Áreas de garimpo ativo caem quase 99% na terra indígena Yanomami

Relatórios do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, o Censipam, indicam uma redução de quase 99% nas áreas de garimpo ativo na terra indígena Yanomami entre março de 2024 e janeiro de 2026. Ao todo, foram realizadas mais de nove mil ações de enfrentamento ao garimpo ilegal no período.

Segundo o levantamento, a ocupação ilegal passou de 4.570 hectares para apenas 56 hectares em menos de dois anos. O impacto financeiro sobre a estrutura do garimpo é estimado em R$ 642 milhões em prejuízos operacionais.

Ao todo, nove mil ações foram coordenadas pela Casa de Governo em Roraima, mobilizando órgãos como Polícia Federal, Forças Armadas, Funai, Ibama e agências reguladoras de petróleo e transportes. As operações resultaram na inutilização de 762 acampamentos, 45 aeronaves e 77 pistas de pouso clandestinas, além da apreensão de combustíveis, embarcações e equipamentos utilizados na atividade garimpeira.

O cerco às rotas de distribuição e venda de produtos ligados à mineração ilegal também foi intensificado. No período, foram apreendidos 249 kg de ouro e 232 kg de mercúrio. Em 2025, o foco foi o bloqueio de eixos sensíveis, como o Rio Uraricoera, principal corredor de abastecimento das frentes de extração.

Segurança

Além dos efeitos econômicos e operacionais, o relatório aponta a diminuição da presença de garimpeiros, com impactos diretos na segurança das comunidades. Com menos invasores circulando, houve redução de conflitos e retomada de atividades tradicionais como a pesca.

Em 2026, o enfrentamento ao garimpo ilegal entra em uma fase de monitoramento preventivo e sistemático, visando impedir a reocupação de áreas desativadas.

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