Caso Joyce: ‘Queremos que o crime dela seja reconhecido como feminicídio’, diz irmã da vítima

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Na manhã desta segunda-feira, 16, a irmã de Joycilene Sousa de Araújo, Jaqueline Sousa, falou à imprensa durante uma coletiva realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde familiares, autoridades e representantes de órgãos públicos debatem o caso que chocou o estado. Joyce, como era conhecida, morreu em novembro de 2024, após ingerir comprimidos controlados. A família acusa o namorado, Thiago Augusto Borges, de violência psicológica, patrimonial e indução ao suicídio.

Segundo Jaqueline, o processo criminal segue em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), e, por isso, o investigado ainda não foi preso. “Ele entrou dentro de uma esfera criminal para poder ser responsabilizado pela morte da Joyce”, afirmou.

Mesmo sem contato direto por parte do acusado, Jaqueline relatou que ela e a filha de Joyce, Eduarda Cavalcante, têm recebido tentativas suspeitas de invasão em contas de e-mail e redes sociais. “Eu já vi tentativas por e-mail, tentativas de acessar as contas do Instagram, acessar o e-mail da Joyce, essas situações que não eram comuns”, disse.

A irmã destacou ainda as dificuldades emocionais enfrentadas pela família desde a perda de Joyce. “Nós estamos medicadas, é uma situação ruim, estamos com altos e baixos, tratando ansiedade, pânico. Nós também somos vítimas”, desabafou.

Jaqueline fez um apelo público para que o caso não seja tratado apenas como suicídio, mas como feminicídio. “A Joyce entrou em 2024 dentro da estatística de suicídio, e a gente quer mudar essa categoria. Queremos que o crime dela seja reconhecido como feminicídio. Isso precisa sensibilizar órgãos públicos, o sistema judiciário, homens e mulheres”, enfatizou.

Ela também criticou o julgamento que a família vem sofrendo por parte de algumas pessoas nas redes sociais e na vida cotidiana. “Sempre perguntam: ‘Mas vocês não observaram? Vocês não perceberam? Por que não fizeram isso?’ E a gente pede, publicamente, que parem de fazer esse questionamento. O foco não deve ser o porquê que a Joyce tomou essa atitude ou por que a gente não percebeu, e sim o porquê dele ter feito isso com ela”, concluiu.

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