Após o deputado federal (PL-MG) Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Michelle Bolsonaro e outros políticos de direita criticarem o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no último domingo (15/2), nesta segunda-feira (16/2), o Partido Liberal também se pronunciou por uma nota divulgada em uma rede social. Eles elencaram o que acreditam ser vários ilícitos eleitorais cometidos pela escola de samba do Rio de Janeiro.
“O desfile da Acadêmicos de Niterói materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral. Em vez de narrar uma história pessoal, como previamente alardeado, a escola, patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa “bem x mal”, que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores”.
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Em seguida, foram elencados os pontos que merecem a atenção da Justiça Eleitoral: “O uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola, num precedente exótico e inédito”.
“Para além do financiamento público, agrava o quadro a informação veiculada pela imprensa credenciada de que a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola. Há também a informação de que o próprio casal presidencial selecionou e convidou os artistas que desfilaram pela escola, numa demonstração perigosa de que todo o desfile foi, ao fim e ao cabo, conduzido pela própria máquina da Presidência da República, como instrumento de interferência na disputa eleitoral que se avizinha. O quadro é inédito, desafia a jurisprudência do TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis”, finalizou.
O desfile da agremiação carioca representou o ex-presidente Bolsonaro como o palhaço Bozo, de tornozeleira eletrônica, atrás das grades. Ainda mostrou uma ala intitulada neoconservadores em conserva.





