População de baixa renda cresce 30% em Rio Branco nos últimos anos, diz pesquisa

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A capital do Acre viveu um processo de empobrecimento entre 2020 e 2023, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) do Rio de Janeiro, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE. O estudo aponta que as classes A, B e C diminuíram em Rio Branco no período analisado, enquanto a proporção da população nas faixas de menor renda (D/E) aumentou em mais de 30%.

Atualmente, 60,9% dos moradores de Rio Branco vivem em domicílios cuja renda mensal total não ultrapassa R$ 3,5 mil. Essa faixa é classificada como Classe D/E e representa a segunda maior proporção entre as capitais brasileiras, ficando atrás apenas de Recife, onde o índice é de 62,5%. Em três anos, a população nesse estrato social cresceu 31,1%, revelando um avanço expressivo da pobreza na capital acreana.

Na contramão desse movimento, as demais faixas de renda apresentaram queda. A Classe C, que compreende domicílios com rendimentos entre R$ 3,5 mil e R$ 8 mil mensais, teve uma retração de 10,1 pontos percentuais, passando a representar 24,6% da população — o que coloca Rio Branco na 25ª posição entre as 27 capitais.

O mesmo ocorreu com a Classe B, de renda entre R$ 8 mil e R$ 25 mil. A capital ocupa também a 25ª posição nesse segmento, com 13,4% da população. Em 2020, esse percentual era 2,8 pontos percentuais maior.

A Classe A, que engloba os domicílios com renda superior a R$ 25 mil por mês, reúne apenas 1,1% dos moradores da capital acreana. É o segundo menor índice entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Porto Velho (RO), com 0,9%. O estudo mostra que a participação da alta renda caiu 0,4 ponto percentual em três anos.

De acordo com a classificação do levantamento, os rendimentos considerados incluem salários, aposentadorias, aluguéis, transferências governamentais e aplicações financeiras.

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