segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Ação integrada entre Polícias Civis do Acre e do Amazonas resulta na prisão de foragido da Justiça na Lista Vermelha da Interpol

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Ação integrada entre Polícias Civis do Acre e do Amazonas resulta na prisão de foragido da Justiça na Lista Vermelha da Interpol

A atuação integrada entre as Polícias Civis do Acre e do Amazonas resultou na prisão de um foragido da Justiça acreana que constava na Lista Vermelha da Interpol. A captura é mais um exemplo da eficiência da cooperação interestadual no combate à criminalidade e no cumprimento de decisões judiciais.

Ação integrada entre Polícias Civis do Acre e do Amazonas resulta na prisão de foragido da Justiça na Lista Vermelha da Interpol | Cidade AC News – Notícias do Acre
Ação conjunta entre PCAC e PCAM resulta na prisão de foragido da Justiça acreana. Foto: cedida

Após um trabalho minucioso e uma intensa troca de informações entre os setores de inteligência das duas instituições, os investigadores conseguiram localizar J. M. C. L. C., de 53 anos, que estava escondido em uma área isolada do município de Iranduba, no estado do Amazonas. O local de refúgio apresentava difícil acesso, sendo possível chegar apenas por meio de embarcação, o que exigiu planejamento e atuação coordenada das equipes envolvidas.

O homem era considerado foragido da Justiça acreana e possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro, cometido no ano de 2015. Além disso, ele era procurado internacionalmente, tendo seu nome incluído na Lista Vermelha da Interpol, que reúne indivíduos buscados por crimes graves.

De acordo com o diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, o delegado Nilton Boscaro, a prisão demonstra a força da integração entre as forças de segurança, ressaltando que o trabalho conjunto com outras unidades da federação é fundamental para impedir que criminosos utilizem fronteiras estaduais como forma de escapar da Justiça.

“Seguimos atuando de forma incansável e integrada, não dando trégua a foragidos, mesmo àqueles que tentam se esconder em outros estados brasileiros, reafirmando o compromisso com a segurança da população, o enfrentamento à criminalidade e o cumprimento rigoroso das decisões judiciais”, destacou Boscaro.

Suspeitos de integrar facção criminosa são presos pela Polícia Civil em Tarauacá, Feijó e Rio Branco

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Suspeitos de integrar facção criminosa são presos pela Polícia Civil em Tarauacá, Feijó e Rio Branco

Os mandados são resultado de um inquérito policial que reuniu provas consideradas robustas sobre a atuação de uma organização criminosa no Acre. De acordo com as investigações, os suspeitos A. A. de S., conhecido como “Brinquedo”, C. A. da S., conhecido como “PVTS”, e T. S. O., identificado pelos apelidos “Hotymaro” ou “Henrri”, teriam participação ativa em diversas práticas criminosas.

Entre os crimes investigados estão delitos contra o patrimônio, como receptação e roubo, além de crimes violentos, a exemplo do porte ilegal de arma de fogo, e tráfico de drogas. As apurações também apontam o envolvimento direto dos suspeitos em invasões de áreas dominadas por facções criminosas rivais nos municípios de Tarauacá e Feijó.

Ao longo do trabalho investigativo, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura da organização criminosa, identificando seus integrantes, funções e áreas de atuação. Esse levantamento estratégico permitiu o avanço das ações policiais voltadas ao desmantelamento do grupo.

As prisões realizadas nesta quinta-feira representam mais um passo no enfraquecimento das atividades criminosas na região. Os investigados foram encaminhados às Delegacias de Flagrantes de suas respectivas cidades, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a responsabilização penal dos integrantes da organização criminosa.

Polícia Civil apreende adolescente de 13 anos com 4,5 kg de drogas em Rodrigues Alves

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Polícia Civil apreende adolescente de 13 anos com 4,5 kg de drogas em Rodrigues Alves

A Polícia Civil do Acre (PCAC) por meio da Delegacia-Geral de Rodrigues Alves, apreendeu nesta quinta-feira (29) um adolescente de 13 anos que estava de posse de aproximadamente 4,5 quilos de drogas, entre crack e cocaína.

Polícia Civil apreende adolescente de 13 anos com 4,5 kg de drogas em Rodrigues Alves | Cidade AC News – Notícias do Acre
Adolescente é apreendido com crack e cocaína após denúncia anônima em Rodrigues Alves. Foto: cedida

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, a equipe policial recebeu um extrato de denúncia informando que o menor estaria guardando entorpecentes para traficantes da região. As drogas, segundo a denúncia, estariam escondidas no forro da residência onde o adolescente morava.

Diante das informações, os policiais se deslocaram até o endereço indicado e fizeram contato com a mãe do adolescente. A genitora autorizou a entrada da equipe no imóvel, onde, após buscas, foram encontrados os entorpecentes, além de balanças de precisão e diversos apetrechos utilizados para o acondicionamento das drogas.

Polícia Civil apreende adolescente de 13 anos com 4,5 kg de drogas em Rodrigues Alves | Cidade AC News – Notícias do Acre
Ação da Polícia Civil resulta na apreensão de 4,5 kg de entorpecentes no interior do Acre. Foto: cedida

O adolescente foi apreendido e encaminhado à delegacia, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas e ficará à disposição da Vara da Infância e da Juventude, que dará prosseguimento ao caso conforme determina a legislação vigente.

A Polícia Civil reforça a importância das denúncias anônimas, que contribuem de forma decisiva para o combate ao tráfico de drogas e a outros crimes no município.

Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE

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Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE


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O jornalista e ex-âncora da CNN Don Lemon foi preso nos Estados Unidos por suposto envolvimento em ato de protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).Ex-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE | Cidade AC News – Notícias do AcreEx-âncora da CNN é preso por suposta participação em ato contra ICE | Cidade AC News – Notícias do Acre

O protesto ocorreu no início de janeiro, envolvendo dezenas de manifestantes que interromperam um culto na igreja Cities em St. Paul, na cidade de Minnesota, para criticar as ações do ICE contra estrangeiros em território estadunidense.

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De acordo com a CNN dos Estados Unidos, onde ele trabalhou até 2023, Lemon alegou que estava na manifestação como jornalista, e não como manifestante.

A prisão ocorreu na noite desta quinta-feira (29), quando o jornalista estava no saguão de um hotel em Beverly Hills, onde se preparava para a cobrir o Grammy Awards.

Ataque à Primeira Emenda

Segundo o advogado do jornalista, Abbe Lowell, a prisão de Lemon foi um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda” da Constituição dos EUA, que trata de liberdades fundamentais dos cidadãos contra a interferência do governo.

“Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho, protegido pela Constituição. Em Minneapolis, não fez nada diferente do que sempre fez”, declarou o advogado ao lembrar que a referida emenda constitucional “existe para proteger jornalistas cujo papel é revelar a verdade e responsabilizar aqueles que detêm o poder”.

Na avaliação do advogado, a prisão de Lemon não passa de “uma tentativa transparente de desviar a atenção das muitas crises que a atual administração enfrenta”, disse ele referindo-se ao governo de Donald Trump.

“Em vez de investigar os agentes federais que mataram dois manifestantes pacíficos em Minnesota, o Departamento de Justiça de Trump está dedicando seu tempo, atenção e recursos a essa prisão”, acrescentou Lowell.

Oriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA

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Oriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA


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Trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã aumentaram a tensão no Oriente Médio e podem impactar o preço do petróleo no mercado internacional e afetar outros países da região.Oriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA | Cidade AC News – Notícias do AcreOriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA | Cidade AC News – Notícias do Acre

A Casa Branca enviou ao Oriente Médio o porta-aviões Abraham Lincoln, um dos maiores de seu arsenal, e tem ameaçado realizar ataques “muito piores” que os de junho de 2025 se Teerã não negociar um acordo em que se comprometa a não desenvolver armas nucleares. 

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No ano passado, americanos e israelenses bombardearam instalações militares e nucleares em solo iraninano. O país persa respondeu com o lançamento de mísseis contra Israel.

Em publicações nas redes sociais na quarta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que “o tempo está se esgotando”. 

Segundo a mídia estatal do Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse não ter solicitado negociações nem ter entrado em contato com o enviado especial dos EUA, Steve Witkof.

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Estreito de Ormuz

Autoridades do Irã emitiram um alerta nesta quinta-feira (29) à navegação marítima no Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, anunciado que realizarão exercícios militares na rota comercial por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. 

O fechamento do estreito chegou a ser considerado uma retaliação aos ataques de junho do ano passado – e essa é uma das principais preocupações econômicas apontadas por analistas em relação à escalada da tensão na região. 

O Irã tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo e é o quinto maior produtor. Além dele, outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) são banhados pelo Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait.

Economistas citados pela agência Reuters indicaram que a “possibilidade de o Irã ser atingido” já elevou o preço do barril em até quatro dólares. 


Mapa Estreito de Ormuz

Mapa Estreito de Ormuz – Arte/EBC

Protestos 

A pressão de governos ocidentais sobre o Irã aumentou no início de 2026 com o aumento de protestos contra o regime teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.

Confrontos entre forças de segurança e os manifestantes deixaram mais de 6 mil mortos, segundo associações de defesa dos direitos humanos, que contabilizam mais de 40 mil presos. Já o governo do Irã fala em 3 mil mortos e classifica parte deles como terroristas.

Além de contestar a falta de liberdade política, os manifestantes protestam contra problemas como o alto custo de vida, que em partes se devem às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e aliados. 

Teerã culpa a interferência estrangeira pelos protestos e lançou mão de uma repressão severa que incluiu até mesmo o bloqueio da internet no país. 

Fontes da Reuters confirmam que Trump está considerando opções como ataques direcionados às forças de segurança e líderes para inspirar os manifestantes a derrubar os governantes do Irã, que ameaça atacar bases norte-americanas em países vizinhos, como o Catar e o Barein, em caso de intervenção.

A repressão aos protestos também gerou reação de países europeus, que aprovaram nesta semana novas sanções contra autoridades e instituições do Irã e passaram a classificar a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista. 

“Quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista”, disse a chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que acrescentou que “qualquer regime que mata milhares de pessoas do próprio povo está a trabalhar para a própria queda”.

*com informações da Reuters, RTP e Lusa.

Unesp divulga lista de aprovados no vestibular 2026

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Unesp divulga lista de aprovados no vestibular 2026


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A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta sexta-feira (30) sua lista de aprovados no vestibular de 2026.Unesp divulga lista de aprovados no vestibular 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreUnesp divulga lista de aprovados no vestibular 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Acesse a lista para conferir os nomes dos convocados. 

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Os candidatos aprovados na primeira chamada devem fazer a matrícula entre os dias 2 e 4 de fevereiro, inicialmente de maneira virtual, pelo site da institução. Depois disso, em data que ainda será divulgada, será feita a matrícula presencial.

Nesta edição, 65.208 candidatos disputaram 5.867 vagas de graduação na Unesp. O curso mais procurado foi medicina, seguido por psicologia, direito e ciência da computação.

A Unesp terá mais oito chamadas de convocação. Veja as datas:

  • 2ª chamada: 9 de fevereiro
  • 3ª chamada: 12 de fevereiro
  • 4ª chamada: 19 de fevereiro
  • 5ª chamada: 23 de fevereiro
  • 6ª chamada: 25 de fevereiro
  • 7ª chamada: 27 de fevereiro
  • 8ª chamada: 3 de março

 

 

Inep oferece declaração que permite matrícula na educação superior

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Inep oferece declaração que permite matrícula na educação superior


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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza a partir desta sexta-feira (30) a declaração de conclusão do ensino médio para aqueles candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 que buscaram a certificação desta etapa de ensino e alcançaram a pontuação mínima exigida no edital.Inep oferece declaração que permite matrícula na educação superior | Cidade AC News – Notícias do AcreInep oferece declaração que permite matrícula na educação superior | Cidade AC News – Notícias do Acre

O documento está publicado na Página do Participante do Enem, no portal do Inep.

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Para obter a certificação de conclusão do ensino médio pelo Enem, é preciso ter mais de 18 anos na data da prova e ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento, bem como obter, pelo menos, 500 pontos na redação.

Para que serve

A declaração autenticada pelo Inep permitirá a pré-matrícula em instituições de educação superior.

Pela primeira vez, a certificação do ensino médio, obtida pela participação no Enem 2025, poderá ser usada no mesmo ano para os interessados em participar das edições de 2026 dos processos seletivos do Ministério da Educação (MEC):

·  no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que teve o resultado individual divulgado nesta quinta-feira;

·  o Programa Universidade para Todos (Prouni), com inscrições abertas até 29 de janeiro;

·  e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que abrirá inscrições entre 3 e 6 de fevereiro.

Certificado digital de conclusão

A declaração autenticada, emitida a partir desta sexta-feira, chega antes do certificado oficial de conclusão do ensino médio.

A certificação digital definitiva somente sairá a partir de 2 de março. A grande vantagem é que agora tudo será digital e feito por cinco Institutos Federais. Um em cada região do país.

Com a novidade, o participante com a pontuação mínima exigida no Enem não precisará ir até uma escola ou à sede de um instituto federal para solicitar a emissão do documento.

O sistema para emissão oficial do certificado de conclusão do ensino médio aos participantes ainda será disponibilizado no portal do Inep.

 

Capes realiza censo da pós-graduação até 26 de fevereiro

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Capes realiza censo da pós-graduação até 26 de fevereiro


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O Censo da Pós-Graduação stricto sensu referente ao ano de 2025 está aberto até 26 de fevereiro. É a primeira vez que ocorre a coleta de dados estatísticos sobre os programas de pós-graduação (mestrado / doutorado) no Brasil.Capes realiza censo da pós-graduação até 26 de fevereiro | Cidade AC News – Notícias do AcreCapes realiza censo da pós-graduação até 26 de fevereiro | Cidade AC News – Notícias do Acre

Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mapeamento tem o objetivo de orientar políticas públicas voltadas à melhoria da pós-graduação no país, correspondentes à sua realidade.

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O preenchimento dos dados é individual e obrigatório. Os participantes devem realizar por meio da Plataforma Sucupira. Devem preencher o formulário eletrônico: 

• pós-graduandos matriculados (curso de mestrado e doutorado);
• professores (permanentes e colaboradores);
• pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes; e
• coordenadores de programas de Pós-Graduação (PPGs), em exercício.

A Capes explica que os questionários são adequados a cada perfil de entrevistado, composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação.

Os pró-reitores e coordenadores de PPGs devem acompanhar e garantir a adesão dos integrantes de seu programa dentro do prazo.

Veja o tutorial de preenchimento.

A divulgação dos resultados está prevista para 16 de novembro de 2026.

Entrevista

A  Agência Brasil entrevistou a presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, sobre a iniciativa inédita, que será feita anualmente

Agência Brasil: em 2025, a pós-graduação brasileira completou 60 anos de institucionalização. Passadas seis décadas, o primeiro censo da pós-graduação chega para o governo brasileiro saber os detalhes do que ocorre com essa importante etapa do ensino no país?
Denise Pires de Carvalho: toda forma de censo é muito relevante para a definição de políticas públicas. A pós-graduação leva luz, conhecimento e desenvolvimento para os diferentes territórios do país. Mas quem são os pós-graduandos? Quem são os docentes? Quem está trabalhando nesse ambiente tão importante para o desenvolvimento de uma nação? Infelizmente, não temos esses dados e os detalhes, por exemplo quantas mulheres, homens, quantos pardos, indígenas, brancos, nas diferentes regiões do país, quantas pessoas em vulnerabilidade socioeconômica?

Agência Brasil: este levantamento tem caráter declaratório, por meio da coleta descentralizada de dados. O censo traz questões adaptadas ao perfil de cada um dos públicos que deve respondê-lo e às suas atividades acadêmicas. Dessa forma, a senhora acredita que as estatísticas produzidas serão mais confiáveis e detalhadas?
Denise Pires de Carvalho: quando os docentes respondem é bem diferente das respostas dos estudantes. Na verdade, temos formas de acessar o perfil dos docentes. Porque a maior parte deles é servidor público das nossas universidades. No caso dos pós-graduandos, temos mais dúvidas e precisamos coletar muito mais detalhes.

Agência Brasil: e sobre metodologia da pesquisa?
Denise Pires de Carvalho: o importante mesmo é que, nas novas fichas de avaliação dos programas de pós-graduação, a Capes se distancia dessa análise mais quantitativa, que foi da era da cientometria [que mede o progresso científico] e passa a fazer uma análise quali-quantitativa. Nós não abandonamos o quantitativo, mas introduzimos os chamados casos de impacto. Então, independentemente do número de artigos produzidos, queremos saber qual é a qualidade desses artigos, o quanto eles impactaram e mudaram políticas públicas, no caso de uma área do conhecimento, ou mudaram um tratamento, no caso de outra área do conhecimento, ou deram origem a um processo ou produto. Com isso, fundamentalmente, a Capes passa a avaliar os cursos também do ponto de vista da interação com a sociedade.

Agência Brasil: o questionário deste primeiro censo nacional incorpora perguntas sobre parentalidade. Esse eixo no censo ajuda a mapear como a parentalidade impacta na progressão nos cursos, a permanência acadêmica e a trajetória de alunos e docentes dentro dos programas?
Denise Pires de Carvalho: a parentalidade é um exemplo excelente de política pública que leva à igualdade. E, para isso. a gente precisa de políticas de equidade. É muito mais difícil para alguém que passa pela maternidade ou paternidade, dependendo da situação, no primeiro, no segundo ano [do curso], produzir conhecimento igual a alguém que não tem uma criança pequena para cuidar.

Agência Brasil: a partir da identificação das desigualdades – que poderiam ser invisíveis por falta de dados ou historicamente eram tratadas como assunto individual, o que o governo federal pode fazer?
Denise Pires de Carvalho: um exemplo: para um docente ser credenciado para orientar na pós-graduação, precisa produzir conhecimento em sua área de atuação. A parentalidade já está incluída nas fichas de avaliação [do censo]. Com isso, a gente pretende que os programas, em vez de avaliarem esse professor em determinado intervalo de tempo, tenham um tempo maior a ser analisado porque está passando por um período de cuidado de outra pessoa. Essa questão fundamental nos humaniza. Então, tentamos ajustar o tempo de avaliação desse docente. Já para o estudante que ganha uma bolsa, agora é lei: a Capes deve prorrogar o período da bolsa, quando solicitado. Quando ingressei no doutorado, eu era coordenadora de curso e fui mãe. Ainda assim, tive que atender a todos os requisitos, como se eu não tivesse uma criança para cuidar.  Por mais ajuda que a mãe tenha, a criança depende muito dela, principalmente, nesses primeiros anos. Nos meses de aleitamento, temos a licença, mas aquele período de licença contava para minha produção intelectual. Agora, não conta mais.

Agência Brasil: esse olhar do poder público pode aumentar o número de mulheres no ambiente acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: é um estímulo maior. Muitas mulheres sequer ingressam no ambiente da orientação porque estão cuidando dos filhos. Em dados gerais, sabemos que as mulheres são maioria entre mestres e doutores desde 1997. E elas são a maioria de doutores há mais de 20 anos, desde 2005. Mas quando olhamos o corpo docente da pós-graduação, esse é majoritariamente masculino. O que é alarmante. Obviamente, há impedimentos, seja por viés implícito – quando escolhem um homem e não uma mulher – seja por falta de igualdade de condições ou ainda porque as mulheres sequer se candidatam para concorrer nos concursos. Há um crivo, às vezes, é prévio. Entendo que não há nenhum motivo para uma maioria masculina, quando as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação. E isso não se reflete na maioria do corpo docente. O que tem impedido as mulheres de seguirem? Com certeza, a maternidade é um dos fatores.

Agência Brasil: sobre as diferenças regionais, o censo pode ajudar a identificar onde estão os lugares com maiores carências na pós graduação do país?
Denise Pires de Carvalho: sem dúvida nenhuma. Uma pergunta é: o percentual de bolsas de pós-graduação deve ser igual entre as diferentes regiões? O percentual deve ser igual entre as diferentes áreas do conhecimento? Sair desse eixo sul, sudeste sobretudo, né? Muito importante a nova diretoria de informação científica que vai analisar os dados do censo, junto com o Plano Nacional de Pós-Graduação, com a agenda, e definir os caminhos para o desenvolvimento do país, para que a gente possa reduzir definitivamente a desigualdade social.

Agência Brasil: o que se sabe sobre a inclusão de estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação stricto sensu, prevista na revisão da Lei de Cotas (nº 14.723/2023)? Denise Pires de Carvalho: é importante dizer que no término da graduação ainda há diferenças, infelizmente, porque elas vêm de base. Para uma reparação histórica dessas diferenças, é necessário que haja cota também no ambiente da pós-graduação.Mas é um processo. O que nós fizemos [na revisão da Lei de Cotas] foi incluir a pós-graduação e deixar que cada programa de pós-graduação decida. Pois, a pós-graduação é muito diversa. Então, a inclusão não pode ser obrigatória. Todas essas questões precisam ser discutidas e implementadas no bojo da autonomia das universidades. No processo de avaliação, aqueles programas que tiverem políticas afirmativas terão uma avaliação melhor. Então, é muito importante que a Capes saiba se esse programa com uma política de ação afirmativa, efetivamente, está incluindo os estudantes. Nós saberemos sobre isso por meio do censo. Porque uma coisa é ter a política afirmativa na norma, outra é a política ser efetivada. Quem vai dizer o que ocorre é o estudante. O censo é autodeclaratório.

Agência Brasil: sabemos que as cotas na graduação receberam muitas críticas no passado. E as cotas na pós-graduação recebem também?
Denise Pires de Carvalho: para chegar na cota da pós-graduação, a gente precisa de várias ações que antecedem o ingresso nessa etapa. Para muitos, o estudante preto e pardo que ingressou na graduação já teria se igualado ao branco, o que não é verdade, por conta do racismo estrutural e das condições socioeconômicas do país. Explico que a nota de corte para um curso da graduação é determinada pelo ensino básico. Em uma escola de elite, sabemos que é, ainda, diferente do ensino público básico. Eu espero que o ensino público básico tenha a mesma qualidade das universidades públicas, que são as melhores do país. Na verdade, isso sim é igualar. Mas, como igualar o que há em casa? Há o ambiente familiar e de estudos, além de outros determinantes sociais que fazem com que uma parcela da população tenha mais dificuldades de acesso à educação superior. Eu acompanhei a implantação da Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e vi os cursos superiores em instituições públicas continuarem de excelência. À época, diziam que o ingresso de estudantes pretos e pardos pela lei diminuiria a qualidade. O que não ocorreu. Hoje, quando olhamos para a pós-graduação, temos estudantes que vêm dos laboratórios, das bancadas, desde a graduação. É natural que um estudante ingresse em um programa de iniciação científica, independentemente da sua cor. Mas nós tínhamos uma maioria de brancos nos programas de iniciação científica. Hoje, vejo negros, pretos recebendo premiações de iniciação científica. Isso demonstra que a política pública está no caminho certo. É uma política inclusiva que está não apenas incluindo, mas dando acesso e permanência, por meio da concessão de bolsas e de oportunidades.

Agência Brasil: como o censo pode ajudar a Capes a prevenir a evasão de pós-graduandos causada, sobretudo, por questões de saúde mental. Eles são impactados pelas atividades acadêmicas e prazos?
Denise Pires de Carvalho: o aprender é sair da sua zona de conforto e ter que adquirir conhecimento. A questão da saúde mental é multifatorial e há um percentual da população, seja no nível da educação básica ou da educação superior, que terá questões de saúde mental, independentemente de estar nesse ambiente estressante. Nesse contexto, o indivíduo gradua, pega o diploma, alguns seguem os estudos, outros param e se questionam: ‘Sou capaz de exercer essa profissão? Para onde vou?’. Todo esse conjunto gera um estresse natural no indivíduo, o que, muitas vezes, faz com que ele adoeça. Quem ingressa no mestrado, no doutorado, já tem algum tipo de estresse, o que pode deflagrar questões de saúde mental mais ou menos graves. São gatilhos, reconheço. Porém, a pós-graduação é o ambiente da educação com o menor nível de evasão. Não chega perto do abandono da graduação, que é de mais 40% e até mais de 50% em alguns cursos, mesmo considerando as instituições públicas, onde não há pagamento de anuidade ou mensalidade. Então, sabemos que a pós-graduação é ambiente estressante. Porém, não é mais do que outros. Na pós-graduação, há uma história de sucesso, porque há menos de 10% de evasão no doutorado ou no mestrado. Na verdade, dependendo do dado e como se analisa, é em torno de 4% a 5%. Até esse percentual de 5% é esperado. Porque a evasão pode ser daquele estudante que mudou a trajetória por não querer mais o curso ou que não se adaptou àquele ambiente estressante. Sabemos que as questões de saúde mental são um motivo de evasão. Então, devemos melhorar o ambiente da pós-graduação para que seja menos estressante. Só não podemos fazer isso em detrimento da qualidade dos cursos.

Agência Brasil: há ainda os fatores socioeconômicos no país, pelo fato de as pessoas precisarem trabalhar para o próprio sustento ou de sua família? Por isso, como avalia a importância das bolsas de estudo?
Denise Pires de Carvalho: na verdade, a bolsa de estudo sustenta o indivíduo na pós-graduação. Porque ele não teria como continuar na pós-graduação se tivesse que trabalhar. Nós estamos financiando um profissional que vai fazer a diferença para o Brasil. O maior estresse é essa questão da falta da bolsa. Por isso, o governo federal atual trabalha para ampliar as vagas na pós-graduação e o número de bolsas. Porque estamos longe de ter 100% de bolsistas na pós-graduação. Não! É minoria em termos percentuais, com bolsas da Capes. É importante que o país saiba disso, porque muitos acham que todos os mestrandos e doutorandos têm bolsas.

Agência Brasil: por que uma nação precisa de doutores?
Denise Pires de Carvalho: um país que tem um número maior de mestres e de doutores é mais desenvolvido. O Brasil passa por muitas fases para chegar ao desenvolvimento. Nesses 60 anos, conseguimos construir o sistema nacional de pós-graduação consolidado e forte. Para isso, as nossas universidades precisaram ampliar o número de professores doutores. Então, grande parte dos doutores formados na pós-graduação é, hoje, docente na pós-graduação. O que quer dizer que os doutores que formamos antes, atualmente, formam doutores. O Brasil precisa de doutores. Nas últimas duas décadas, as presidências anteriores da Capes implantaram um estágio obrigatório na docência para bolsistas da instituição. E um indivíduo que está no ambiente da pós-graduação, que entra em uma sala de aula, vai ministrar um curso sob supervisão. Se tem aptidão, esse indivíduo acaba ficando naquele ambiente. Isso dá retorno. E esse estágio obrigatório fez com que nós tenhamos hoje algumas universidades federais com 100% de professores doutores. A Federal do ABC [UFABC/Santo André, SP] não tem nenhum professor que não seja doutor. A maior parte das universidades federais tem acima de 80% a 85% de doutores no seu corpo docente. As federais são as melhores universidades do país e têm os melhores cursos porque têm professores qualificados. Os melhores cursos estão onde há o corpo docente mais qualificado. É assim em todo lugar do mundo. Não seria diferente no Brasil.

Agência Brasil: é importante dar continuidade a esse movimento de formação de doutores para o ambiente acadêmico ou é hora de focar na formação de doutores para o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: um professor vocacionado para docência e para produção de conhecimento no ambiente acadêmico continuará sendo necessário, porque o corpo docente da pós-graduação envelheceu. Então, precisamos renovar esse professorado. Só que não pode ser mais exclusivamente, porque nenhum país do mundo se desenvolveu também sem a interação universidade e empresa, sem o chamado ambiente da inovação que acontece no ambiente empresarial.

Agência Brasil: as universidades brasileiras estão direcionadas a formar mais doutores para interagir com o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: sim. Nós precisamos desenvolvê-lo e é o que o governo [federal] tem feito, com o plano Nova Indústria Brasil. No ano passado, a Capes permitiu que o estágio obrigatório seja prestado em qualquer ambiente, inclusive o empresarial. Estamos em nova fase do país, na qual os doutores, durante o doutoramento, podem se aproximar das empresas e da sociedade civil organizada. A Capes abriu os programas de pós-graduação para todo tipo de interação, em áreas vinculadas ao conhecimento. A determinação é do orientador do curso e do pós-graduando.

Agência Brasil: com isso, a Capes passa a avaliar os cursos do ponto de vista da interação com a sociedade?
Denise Pires de Carvalho: nas fichas de avaliação, olhamos quais são os impactos regionais, locais, nacionais e até internacionais dessa virada de página do simples estágio na docência. Porque, agora, o estágio pode ser feito na sociedade civil organizada, incluindo empresas. Temos o estágio obrigatório do bolsista da Capes associado à inovação, que é o Programa DAI [de Doutorado Acadêmico para Inovação] do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Temos um acordo de cooperação técnica com a Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial]. Estamos desenhando o primeiro acordo de cooperação técnica com a Finep [(Financiadora de Estudos e Projetos]. Veja que a Capes se aproxima do setor produtivo não acadêmico por meio de várias ações.

Agência Brasil: considerando que o censo da Capes para os Programas de Pós-Graduação possui um universo de 504 mil participantes e está aberto há dois meses, quais estratégias devem ser adotadas para garantir o engajamento total das universidades até o prazo final de 26 de fevereiro, assegurando assim a representatividade dos dados?
Denise Pires de Carvalho: neste momento, nós já temos quase 70% do público contribuinte para o censo. Sendo que mais de 150 Programas de Pós-Graduação já tem 100% dos formulários preenchidos. Muitos outros cursos têm 98%.
Nós queremos terminar o censo o mais rápido possível para que possamos analisar os dados e para que a sociedade brasileira conheça o retrato da pós-graduação.

Lula faz cirurgia de catarata; entenda a doença e o procedimento

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Lula faz cirurgia de catarata; entenda a doença e o procedimento


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O presidente Luís Inácio Lula da Silva passou na manhã desta sexta-feira (30) por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo e já teve alta hospitalar. Indicado principalmente com o avanço da idade, o procedimento é feito com anestesia local, rapidamente, sem dor e não há necessidade de internação.Lula faz cirurgia de catarata; entenda a doença e o procedimento | Cidade AC News – Notícias do AcreLula faz cirurgia de catarata; entenda a doença e o procedimento | Cidade AC News – Notícias do Acre

Para o pós cirúrgico, geralmente os oftalmologistas recomendam repouso relativo, ficar mais tranquilo nos primeiros dias, não apertar nem coçar os olhos e não carregar peso. Também são prescritos colírios antibióticos e anti-inflamatórios. 

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A presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Frazão, explica que a catarata é a opacidade do cristalino, uma lente natural do olho. Conforme o tempo passa, a catarata começa a atrapalhar a visão. Com a cirurgia, o cristalino é substituído por uma lente artificial.

Sinais

De acordo com o CBO, a catarata causa uma diminuição progressiva da visão. É comum o paciente perceber a visão turva, nebulosa ou com aspecto de “véu”, e ter sensibilidade à luz, alteração na percepção de cores (visão desbotada ou amarelada) e dificuldade para enxergar à noite. 

Outros sinais incluem halos ao redor de luzes, visão dupla em um único olho e a necessidade frequente de alterar a graduação dos óculos. Muitas vezes a pessoa manifesta dificuldade acentuada para dirigir ou enxergar em ambientes com pouca iluminação. Há situações em que visualiza círculos coloridos ou reflexos intensos em torno de lâmpadas e faróis de carros, especialmente à noite e percebe as cores menos intensas ou com um tom amarelado. 

Outros sinais que fazem acender o alerta é a necessidade de alterar a prescrição de lentes com frequência e enxergar duas imagens de um único objeto, mesmo quando se fecha um dos olhos

Procedimento 

“Todas as pessoas terão que operar a catarata um dia, com o tempo — duas vezes, pois temos dois olhos”, diz Maria Auxiliadora Frazão. De acordo com a médica, o ideal é que a cirurgia seja feita em um olho de cada vez, com diferença de algumas semanas entre os dois procedimentos, como fez o presidente Lula, que já passou pela operação no olho direito.

“Assim, avaliamos os resultados, como o organismo responde, se o grau ficou bom e se evoluiu bem. Se sim, seguimos da mesma forma para o outro olho“, detalha a médica.

Riscos e contraindicações

De acordo com o CBO, como toda cirurgia, a de catarata também traz riscos. Complicações como infecções, descolamento de retina, entre outros, podem acontecer. “Por isso, a cirurgia deve ser realizada com planejamento e responsabilidade, sem subestimar um procedimento realizado dentro do olho”, diz Maria Auxiliadora Frazão.

Antes do procedimento, são exigidos exames para avaliar as condições de saúde do paciente. Casos de diabetes descontrolado, alterações de retina e algumas condições pré-existentes podem adiar ou mesmo contraindicar a cirurgia.

Brasil

De acordo com a CBO, a cirurgia de catarata é o procedimento oftalmológico eletivo mais feito no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados do Observatório da Saúde Ocular, do CBO, o SUS fez 7,8 milhões de cirurgias de catarata entre janeiro de 2015 e novembro de 2025, com um aumento registrado 120% em 10 anos. Em 2015, foram realizadas 470.246 cirurgias. Já em 2025, até o mês de novembro, o volume foi de 1.034.714

Do total de cirurgias feitas pelo SUS em 2024,  52% dos procedimentos foram em pessoas com idade entre 40 e 69 anos, enquanto 46% ocorreram em pacientes com 70 anos ou mais,

Casos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país

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Casos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país


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O boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta um cenário nacional epidemiológico de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), na maior parte do país. A principal exceção é o vírus da influenza A, que tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em alguns estados da região Norte do país.Casos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país | Cidade AC News – Notícias do AcreCasos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os estados do Acre, Amazonas e Roraima apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco nas últimas semanas. A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo Boletim InfoGripe, observou que o aumento acelerado de SRAG no Amazonas e no Acre continua sendo impulsionado pelo vírus da gripe.

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“Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região, como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades, se vacine o quanto antes contra o vírus. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, explicou.

Incidência

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de: 

  • 20,1% de influenza A, 
  • 2,3% de influenza B, 
  • 10,7% de vírus sincicial respiratório, 
  • 32,6% de rinovírus e 
  • 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid -19). 

Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de:

  • 28,3% de influenza A, 
  • 3,5% de influenza B, 
  • 1,8% de vírus sincicial respiratório, 
  • 15,9% de rinovírus e 
  • 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
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