Expoacre 2025 acerta nos parques e mostra que há espaço para evoluir ainda mais

Comida boa, estacionamento funcional, atendimento gentil e brinquedo que fez até adulto gritar igual criança. A experiência nos parques da Expoacre 2025 foi, sem exagero, uma das melhores dos últimos anos. Falo com a autoridade de quem levou a família inteira e viu tudo de perto — do sofá direto para o parque.

Redação - Cidade AC News - Eliton Muniz
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Comida boa, estacionamento funcional, atendimento gentil e brinquedo que fez até adulto gritar igual criança. A experiência nos parques da Expoacre 2025 foi, sem exagero, uma das melhores dos últimos anos. Falo com a autoridade de quem levou a família inteira e viu tudo de perto — do sofá direto para o parque.

Estrutura nota 9 (porque sempre dá pra melhorar)

O acesso ao parque fluiu sem engasgos. O estacionamento estava bem sinalizado, monitorado e — milagre — organizado até na hora de ir embora. Os brinquedos, variados e bem distribuídos, entregaram adrenalina e segurança. A parte infantil estava protegida, e os responsáveis visivelmente atentos.

Restaurantes e lanchonetes acertaram no básico: comida quente, variedade no cardápio, preço dentro do aceitável e filas que andavam. Um combo raro.

A presença do governador Gladson Cameli também chamou atenção. Em todas as noites que esteve no parque, transitou de forma leve, atenciosa, conversando com o público, visitando estandes e ajudando a manter o tom familiar da festa. A Secretaria de Comunicação do Estado, por sua vez, mostrou agilidade nas coberturas institucionais e no apoio às emissoras presentes — e isso deve ser reconhecido.

Um ambiente familiar e bem pensado

Os estandes institucionais estavam bem produzidos. Identidade visual padronizada, espaços acessíveis e distribuição inteligente para circulação. No setor dos pequenos empreendedores, o destaque vai para o acabamento dos produtos e o carinho no atendimento. Quem passou por ali sentiu orgulho de ver o Acre bem representado.

Um giro pela ala infantil — boas ideias, execução que pode evoluir

Também circulei com a família pela ala infantil, que teve acertos, mas também algumas falhas. O espaço temático do filme Divertidamente chamou atenção visualmente. Mas entrei com a Alegria e saí com a Raiva. E não é metáfora. O som estava ensurdecedor. Volume excessivo a ponto de incomodar adultos e assustar crianças. A proposta é boa, mas faltou cuidado com a experiência sensorial.

É preciso dizer: o público infantil da Expoacre merece mais. A proposta atual é simpática, mas temos no mercado atrações que entregam interatividade, conforto e espetáculo com outro padrão. Para 2026, seguem aqui algumas sugestões que podem elevar esse patamar:

  1. Peppa Pig e Família no Teatro
  2. Turma da Mônica – Espetáculo Circo Show
  3. Frozen Experience com Elsa e Olaf
  4. Galinha Pintadinha – Musical Oficial
  5. Patati Patatá – Espetáculo Oficial

Comunicação atuante — mas ainda à margem

Apesar da presença forte de mídias locais e nacionais, os profissionais da imprensa ainda operam sem um espaço digno, centralizado e funcional. Não se trata de pedir privilégio. Trata-se de reconhecer que comunicar é parte do evento — e não apenas cobertura do evento.

Um ponto fixo, democrático e bem localizado ajudaria a melhorar o fluxo de produção, o acolhimento dos feirantes e a qualidade da entrega dos próprios veículos. A estrutura interna — climatização, identidade visual, layout — é responsabilidade de cada mídia. Mas o ponto base, o espaço físico, precisa ser assegurado pela organização. E mais: esse espaço precisa ser entregue com pelo menos 15 dias de antecedência, para que cada equipe tenha tempo hábil de montar com qualidade, capricho e eficiência.

A mídia não vai embora quando os portões fecham. Ela continua reverberando o que aconteceu: o que foi vendido, o que foi cantado, o que foi anunciado, o que foi vivido. Valorizar esse trabalho é estratégico. Não é gentileza. Não é favor.

A Rádio Cidade foi gigante — mesmo em espaço pequeno

Falando da Rádio Cidade, maior rede comercial do estado, com sete emissoras ativas e mais de meio milhão de pessoas alcançadas entre sinal aberto e aplicativo: fomos grandes num espaço pequeno.

Durante os dias da Expoacre, nossa cobertura somou 1,6 milhão de visualizações e 44,7 mil interações, segundo dados internos da equipe de redes da emissora — números capturados e comprovados. Tudo produzido com entrega total de uma equipe que não arreda o pé quando o assunto é compromisso: Fábio Lopes, Francisco Mesquita, Marcela Nascimento, Mayke Wily, Samuel Pessoa e Silvio Sonso.

Parabéns, desde já, a toda a equipe da Rádio Cidade. Tenho acompanhado com orgulho e admiração o tamanho que conseguimos alcançar nesta Expoacre 2025 — em presença, em audiência e em relevância institucional. Foi mais do que cobertura: foi construção de valor.

Recebemos um espaço oficial e exclusivo, mas ainda aquém do tamanho da nossa entrega e representatividade. Mesmo assim, entregamos o que nos propusemos a fazer — com qualidade, com equipe enxuta e com o peso de quem entende o Acre.

Respeito total ao governador Gladson Cameli, que compreende a importância do evento como vitrine e celebração, e também à equipe da Secom, que tem demonstrado atenção e esforço, mesmo em meio aos desafios de uma estrutura que ainda precisa se modernizar.

Boa festa pra quem vai curtir o Tribe Beat!

Nesta sexta, dia 1º de agosto, o palco da Expoacre vira pista com o som eletrônico de Bhaskar e JØRD — duas atrações nacionais que prometem agitar o parque. Que seja uma noite de boas imagens e de público consciente.

E pra fechar…

Finalizei a minha noite no estande do Sebrae, ao som dos Os Cobras Dance. Foi ali que tiramos a última foto da noite. Momento leve, familiar. De quem aproveitou até o fim.

Sexta-feira foi o primeiro — e provavelmente o último — dia em que levei toda a família junto. Só pra constar. Porque sim, valeu mesmo.
P.S.: Agora só ano que vem — mesmo com ponto facultativo liberado pelo nosso governador na segunda-feira.

Ah, e antes que perguntem: não comi o morango do amor. Faltou tempo — ou talvez faltou açúcar mesmo.

A feira termina no domingo, mas o conteúdo gerado por quem cobre segue reverberando até o próximo ano.

E na segunda-feira, uma pergunta inevitável entra na pauta pública:
Manter o Parque de Exposições Wildy Viana onde está — ou construir um novo espaço para a Expoacre nas imediações da Cidade do Povo?
A resposta não é simples. Mas o debate precisa começar.

Eliton L. Muniz
Novo na escrita, direto na opinião.
Do Acre, para onde a pauta me levar.
Cidade AC News – www.cidadeacnews.com.br

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