Programa coordenado pelo Ministério do Esporte funciona em parceria com a Apae e utiliza recursos captados pela Lei de Incentivo ao Esporte; outro núcleo atende o mesmo número de beneficiários em Porto Velho.

RIO BRANCO (AC) — Um núcleo do programa TEAtivo em Rio Branco atende 120 crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) por meio de atividades esportivas, físicas e de lazer adaptadas. A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Esporte e executada na capital acreana em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), com financiamento pela Lei de Incentivo ao Esporte.
Somado ao núcleo instalado em Porto Velho, em Rondônia, que também possui 120 participantes, o programa alcança 240 beneficiários nas duas capitais da Região Norte, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Esporte.
Esporte adaptado como ferramenta de inclusão
O TEAtivo é coordenado pela Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR), vinculada ao Ministério do Esporte. O programa oferece práticas esportivas e atividades de lazer estruturadas de acordo com as necessidades de pessoas com TEA.
A proposta é utilizar o esporte como instrumento de desenvolvimento motor, cognitivo e social, além de estimular autonomia, interação e qualidade de vida.
Segundo o material divulgado pelo Ministério, o programa atende pessoas a partir dos seis anos e utiliza metodologias adaptadas às características e necessidades dos participantes.
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirma que a presença do programa no Acre e em Rondônia pretende aproximar as famílias de ambientes preparados para receber esse público.
“A presença do programa no Acre e em Rondônia busca aproximar as famílias de espaços preparados para acolher crianças, adolescentes e outras pessoas com TEA, com acompanhamento de profissionais capacitados”, declarou.
Como o projeto é financiado
Um dos pontos centrais para entender o funcionamento dos núcleos é o mecanismo de financiamento.
Os projetos recebem recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). O instrumento permite direcionar recursos decorrentes de renúncia fiscal para projetos esportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte.
No caso apresentado pelo governo federal, esse mecanismo financia atividades para 120 beneficiários em Rio Branco e outros 120 em Porto Velho.
O material encaminhado à imprensa, porém, não informa o valor captado pelo núcleo de Rio Branco, o período de execução do projeto, a carga horária das atividades nem quais modalidades esportivas são oferecidas na unidade acreana. Esses dados são relevantes para dimensionar o alcance operacional do programa e podem ser objeto de apuração complementar do Cidade AC News.
Programa também prevê formação de profissionais
A estratégia federal não se restringe à abertura dos núcleos.
O Ministério do Esporte informa que desenvolve iniciativas destinadas à qualificação das políticas de atividade física voltadas às pessoas com TEA.
Entre elas está o Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA, elaborado pela Secretaria Nacional de Paradesporto em parceria com a Universidade Federal de Alagoas.
Segundo o governo federal, o material reúne orientações baseadas em evidências científicas destinadas aos profissionais que trabalham com esse público. A estratégia também contempla ações de aperfeiçoamento de profissionais de Educação Física.
Rio Branco concentra metade dos atendimentos informados
Na estrutura apresentada para Acre e Rondônia, a distribuição é equivalente: 120 beneficiários em Rio Branco e 120 em Porto Velho.
Em Rio Branco, a execução é responsabilidade da Apae e o financiamento ocorre pela Lei de Incentivo ao Esporte. A mesma configuração foi informada para Porto Velho.
O próximo ponto a ser acompanhado é a execução local do programa: quais atividades estão efetivamente disponíveis, a capacidade de atendimento, os critérios para ingresso de novos participantes e os resultados obtidos pelo núcleo acreano.





