva para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa.
  • Defesa de memorial e prova oral, para especialidades previstas no edital.

Paridade de gênero na seleção
Uma das principais novidades do CNU 2025 é a ação afirmativa para garantir equilíbrio entre homens e mulheres na segunda fase. Caso menos de 50% dos classificados para a prova discursiva sejam mulheres, mais candidatas serão convocadas para atingir a paridade. Por exemplo, em um cargo com 20 vagas e 117 convocados (nove vezes o número de vagas), se apenas 52 forem mulheres, outras 13 serão chamadas, totalizando 130 candidatos (65 homens e 65 mulheres).

Essa medida reflete o compromisso do governo com a equidade de gênero no serviço público, especialmente em cargos de nível superior, onde as mulheres já representam uma parcela significativa dos candidatos, mas nem sempre avançam em igual proporção. O mecanismo foi elogiado por organizações que defendem a inclusão no funcionalismo público.

CNU Enem do Concursos
CNU Enem do Concursos – Foto: Gov.br

Distribuição das vagas por blocos temáticos
Os nove blocos temáticos do CNU 2025 organizam as vagas por áreas de atuação, facilitando a escolha dos candidatos. Sete blocos são destinados a cargos de nível superior, enquanto dois abrangem níveis médio e técnico, focados em saúde e agências reguladoras. O Bloco 1, de seguridade social, oferece 789 vagas em órgãos como INSS, Ministério da Saúde e Comando da Marinha. Já o Bloco 5, de administração, tem 1.172 vagas, sendo mil para cadastro reserva no Ministério da Gestão e Inovação.

Alguns cargos em destaque incluem:

  • Analista Técnico-Administrativo: 1.000 vagas (cadastro reserva).
  • Analista Técnico de Justiça e Defesa: 250 vagas.
  • Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico: 250 vagas.
  • Especialista em Regulação de Petróleo (ANP): salário de R$ 16.413,35.
  • Técnico de Enfermagem: salário inicial de R$ 4.787,59.

As vagas estão distribuídas em 26 estados e no Distrito Federal, com provas aplicadas em 228 cidades, garantindo acessibilidade a candidatos de todas as regiões. A lotação varia entre sedes em Brasília e unidades regionais, como as 315 vagas no Rio de Janeiro, que incluem órgãos como INTO, INC, INCA e Biblioteca Nacional.

Salários atrativos e benefícios
Os salários iniciais do CNU 2025 variam conforme o cargo e o nível de escolaridade, começando em R$ 4.787,59 para técnicos de enfermagem e radiologia e alcançando R$ 17.726,42 para especialistas em geologia e geofísica na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com os reajustes previstos para 2026, os valores podem chegar a R$ 18.700, incluindo o vale-alimentação de R$ 1.000 pago a servidores federais.

Cargos como Analista do Seguro Social (INSS), com salário de até R$ 9.371,31, e Especialista em Regulação de Saúde Suplementar (ANS), com R$ 16.413,35, estão entre os mais procurados. A estabilidade no emprego público e os benefícios adicionais, como planos de saúde e aposentadoria integral, tornam as vagas ainda mais atrativas.

Medidas de inclusão e cotas
O CNU 2025 reforça a inclusão por meio de cotas e ações afirmativas. Além da paridade de gênero, o concurso reserva 30% das vagas para candidatos negros, indígenas e quilombolas, conforme a nova Lei de Cotas aprovada em 2025, e 5% para pessoas com deficiência. Os procedimentos de verificação de cotas ocorrem entre 30 de novembro e 8 de dezembro, garantindo transparência na confirmação de autodeclarações.

A primeira edição do CNU, em 2024, registrou 24,5% de aprovados negros, 2,3% indígenas e 6,8% com deficiência, demonstrando o impacto das políticas de inclusão. Para 2025, o governo ampliou os esforços, com códigos de barras individuais nos cartões de resposta para assegurar anonimato e evitar fraudes durante a correção.

Como se inscrever no concurso
As inscrições são feitas exclusivamente pelo site da FGV, acessado via conta gov.br. O processo é simples, mas exige atenção aos prazos e requisitos. A taxa de R$ 70 deve ser paga até 21 de julho, e o boleto é gerado ao final da inscrição. Candidatos que solicitarem isenção devem enviar a documentação entre 2 e 8 de julho.

O edital recomenda que os candidatos consultem o Cartão de Confirmação de Inscrição para verificar o local de prova, que será divulgado próximo à data do exame. É necessário levar um documento de identificação original com foto, e o uso de celulares durante a prova é proibido, devendo ser lacrados em embalagens fornecidas pela organização.

Preparação para as provas
A preparação para o CNU exige planejamento, já que as provas cobrem conteúdos gerais (como língua portuguesa, matemática e noções de direito) e específicos de cada bloco temático. A FGV disponibiliza o edital com o programa completo, e especialistas recomendam resolver provas anteriores e realizar simulados para se familiarizar com o formato das questões.

O tempo de prova varia: cinco horas para nível superior e três horas e meia para nível intermediário. A gestão do tempo é crucial, especialmente na prova objetiva, que exige rapidez e precisão. Cursos preparatórios, como os oferecidos por Gran Cursos Online e Estratégia Concursos, já lançaram pacotes específicos para o CNU 2025, com videoaulas e materiais atualizados.

Segurança reforçada no certame
Para garantir a lisura do processo, o CNU 2025 adota medidas rigorosas de segurança. Cada prova terá um código de barras individual, eliminando erros manuais e assegurando o anonimato na correção. A aplicação em 228 cidades reduz a distância média de deslocamento para 100 km, facilitando o acesso.

Na primeira edição, em 2024, o concurso teve 2,1 milhões de inscritos, mas uma abstenção de cerca de 50%. Para 2025, o governo espera maior participação, incentivada pela ampliação dos órgãos participantes (de 21 para 32) e pela consolidação do modelo unificado.

Próximos passos após as provas
Após a prova objetiva, os resultados preliminares serão divulgados em 12 de novembro de 2025, com convocação para a prova discursiva. A avaliação de títulos, para cargos que a exigem, ocorre entre 13 e 19 de novembro. As nomeações estão previstas para março a junho de 2026, após a homologação dos resultados em fevereiro.

Os aprovados serão lotados em órgãos como INSS, Ministério da Saúde, ANP, ANS e Biblioteca Nacional, contribuindo para a recomposição do quadro de servidores federais, que perdeu 73 mil profissionais nos últimos anos. A iniciativa reforça o compromisso do governo com a modernização do serviço público e a eficiência na gestão de recursos humanos.

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