Com apenas uma balsa, veículos chegam a esperar 4 horas por travessia no Rio Caeté

Um pesadelo. É o que estão enfrentando os motoristas que precisam transitar na BR-364 depois que a ponte sobre o Rio Caeté foi interditada e a balsa do Dnit começou a fazer a travessia dos veículos no local. Neste sábado, 25, ao contrário do que afirmou o superintendente do Dnit no Acre, Ricardo Araújo, a demora na travessia pode ser superior a duas horas. O taxista Luís Gonçalves, que faz lotação entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, conta que só uma balsa não dá conta da demanda.

“Eu demorei uma hora e quarenta minutos porque cheguei cedo, mas teve colega que ficou quatro horas esperando para passar. Os passageiros ficam irritados com a espera porque tem o sol e a chuva e não dá para ficar com o ar condicionado ligado o tempo todo de espera. Infelizmente é desse jeito. Tem que ter duas balsas. Só uma não vai dar conta desse movimento”, conta Luís.

A agonia de motoristas e passageiros ainda deve durar porque a balsa do governo do Estado, que vai auxiliar a do Dnit na travessia dos carros, ainda demora para começar a operar no local. Está em cima de um caminhão na Vila do V, em Porto Acre, será levada para o Bujari e em seguida para o Caeté pela BR-364. A operação será delicada e requer o uso de batedores policiais devido às dimensões da balsa que tem 5 metros de largura e 15 de comprimento. A capacidade do equipamento é de 30 toneladas.

“A balsa é muito larga, toma quase a estrada e por isso precisamos de batedores. Mesmo sendo uma rodovia federal, como é uma emergência, não precisa de batedores da Polícia Rodoviária Federal e a Pm poderá resolver. A previsão é que na terça-feira a balsa chegue no Caeté. Aí o Dnit vai instalar o motor e pôr o equipamento para funcionar. Tudo será com eles a partir daí“, contou a presidente do Deracre, Sula Ximenes. Ela cita que o governo do Estado também vai auxiliar o Dnit com tendas e banheiros químicos no local da travessia da balsa.

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