Edvaldo Magalhães denuncia perdas salariais de professores e cobra correção de injustiça histórica

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Na sessão ordinária desta terça-feira (04), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) discursou durante o grande expediente para registrar críticas ao governo do Estado, em razão do que classificou como uma injustiça cometida contra professoras e professores da rede pública estadual, que, de acordo com ele, completa 50 meses neste mês de fevereiro.

Ao iniciar o pronunciamento, o parlamentar cumprimentou a presidente da sessão, deputada Maria Antônia, os colegas parlamentares e os profissionais da imprensa, além de fazer menções ao retorno dos trabalhos legislativos e a acontecimentos pessoais envolvendo colegas deputados. Em seguida, passou a tratar do tema central de sua fala, destacando que milhares de trabalhadores da educação seguem sendo prejudicados por uma decisão aprovada em 2022, com impacto direto nos salários da categoria.

Edvaldo Magalhães explicou que a maioria dos profissionais da ativa está enquadrada nas letras H, I e J da tabela salarial, enquanto todos os aposentados se concentram na letra J, o que, segundo ele, resulta em perdas mensais significativas. “Uma professora ou um professor na letra J perde, todos os meses, R$ 1.087,53. Já quem está na letra H perde R$ 845,86, e esse valor aumenta ainda mais para quem tem pós-graduação”, afirmou.

O deputado apresentou números acumulados para ilustrar o impacto financeiro ao longo do tempo e ressaltou que, após 50 meses, as perdas chegam a R$ 58.450,50 para profissionais enquadrados na letra J e a R$ 45.461,50 para aqueles na letra H. Para ele, trata-se de um prejuízo que compromete a renda familiar de milhares de trabalhadores. “Em cada família representada aqui nesta Casa, existe pelo menos uma professora ou um professor que está sentindo essa perda no orçamento”, disse.

O parlamentar relembrou que, em 2022, o governador Gladson Cameli (PP) anunciou publicamente que a situação seria corrigida ainda naquele ano, após estudos e comissões técnicas da Secretaria de Educação. No entanto, segundo Edvaldo Magalhães, os relatórios do Fundeb demonstraram arrecadação superior ao previsto, o que tornaria possível a correção, mas a promessa não foi cumprida. “Já se passaram quase 50 meses e aquilo que foi prometido não saiu do papel”, declarou.

Ao concluir, o deputado fez uma comparação para reforçar a crítica, afirmando que, se houvesse uma retirada mensal semelhante nos salários dos parlamentares, a medida não se sustentaria por mais de um dia. “Se tivessem tirado mil reais por mês do salário dos deputados, essa injustiça já teria sido corrigida imediatamente”, concluiu, cobrando providências para reparar o que chamou de erro histórico contra a educação acreana.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

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