Acre se despede de Flaviano Melo

Agencia.ac.gov
⏱️ 3 min de leitura

Neste sábado, 23, o Acre se despediu de uma de suas figuras políticas mais marcantes, o ex-governador Flaviano Melo, que faleceu na última quarta-feira, 20 de novembro, em São Paulo, em decorrência de uma pneumonia. Aos 76 anos, Flaviano deixou um legado de liderança e compromisso com o estado que governou entre 1987 e 1990, além de uma extensa carreira política que incluiu mandatos como senador, deputado federal e prefeito de Rio Branco.

Acre se despede de Flaviano Melo
Corpo foi velado no Palácio Rio Branco, um espaço emblemático que simboliza a história política do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

O corpo foi velado no Palácio Rio Branco, um espaço emblemático que simboliza a história política do estado. Milhares de pessoas, entre familiares, populares e autoridades, marcaram presença para prestar as últimas homenagens. Entre elas estavam a vice-governadora Mailza Assis, o senador Alan Rick e o presidente estadual do MDB, Wagner Sales.

O governador Gladson Cameli fez questão de acompanhar a cerimônia e destacou a importância de Flaviano para o Acre. Ao se aproximar do corpo, Gladson colocou seu broche de governador no paletó de Flaviano, afirmando: “Eu perdi um amigo. Ele cumpriu sua missão com dignidade e nos deixa um exemplo de liderança e conciliação”.

Na saída do Palácio, Gladson cobriu o caixão com a bandeira do estado, em um gesto que simboliza o respeito e o reconhecimento ao legado do ex-governador.

Após as homenagens no Palácio Rio Branco, o cortejo fúnebre percorreu as ruas da capital em um caminhão do Corpo de Bombeiros, permitindo que a população acompanhasse a despedida. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, reunindo uma multidão emocionada que deu o último adeus ao político.

Em sua trajetória, Flaviano foi reconhecido por sua habilidade como conciliador e por seu papel central no fortalecimento do MDB no Acre. “Ele sempre conseguia unir todos, mesmo em momentos de divergência. Era um exemplo de respeito e sabedoria”, destacou o governador Gladson Cameli.

Acre se despede de Flaviano Melo
Na saída do Palácio, Gladson cobriu o caixão com a bandeira do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom

Um legado inesquecível

Natural de Rio Branco e filho do ex-deputado Raimundo Melo e de Dona Laudi, Flaviano dedicou sua vida ao serviço público, marcando a política acreana desde a década de 1980. Sua gestão como governador ficou registrada como um período de avanços para o estado, com um marco sem igual na política habitacional, enquanto seus mandatos legislativos trouxeram importantes conquistas para o Acre no cenário nacional.

Em reconhecimento à sua trajetória, o governo do Estado decretou luto oficial de três dias. “Flaviano deixa não apenas uma história de realizações, mas também um exemplo de dedicação ao nosso povo. Ele será sempre lembrado com respeito e gratidão”, afirmou Gladson Cameli.

Acre se despede de Flaviano Melo
Sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governo do Acre expressa suas condolências à esposa, Luciana Videl, aos filhos e a todos os familiares, desejando força e conforto neste momento de dor.

 

Mais Lidas

Inscrições para Prouni 2026 do 2º semestre estão abertas

Inscrições para o Prouni 2026 do segundo semestre estão abertas até 10 de julho. Programa oferece bolsas integrais e parciais.

Viaduto da Avenida Ceará é liberado, mas obra ainda não terminou

O viaduto da Avenida Ceará foi liberado para o trânsito em Rio Branco, mas o Complexo Viário ainda tem etapas pendentes.

Restrições eleitorais no Acre: entenda o que muda para governos, prefeituras e agentes públicos

Entenda como as restrições eleitorais no Acre mudam atos públicos, publicidade, nomeações e uso da máquina por governos e prefeituras.

A caneta é da governadora, mas quem segura a mão?

Governar não é apenas ocupar a cadeira. É decidir quem entra, quem sai e quem permanece. No Acre, a discussão sobre nomeações e exonerações no governo Mailza Assis mostra que a caneta formal pode estar nas mãos da governadora, mas cada decisão também comunica força, dependência, ruptura ou acomodação política. A pauta investiga o que existe por trás das pressões, das validações públicas e das conversas de bastidor.

O perdão não começa no outro. Começa na prisão que construímos dentro de nó

Perdoar não significa justificar o erro de quem nos feriu. Significa recuperar o controle sobre a própria vida. A partir de Mateus 18, este artigo mostra por que a mágoa aprisiona, como nosso cérebro registra a dor emocional e por que Jesus apresenta o perdão como um caminho de liberdade, e não de fraqueza.

Últimas Notícias

Categorias populares