Edvaldo Magalhães denuncia morte de adolescente por negligência médica em Feijó e cobra ações urgentes da Saúde

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edO deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (20), para relatar com indignação o caso do adolescente Diogo de Souza, que morreu após sucessivos atendimentos médicos considerados ineficazes no município de Feijó. O parlamentar descreveu detalhadamente os acontecimentos, classificando a situação como uma tragédia que expõe a gravidade da saúde pública na região.

Segundo ele, o adolescente sofreu um ferimento na panturrilha após cair de bicicleta no domingo do Dia das Mães. “Ele foi levado à unidade de saúde, recebeu curativo, medicação e foi mandado para casa. No dia seguinte, voltou com dores e inchaço, foi novamente atendido e liberado. Só depois de a situação se agravar muito é que conseguiram interná-lo”, relatou o deputado.

Edvaldo contou que houve demora no processo de regulação para transferência e que o garoto acabou sendo preterido por outro paciente, ferido a faca. “Não se faz duas viagens, levaram um e deixaram o outro. Enquanto isso, a infecção avançava. Quando um profissional percebeu a gravidade, ficou mais de duas horas tentando convencer a regulação de que era um caso emergencial. Só após vídeos mostrando o estado do garoto, a equipe foi liberada. Quando chegou, teve que entubá-lo, mas já era tarde”, disse.

O parlamentar afirmou que Diogo já chegou sem vida à unidade de referência em Cruzeiro do Sul. “Não se sabe exatamente o momento da morte. A Secretaria de Saúde enviou uma equipe a Feijó, conversou internamente e depois divulgou uma nota tratando o caso como uma fatalidade. Eu não sou leviano, mas uma coisa eu afirmo com certeza: o garoto não morreu porque caiu de bicicleta. Ele morreu porque o sistema falhou”, afirmou Edvaldo.

Por fim, o deputado propôs que a caravana de fiscalização da Aleac inclua Feijó em seu roteiro. “A situação da saúde em Feijó é gravíssima. O que não pode acontecer agora é colocarem a culpa no garoto. Três altas médicas com uma infecção generalizada não são admissíveis. A sociedade merece respostas e os responsáveis precisam ser identificados”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

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