Coleta de lixo irregular em Tarauacá expõe descaso com Termo de Ajustamento assinado com o MP

“É um desrespeito. Os caminhões novos estão parados no pátio, enquanto a cidade fede com lixo espalhado nos caminhões abertos. Isso é brincar com o cidadão”, reclamou um morador do bairro Senador Pompeu, uma das áreas mais afetadas.

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes
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Apesar da existência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Tarauacá e o Ministério Público do Acre, a coleta de lixo no município continua sendo realizada de forma improvisada e irregular. Caminhões abertos, sem qualquer estrutura para acondicionar os resíduos, circulam pelas ruas da cidade recolhendo o lixo doméstico e hospitalar, colocando em risco a saúde pública e desrespeitando o acordo firmado com o MP.

A responsabilidade direta recai sobre o secretário de Obras, Delmar Damasceno, que mesmo com a disponibilização de caminhões compactadores modernos, insiste no uso de veículos arcaicos, expostos e completamente inadequados para o serviço. Moradores relatam mau cheiro, risco de contaminação e lixo derramado em vias públicas. A indignação cresce a cada dia, mas nenhuma providência concreta foi tomada até o momento.

“É um desrespeito. Os caminhões novos estão parados no pátio, enquanto a cidade fede com lixo espalhado nos caminhões abertos. Isso é brincar com o cidadão”, reclamou um morador do bairro Senador Pompeu, uma das áreas mais afetadas.

O TAC previa que a prefeitura adequasse o sistema de coleta, adotando práticas sanitárias mínimas. Mas o documento, que deveria ser instrumento de mudança, virou letra morta diante da gestão. O Ministério Público ainda não se manifestou sobre as novas violações, mas fontes internas admitem que um novo processo de responsabilização pode ser aberto.

Enquanto isso, o lixo segue sendo transportado de forma grotesca. Homens em cima da carga, caminhões com sacos rasgados e chorume escorrendo pelas ruas da cidade viraram imagem comum na Terra do Abacaxi. Ninguém entende o motivo da resistência da gestão municipal, nem mesmo os servidores envolvidos no setor.

A pergunta que ecoa nos bastidores e nos grupos de moradores é direta: por que Delmar Damasceno mantém esse modelo ultrapassado, se há alternativas melhores? O custo político de ignorar o TAC pode ser alto. O custo social, esse já está sendo pago pela população.

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