segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário

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Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário


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Os Correios reabrirão, a partir da primeira semana de fevereiro, as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregados da estatal. A participação no programa é pessoal e voluntária e ficará aberta até 31 de março. Os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário | Cidade AC News – Notícias do AcreCorreios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

Notícias relacionadas:

Os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil funcionários terceirizados.

O PDV 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para o período de 2025–2027. O objetivo de reduzir os custos da empresa para garantir a sustentabilidade dos Correios e sua relevância social.

O Plano de Desligamento Voluntário de 2025 teve a adesão de cerca de 3,5 mil empregados da estatal.

Novidades do PDV 2026

Em mensagem divulgada a todos os empregados, a empresa informou que o novo Plano de Desligamento Voluntário mantém o incentivo financeiro praticado no PDB anterior, em 2025, e apresenta algumas novidades.

O PDV 2026 põe fim às restrições de idade máxima (antes destinado a quem tinha 55 anos e mais). Agora, qualquer empregado pode aderir ao plano, desde que tenha pelo menos dez anos de casa. Outra condição é que o empregado tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses, nos últimos 60 meses. O interessado não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.

Pelas regras do PDV, os empregados e seus dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional.

Sustentabilidade financeira

Por fim, a comunicação interna reforça que o plano de reestruturação é necessário para reequilibrar a saúde financeira da estatal.

Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do plano de reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

A estatal projeta redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

O plano de restruturação também prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o país conta com mais de 10.350 unidades de atendimento (considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria). Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

Ainda está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar novos recursos e reduzir custos de manutenção.

Crise

Após diagnóstico, os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

Contas públicas têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025

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Contas públicas têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025


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As contas públicas fecharam 2025 com saldo negativo, em razão, principalmente, do déficit do governo federal, que teve o crescimento das despesas maior que as receitas. O setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 55,021 bilhões no ano passado, que representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).Contas públicas têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcreContas públicas têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Na comparação com 2024, houve crescimento no déficit. Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

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As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central (BC) com a consolidação dos dados de dezembro de 2025. Naquele mês, as contas públicas tiveram superávit de R$ 6,251 bilhões.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Esferas de governo

No ano passado, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 58,687 bilhões ante resultado negativo de R$ 45,364 bilhões em 2024. O montante difere do resultado divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 61,69 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

De acordo com o Tesouro, as contas do Governo Central foram pressionadas pelo crescimento de gastos obrigatórios, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Do lado da receita, a arrecadação recorde de 2025 impediu um déficit mais alto. Em termos reais, a receita líquida cresceu 2,8% (R$ 64,3 bilhões), enquanto a despesa avançou 3,4% (R$ 79,1 bilhões.

Para reduzir o déficit das contas públicas, os governos regionais – estaduais e municipais – contribuíram com aumento no superávit, fechando 2025 em R$ 9,537 bilhões, contra resultado positivo de R$ 5,885 bilhões em 2024.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – também contribuíram para o aumento do déficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 5,871 milhões em agosto. Houve redução, entretanto, em comparação a 2024, quando o déficit chegou a R$ 8,073 bilhões.

Despesas com juros

A despesa com juros ficou em R$ 1 trilhão no ano passado, um recorde com esses gastos, segundo o BC. Houve um aumento nominal em relação aos R$ 950,423 bilhões registrados em 2024. De acordo com o BC, entretanto, o PIB nominal cresceu mais rápido do que a despesa com juros. Em 2025, os gastos com juros foram de 7,91% do PIB, enquanto em 2024 chegaram a 8,07% do PIB.

Não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, especialmente negativas, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Além disso, houve aumento da taxa básica de juros, a Selic, no período, que é um dos indexadores da conta. A Selic está em 15% ao ano, no maior nível desde julho de 2006.

Mas, no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, no caso de 2025, contribuíram para a melhora da conta de juros. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

No ano passado, as operações de swap tiveram ganhos de R$ 105,9 bilhões, reduzindo a conta de juros. Já em 2024, houve R$ 115,9 bilhões em perdas com swaps, que aumentaram a conta de juros.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – subiu na comparação interanual. Em 2025, o déficit nominal ficou em R$ 1,062 trilhão contra o resultado negativo de R$ 997,976 bilhões em 2024.

O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 8,311 trilhões em 2025, o que corresponde a 65,3% do PIB, o maior percentual da séria histórica. No ano anterior, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,3% (R$ 7,220 trilhões).

O crescimento se deve, em especial, ao déficit nominal do mês, aos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 11,1% no ano. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.

Em 2025, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 10,017 trilhões ou 78,7%, com aumento em relação ao ano anterior – R$ 8,984 trilhões ou 76,3% do PIB. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível

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Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível


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Apesar de a taxa básica de juros do Brasil ter alcançado em 2025 o maior nível em quase 20 anos – o que funciona como um freio para a economia –, o país alcançou no ano passado a menor taxa de desemprego desde 2012, quando começou a série histórica que mede a evolução do mercado de trabalho brasileiro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível | Cidade AC News – Notícias do AcreConsumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível | Cidade AC News – Notícias do Acre

O principal motivo para esse comportamento de baixa do desemprego são as compras das famílias, conforme avalia a coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, Adriana Beringuy.

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“A gente mantém uma economia basicamente impulsionada pelo consumo das famílias.”

Os dados da Pnad revelam que o Brasil registrou taxa de desemprego de 5,6% em 2025. Para efeito de comparação, em 2024 a desocupação havia marcado 6,6%.

A economia brasileira alcançou a marca anual de 103 milhões de trabalhadores ocupados e 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho, os chamados pelo IBGE de desocupados.

A Pnad apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa.

Amortecimento dos juros

Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória crescente da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% o ano, elevando-a até 15% em junho de 2025.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.

O índice oficial de inflação (IPCA), chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, praticamente todo o ano passado.

>> Leia aqui: BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age na economia de forma restritiva, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Força do consumo

A analista do IBGE, Adriana Beringuy, reconhece que com a maior Selic em quase 20 anos, é de se perguntar como o desemprego chegou à mínima histórica da Pnad.

Na entrevista de apresentação dos dados a jornalistas, a pesquisadora explica que “a transmissão do efeito da taxa de juros não é uniforme”.

Ela divide o direcionamento dos gastos das famílias em setores sensíveis e os não sensíveis ao juro alto.

“Não houve explosão de consumo de bens duráveis, de compra de móveis. As atividades que são mais dependentes de crédito ou de juros, não foram aquelas que mais expandiram em 2025”, cita.

Por outro lado, pondera ela, o país experimentou ao longo de 2025 aumento de contingente ocupado, de renda do trabalhador e do salário mínimo, o que levou a um efeito de “retroalimentação benéfica”.

“Temos um grande número de pessoas que estão ocupadas e, ao mesmo tempo, com rendimentos crescentes”, justifica.

Rendimento recorde

A Pnad também revelou que, em 2025, o rendimento médio mensal do trabalhador chegou ao recorde de R$ 3.560, expansão de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024, já descontada a inflação do período.

“Esse consumo foi canalizado para onde? Foi para os bens não duráveis, como alimentação, vestuário, serviços de alimentação, alguns serviços pessoais”, sustenta a pesquisadora.

“Esse consumo se realizou não necessariamente por acesso a crédito, mas por crescimento da renda do trabalhador”.

Beringuy deu destaque ainda a dois fatores diretamente ligados à renda do trabalhador: o controle inflacionário, que “certamente beneficia o consumo das famílias”, e a valorização real (acima da inflação) do salário mínimo.

“Acaba beneficiando trabalhadores dos segmentos mais elementares, menos escolarizados”.

Atividades

A pesquisa do IBGE aponta como o total de 103 milhões de ocupados em 2025 é dividido por grupamento de atividades. O que mais oferece vagas de trabalho é o comércio.

  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 19,5 milhões
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 19 milhões
  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 13,4 milhões
  • Indústria geral: 13,3 milhões
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 7,9 milhões
  • Construção: 7,4 milhões
  • Serviços domésticos: 5,7 milhões
  • Transporte, armazenagem e correio: 5,9 milhões
  • Outros serviços: 5,6 milhões
  • Alojamento e alimentação: 5,4 milhões

Conta própria

Um destaque da pesquisa divulgada hoje é a quantidade de trabalhadores por conta própria, que chega a 26,1 milhão, sendo 73% deles informais (sem CNPJ). De um ano para o outro, o total de conta própria subiu 2,4%.

A coordenadora do IBGE aponta que o aumento desses trabalhadores não representa retração de trabalhadores com carteira assinada.

“Tem o crescimento do [trabalhador por] conta própria sendo acompanhado também pelo vínculo formal.”

A Pnad mostra que o número de empregados com carteira chegou a 38,9 milhões de pessoas em 2025, o mais alto da série.

“Talvez haja uma substituição, mas não sabemos a real intensidade disso, de uma migração do sem carteira para o conta própria”, sugere.

O contingente de empregados sem carteira assinada caiu 0,8% em 2025, reunindo 13,8 milhões de pessoas.

Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

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Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado


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O Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado | Cidade AC News – Notícias do AcreDesemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado | Cidade AC News – Notícias do Acre

Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

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O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024.

O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaques de 2025

Na taxa anual, o Brasil registrou os seguintes contingentes:

  • Desocupados: 6,2 milhões de pessoas, queda de cerca de 1 milhão (-14,5%) na comparação com 2024
  • Empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 13,8 milhões (queda de 0,8% ante 2024);
  • Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões (-4,4%);
  • Conta própria: 26,1 milhões – o maior já registrado.

A taxa anual de informalidade passou de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, esse percentual é “valor relevante”, e reflete característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

“A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços mesmos complexos”, avalia.

Trajetória de queda

Veja a evolução da taxa de desocupação nos últimos anos:

2012: 7,4%

2013: 7,3%

2014: 7,0%

2015: 8,9%

2016: 11,6%

2017: 12,6%

2018: 12,1%

2019: 11,8%

2020: 13,7% (início da pandemia)

2021: 14,0%

2022: 9,6% (fim da pandemia)

2023: 7,7%

2024: 6,6%

2025: 5,6%

Para Adriana Beringuy, depois da recuperação pós-pandemia, 2023 fica marcado por uma política econômica que beneficia muito o consumo das famílias. Já em 2024, aponta ela, o mercado de trabalho foi marcado por aumento na qualidade de vínculos de emprego.

“Uma expansão da carteira de trabalho bastante intensa, contribuindo para a formalização e, por via de consequência, aumento da média do rendimento médio do trabalho”, analisa.

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A maior taxa de desocupação já registrada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Confira as informações sobre a queda no desemprego no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Caged

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, dezembro apresentou saldo negativo de 618 mil vagas formais. No entanto, no consolidado de 2025, o balanço ficou positivo em quase 1,28 milhões de postos com carteira assinada. 

Ampliada às 15h38

Pequenos negócios podem renegociar dívidas com a União até esta sexta

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Pequenos negócios podem renegociar dívidas com a União até esta sexta


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Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até esta sexta-feira (30) para aderir às condições especiais de renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. No ano passado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025, que trata da transação tributária e cujo prazo de adesão acabaria em 30 de setembro.Pequenos negócios podem renegociar dívidas com a União até esta sexta | Cidade AC News – Notícias do AcrePequenos negócios podem renegociar dívidas com a União até esta sexta | Cidade AC News – Notícias do Acre

A iniciativa permite regularizar pendências fiscais com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento. As condições variam conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.

Quem pode aderir

  • Microempreendedores individuais (MEI);
  • Microempresas;
  • Empresas de pequeno porte.

Modalidades disponíveis

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O edital prevê diferentes formas de transação, entre elas:

  • Transação conforme a capacidade de pagamento do contribuinte;
  • Débitos considerados irrecuperáveis;
  • Transação de pequeno valor, para dívidas de até 60 salários mínimos, com regras específicas para MEI;
  • Débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.

Como aderir

A consulta às pendências e a formalização da adesão devem ser feitas pelos canais oficiais da PGFN. A prorrogação do prazo amplia o alcance da medida e busca estimular a regularização fiscal como forma de apoiar a recuperação dos pequenos negócios.

A PGFN reforça que a renegociação de dívidas não se confunde com o pedido de reenquadramento no Simples Nacional, que ocorre no início de cada ano. Cada procedimento tem regras próprias e deve ser feito separadamente.

Atenção aos prazos

  • 30 de janeiro: prazo exclusivo para aderir às modalidades de renegociação da dívida ativa da União;
  • 31 de janeiro: prazo distinto para pedir retorno ao Simples Nacional por MEIs desenquadrados do regime.

Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

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Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro


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Cerca de 183 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30), o lote da malha fina de janeiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro | Cidade AC News – Notícias do AcreReceita Federal paga lote da malha fina de janeiro | Cidade AC News – Notícias do Acre

Ao todo, 182.959 contribuintes receberão R$ 403,65 milhões, entre contribuintes prioritários e não-prioritários.

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As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

• 124.065 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;

• 27.295 contribuintes de 60 a 79 anos;

• 15.951 contribuintes sem prioridade;

• 7.868 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;

• 4.692 contribuintes acima de 80 anos;

• 3.088 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.”

 

Caixa conclui pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família

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Caixa conclui pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família


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A Caixa Econômica Federal conclui o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família. Recebem nesta sexta-feira (30) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0.Caixa conclui pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família | Cidade AC News – Notícias do AcreCaixa conclui pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família | Cidade AC News – Notícias do Acre

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançou 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões.

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Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 19, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

Neste mês não houve o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.


Calendário do Bolsa Família de 2026

 Arte EBC

Dólar cai para R$ 5,19 e continua no menor valor em 20 meses

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Dólar cai para R$ 5,19 e continua no menor valor em 20 meses


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Num dia marcado pela volatilidade, o dólar caiu e fechou abaixo de R$ 5,20 pela primeira vez em quase dois anos. Afetada pela piora no mercado externo, a bolsa de valores interrompeu a sequência de recordes.Dólar cai para R$ 5,19 e continua no menor valor em 20 meses | Cidade AC News – Notícias do AcreDólar cai para R$ 5,19 e continua no menor valor em 20 meses | Cidade AC News – Notícias do Acre

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (29) vendido a R$ 5,194, com recuo de R$ 0,012 (-0,22%). A cotação caiu para R$ 5,16 pouco antes do meio-dia, disparou para R$ 5,24 por volta das 12h30 e voltou a recuar à tarde, consolidando-se abaixo de R$ 5,20 a partir das 15h30.

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A moeda estadunidense está o menor valor desde 28 de maio de 2024. A divisa acumula queda de 1,75% na semana e de 5,38% em janeiro.

O mercado de ações teve um dia de ajustes. Após dois recordes consecutivos, o índice Ibovespa, da B3, encerrou a sessão aos 183.133 pontos, com recuo de 0,84%. O indicador chegou a romper os 186 mil pontos durante a manhã, mas acompanhou as bolsas estadunidenses à tarde e fechou em baixa.

Mesmo com a divulgação de indicadores importantes no Brasil, como a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a queda na geração de empregos em 2025, as negociações foram dominadas pelo mercado internacional.

Em todo o mundo, os investidores reagiram à forte queda das bolsas estadunidenses no início do pregão. Ao longo do dia, a instabilidade diminuiu nos índices vinculados à indústria e às 500 maiores empresas dos Estados Unidos, mas o índice Nasdaq, das empresas de tecnologia, caiu quase 1% nesta quinta.

*Com informações da Reuters

Fazenda desmente aumento de carga tributária sobre setor de reciclagem

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Fazenda desmente aumento de carga tributária sobre setor de reciclagem


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O setor de reciclagem não terá aumento de carga tributária com a reforma tributária do consumo, esclareceu nesta quinta-feira (29) o Ministério da Fazenda. Segundo a pasta, a nova legislação assegura neutralidade entre produtos reciclados e materiais primários e amplia benefícios fiscais ao longo da cadeia produtiva, afastando o risco de perda de atratividade econômica do setor.Fazenda desmente aumento de carga tributária sobre setor de reciclagem | Cidade AC News – Notícias do AcreFazenda desmente aumento de carga tributária sobre setor de reciclagem | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em nota, o ministério explicou que a reforma tributária tem como um dos principais pontos a isenção total da venda de materiais de catadores, pessoas físicas ou cooperativas. No sistema atual, essa desoneração é parcial e fragmentada, variando conforme o tributo e gerando acúmulo em cascata ao longo da cadeia, quando o imposto pago se transforma em custo sem possibilidade de recuperação.

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Com a adoção do modelo de Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), informou a Fazenda, toda a cadeia produtiva passa a operar sob o princípio da não cumulatividade plena. Isso significa que empresas poderão aproveitar integralmente os créditos dos tributos pagos nas etapas anteriores, inclusive quando adquirirem materiais de catadores isentos, como se o imposto tivesse sido recolhido.

Correção de distorções

O Ministério da Fazenda destacou distorções provocadas pela tributação atual sobre materiais reciclados. A suspensão do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) só ocorre em vendas para empresas fora do Simples Nacional. Isso, explica a Receita, na prática, anula o benefício porque o comprador perde o direito ao crédito.

No caso do Imposto sobre Serviços (ISS), imposto cobrado pelos municípios, não há recuperação de créditos em nenhuma hipótese, elevando o custo dos serviços. Em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), não é permitido o aproveitamento de créditos na compra de insumos, apesar da isenção na venda de recicláveis.

Isenção

Com a reforma, esclarece a Fazenda, mais de 1 milhão de catadores, além de cooperativas e organizações da economia popular, ficarão totalmente isentos de tributos. Ainda assim, os compradores desses materiais poderão gerar e recuperar créditos tributários, garantindo equilíbrio e eficiência econômica em toda a cadeia.

Esse mecanismo será viabilizado por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos que compõem o IVA dual criado pela reforma. O modelo elimina o chamado efeito cascata, a incidência de imposto sobre imposto, e reduz custos ao longo do processo produtivo.

Instituída pela Emenda Constitucional 132, promulgada em dezembro de 2023, a Reforma Tributária do consumo entra em fase de testes em 2026 e busca alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais. O setor de reciclagem, considerado estratégico para o desenvolvimento sustentável, está entre os beneficiados pelas mudanças estruturais do novo sistema tributário.

Preços altos derrubam consumo de café no Brasil em 2025

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Preços altos derrubam consumo de café no Brasil em 2025


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A alta do preço do café nos últimos anos acabou fazendo com que o consumo do produto no mercado brasileiro caísse no ano passado. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo da bebida caiu 2,31% entre os meses de novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior, passando de 21,9 milhões de sacas de 60 kg em 2024 para 21,4 milhões no ano passado. O recorde foi obtido em 2017, quando o consumo interno chegou a atingir 22 milhões de sacas.Preços altos derrubam consumo de café no Brasil em 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcrePreços altos derrubam consumo de café no Brasil em 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Quanto aos preços, a alta foi de 5,8% para o consumidor, resultado da volatilidade dos anos anteriores. Nos últimos cinco anos, informou a Abic, a matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica. Já no varejo, o café aumentou 116%.

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Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, o aumento de preços em 2025 é resultado dos problemas enfrentados nos últimos anos de safras ruins, devido ao clima, e baixos estoques. 

“Desde 2021 houve um descasamento nessa cadeia global de oferta e demanda. Em 2021 tivemos problemas climáticos sucessivos, trazendo frustrações com o tamanho da safra”, explicou em entrevista na tarde desta quinta-feira, na capital paulista.

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Apesar dessa queda no consumo, Pavel encara como positivo o resultado obtido no ano passado. “Nós tivemos essa escalada de preços da matéria-prima desde 2021 e o consumo brasileiro seguiu bem em todos esses anos, demonstrando de forma inequívoca o quão resiliente é o café para o brasileiro. O brasileiro não abre mão do café”. 

Ainda segundo Pavel, “mesmo com essa leve redução de 2,31%, nós reportamos isso como uma notícia positiva, haja vista esse histórico dos últimos cinco anos, onde enfrentamos aumentos impressionantes, acima de 200% para a matéria-prima e acima de 116% para o consumo”.

Mesmo com essa queda, o Brasil se mantém na segunda posição de país mais consumidor de café no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E quando se considera o consumo per capita, o Brasil supera os Estados Unidos, com cada brasileiro consumindo, em média, 1,4 mil xícaras de café por ano.


Pequenas torrefações preparam grãos especiais de café

Para este ano de 2026, a expectativa da Abic é de que não haverá uma queda significativa no preço do café

Expectativas

A queda no consumo interno brasileiro não significou perdas para o faturamento da indústria, que cresceu 25,6% em 2025, somando R$ 46,24 bilhões. Segundo a Abic, esse crescimento no faturamento foi resultado principalmente do aumento do preço do café nas gôndolas.

Para este ano de 2026, a expectativa da Abic é de que não haverá uma queda significativa no preço do café, mas um ambiente mais estável em função da entrada de uma safra que deve ser muito boa. O preço do produto ao consumidor só deverá começar a cair daqui a duas safras, já que os estoques ainda estão baixos em todo o mundo. Enquanto isso não ocorre, a Abic aposta em promoções para atrair o consumidor.

“Os estoques globais nos países produtores para os consumidores são historicamente baixos. Então, quando essa safra chegar [com expectativa de boa florada], se ela der realmente o número que se espera e com algum conforto, teremos menor volatilidade [nos preços]”, avalia Pavel.

“A nossa leitura é que, ainda que haja um arrefecimento de volatilidade, não temos grandes espaços para reduções substanciais [no preço do produto] porque os estoques estão historicamente baixos. O entendimento de alguns operadores de mercado é de que precisaremos de pelo menos duas safras para a gente ter essa redução [de preço] numa proporção mais confortável para o consumidor”, disse.

Tarifaço

De acordo com o presidente da Abic, toda a cadeia do café ainda luta para reduzir as tarifas que foram aplicadas pelo governo dos Estados Unidos ao café solúvel. Embora o governo estadunidense tenha suspendido, em novembro do ano passado, a tarifa de 40% sobre o café em grão, o café solúvel foi deixado de lado e continua sendo taxado.


Brasília (DF) 15/07/2025 - Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Pavel Cardoso, fala durante entrevista coletiva após reunião do governo com representantes do setor do agronegócio para discutir medidas à tarifa de 50% dos EUA. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café, Pavel Cardoso, diz que assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia traz perspectivas positivas para o setor – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pavel disse que essa taxação do café solúvel continua em discussão e a expectativa da cadeia é de que essa medida seja revertida em poucos meses.

O presidente da Abic avalia que a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia traz perspectivas positivas para o setor. “O Brasil é de longe o maior produtor de café do mundo, sendo que 40% do que o mundo produz sai desse país. A oportunidade do novo acordo entre a União Europeia e o Mercosul traz grandes e positivos desafios para a indústria brasileira”, reforçou.

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