Justiça acreana nega habeas corpus e mantém réu no processo sobre morte de jogador

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Francivaldo Barrozo Chaves, conhecido como “Abacate”, acusado de participar da execução do jogador de futebol Thiago Tavares, em 2023. A decisão, unânime, foi tomada na segunda-feira (2).

O pedido tinha como objetivo suspender o andamento da ação penal até o julgamento final, além de anular provas obtidas pela Delegacia de Homicídios a partir da extração de dados de um celular apreendido. O relator do caso, desembargador Samoel Martins Evangelista, rejeitou os argumentos da defesa. Para ele, a validade das provas deve ser analisada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, no momento adequado.

A defesa também havia solicitado a absolvição sumária de Chaves, o que foi igualmente negado. Com isso, o réu segue no processo e poderá ser submetido a julgamento pelo júri popular.

Francivaldo responde ao lado de Pablo Rodrigo Farias de Souza e Isaias da Costa. Os três foram denunciados não apenas por homicídio qualificado, mas também por constrangimento ilegal (quatro vezes), corrupção de menores e por integrar organização criminosa.

Thiago Tavares, natural de Recife (PE), atuava no time Santa Cruz do Acre. Ele foi sequestrado no dia 31 de março de 2023, após sair de uma festa no bairro Santa Inês, em Rio Branco, e foi encontrado morto horas depois.

Segundo a investigação, membros de uma facção criminosa identificaram no celular do jogador uma foto com gesto interpretado como sinal de um grupo rival. A partir disso, decidiram executar Thiago.

Em abril deste ano, três envolvidos foram condenados: Andrey Borges, a 24 anos e 8 meses de prisão; Darcifran Eduíno Junior, a 32 anos e 10 meses; e Kauã Cristian, a 21 anos e 8 meses.

 

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