segunda-feira, 23 março, 2026

Primeira edição do Cultura na Praça reúne turismo, empreendedorismo, arte e música no Centro de Rio Branco

A 1ª Edição do Cultura na Praça atraiu grande público para o centro de Rio Branco, neste domingo, 22, com a presença de representantes...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

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Coluna do Ton | Feminicídio no Acre: até quando vamos assistir?

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Prisão de tenente e decreto de pensão escancaram a ausência de prioridade real no combate à violência contra mulheres.

📍 Rio Branco – AC | Atualizado em 01/10/2025

Em menos de uma semana, o Acre foi sacudido por dois fatos que se cruzam em um ponto doloroso: o feminicídio. De um lado, a Justiça manteve preso o tenente aposentado Reginaldo Freitas Rodrigues, acusado de matar com três tiros a companheira, Yonara Nazaré, em Rio Branco. Do outro, o governo federal publicou decreto que cria pensão especial para filhos de vítimas de feminicídio. Mas o contraste é cruel: enquanto os órfãos recebem promessa de um salário mínimo, as mães continuam tombando sem que o Estado se levante com a força necessária para impedi-lo.

Até quando?

Quantos feminicídios mais teremos que noticiar até que o Estado acorde para a urgência dessa pauta? O Acre não pode naturalizar o fato de que mulheres são mortas todos os anos por quem deveria amá-las, protegê-las ou, como neste caso, até representá-las na farda.

Yonara tinha 29 anos. Não era apenas uma estatística. Era uma vida interrompida. O tenente que deveria simbolizar disciplina e ordem agora estampa manchetes como mais um agressor. E o que faz o Estado? Publica notas, cria decretos paliativos, promete comissões e depois segue sua rotina burocrática.

Onde estão as secretarias de mulheres?

É impossível calar: cadê a Secretaria da Mulher do Acre? Cadê as secretarias municipais? Onde estão as vozes que deveriam ser as primeiras a gritar? Quantas vezes vimos reuniões cheias de discursos, cartilhas coloridas, projetos “para inglês ver” — mas, quando a bala atravessa o peito de uma mulher, o silêncio institucional ecoa mais alto que o disparo?

Essa omissão mata tanto quanto a arma do agressor. A cada silêncio oficial, o recado é claro: essa pauta não é prioridade.

O paradoxo da pensão

Sim, a pensão especial anunciada pelo governo é necessária. Garantir renda mínima para filhos órfãos é um direito, um alívio, uma tentativa de proteção. Mas sejamos francos: isso não é política de prevenção, é política de luto.

É como oferecer um guarda-chuva depois da enchente, como estender a mão apenas quando a vida já se perdeu. O Brasil gasta energia legislando sobre como amparar o órfão, mas não mostra a mesma coragem para impedir que a mãe seja assassinada.

O que se sabe até agora

  • O tenente Reginaldo Freitas Rodrigues, 56 anos, segue preso após audiência de custódia.
  • Ele é acusado de matar a companheira Yonara Nazaré, 29 anos, com três tiros, em Rio Branco.
  • O Ministério Público opinou pela manutenção da prisão.
  • O governo federal criou pensão especial de um salário mínimo para filhos órfãos de feminicídio.
  • O benefício será administrado pelo INSS, mediante comprovação do crime.

O peso da omissão

No Acre, as delegacias da mulher são insuficientes. As medidas protetivas, quando concedidas, não vêm acompanhadas de monitoramento. A rede de abrigos é pequena, os programas de reeducação de agressores são quase inexistentes. O resultado é este: manchetes de tragédia, rostos de mulheres mortas e crianças órfãs condenadas a sobreviver com a ajuda mínima de um Estado que falhou em proteger suas mães.

E aqui vai a pergunta incômoda: quantas mortes poderiam ter sido evitadas se o Estado tivesse investido, de verdade, em políticas estruturais?

Números que não perdoam

Entre 2018 e 2020, o Acre registrou 98 mulheres assassinadas, das quais 37 foram mortas apenas por serem mulheres. Em 59% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-companheiro, e 90% já tinham praticado algum tipo de violência antes. De 2019 a 2021, foram 534 estupros notificados e 12.763 casos de violência doméstica. E sabemos: a subnotificação esconde uma realidade ainda mais cruel.

O Acre ocupa o primeiro lugar no ranking de feminicídio do Brasil. E ainda assim, as políticas não chegam à altura da tragédia.

As iniciativas que viram vitrine

A Assembleia Legislativa aprovou o Código Sinal Vermelho, um protocolo para denunciar violência de forma discreta. O Ministério Público do Acre aderiu à campanha “Feminicídio Zero”, sendo o único MP estadual a assinar formalmente a carta-compromisso. A Secretaria da Mulher lançou o Pacto Estadual pela Prevenção do Feminicídio.

São ações válidas, sim. Mas a realidade não muda porque uma campanha foi lançada em “Agosto Lilás” ou porque uma carta foi assinada em Brasília. Campanhas, pactos e audiências são importantes — mas não bastam. São vitrines de intenção, não garantias de proteção. E enquanto o poder público coleciona compromissos, mulheres colecionam boletins de ocorrência que viram laudos de óbito.

Perguntas que não calam

  • Onde está o governador quando o tema é feminicídio?
  • Onde estão as secretarias que se dizem defensoras das mulheres?
  • Onde estão os deputados estaduais, que falam alto para defender emendas, mas calam diante de mortes anunciadas?
  • Onde estão as campanhas massivas, permanentes, não apenas em datas simbólicas?

Enquanto isso, cada mulher que denuncia continua temendo pela vida, cada medida protetiva segue sendo um papel frágil, e cada criança órfã recebe um salário que não paga a ausência de uma mãe.

Vozes que faltam

É bonito ouvir a ministra das Mulheres dizer: “Nenhuma mulher pode ser morta por ser mulher.” Mas o Acre precisa mais do que frases de efeito. Precisa de decisão política firme, orçamento real, fiscalização dura, punição rápida. Precisa que a voz institucional seja mais forte que a voz do agressor.

Conclusão

O feminicídio não é apenas um crime. É a radiografia da falência do Estado em proteger quem mais precisa. Yonara morreu, e outras morrerão se a indiferença continuar sendo a política oficial. Não basta decretar pensão. Não basta aderir a campanhas. Não basta prender depois. É preciso prevenir antes.

E essa prevenção só virá quando governantes, secretarias, MPs e parlamentos encararem o feminicídio como o que ele é: uma emergência nacional. Não é pauta secundária. É prioridade de vida ou morte.

Leitor, não aceite discursos prontos. Cobre. Pergunte. Exija. Porque cada silêncio nosso pode ser a sentença de morte de outra mulher.

Eu so digo uma coisa: “Enquanto o Estado hesita, cada feminicídio é a prova de que a omissão também mata.”


✍️ Por Ton — Coluna ácida, direta e sem anestesia
📲 Compartilhe esta reflexão: o combate ao feminicídio só terá força quando o Estado for obrigado a agir.

 

Com apoio da Prefeitura de Rio Branco, produção de macaxeira e derivados vem transformando vidas no campo

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Com apoio da Prefeitura de Rio Branco, produção de macaxeira e derivados vem transformando vidas no campo

Com o apoio da Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, a vida no campo tem se tornado mais promissora para os produtores da agricultura familiar, especialmente aqueles voltados ao cultivo da macaxeira e seus derivados. Na comunidade do Polo Belo Jardim, mais especificamente no Ramal Catuaba, na zona rural da capital, essa assistência tem proporcionado uma verdadeira redenção econômica e social aos trabalhadores rurais.

Na colônia do produtor rural, Antônio José Santos, que cultiva 20 hectares de mandioca, o apoio da Prefeitura tem sido fundamental. Com mecanização agrícola, assistência técnica e melhoramento do solo com adubos e calcário, sua produção aumentou significativamente. Hoje, ele trabalha em consórcio, beneficiando outras oito famílias vizinhas, e fala com orgulho de tudo que conquistou cultivando a terra onde vive.

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“E se não fosse esse apoio da prefeitura, a gente não estaria onde está, porque aumentou muito a produção”, afirmou Santos. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“E se não fosse esse apoio da prefeitura, a gente não estaria onde está, porque aumentou muito a produção. A gente já tem dois filhos na faculdade, comprou um carro novo, tudo daqui da macaxeira, e ainda investimos em uma placa solar de R$ 32 mil. Tudo é da casa de farinha, tudo é da macaxeira. Hoje posso dizer que é nota 10!”, afirmou Santos.

Já na colônia de seu João Ferreira, que produz farinha de mandioca de forma mais artesanal, ele relata que, com os incentivos da Prefeitura, hoje consegue viver com mais dignidade e proporcionar maior conforto à família.

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“Estou usando máquina para gradear e nossa vida melhorou bastante”, destacou Ferreira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Desde que cheguei aqui no Acre, há 26 anos, mexendo com roça, goma e farinha, recebemos adubo e calcário. Este ano, também ganhamos mecanização. Melhorou muito. Estou usando máquina para gradear e nossa vida melhorou bastante”, destacou Ferreira.

Agricultura familiar fortalecida

Para Cícero Medeiros, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Polo Belo Jardim e ramais adjacentes, o apoio da Prefeitura é fundamental para manter o homem no campo.

Foto Cícero Medeiros
Cícero Medeiros, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Polo Belo Jardim e ramais adjacentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Não só a comunidade do Catuaba, mas várias outras se beneficiam. Graças à Prefeitura, temos feira de bairro, transporte gratuito, mecanização, adubo, calcário e assistência técnica. Quem ganha com isso somos nós, os produtores. Com o incentivo da prefeitura, a produção aumentou muito e a vida no campo se fortaleceu”, ressaltou.

O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, reforça que o suporte ao pequeno produtor rural sempre foi uma das principais bandeiras da gestão.

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“A prefeitura incentiva a produção, leva técnicos e agrônomos, fornece calcário, adubo e mecaniza as áreas”, pontuou o secretário. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Aqui em Rio Branco existe a maior área de produtores que mexem com macaxeira. A prefeitura incentiva a produção, leva técnicos e agrônomos, fornece calcário, adubo e mecaniza as áreas. Além da mandioca, estamos produzindo hortaliças e outros alimentos, trazendo o produtor para a cidade, montando a banca e devolvendo tudo a custo zero. Isso desde o início desta gestão”, pontuou o secretário.

Festival da Macaxeira

O secretário lembrou ainda que, nos próximos dias 3, 4 e 5 de outubro, no espaço do Horto Florestal, será realizada a segunda edição do Festival da Macaxeira. O evento é uma excelente oportunidade para os moradores da cidade que ainda não conhecem o cultivo da macaxeira e seus derivados conhecerem todo o potencial econômico da mandiocultura.

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Prefeitura e Governo do Estado ampliam parcerias em obras de infraestrutura em Rio Branco

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Prefeitura e Governo do Estado ampliam parcerias em obras de infraestrutura em Rio Branco

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Pedro Longo cobra solução para hospital de Feijó, apoio às escolas rurais e inclusão de pessoas com TEA no mercado de trabalho

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Pedro Longo cobra solução para hospital de Feijó, apoio às escolas rurais e inclusão de pessoas com TEA no mercado de trabalho

O deputado Pedro Longo (PDT) utilizou seu tempo no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (30), para tratar de três pontos principais: a situação do município de Feijó, a indenização dos servidores provisórios do Instituto Socioeducativo do Estado (ISE), e a necessidade de avançar em políticas de inclusão para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O parlamentar destacou que a população de Feijó continua enfrentando dificuldades com a obra inacabada do hospital local, que funciona de forma precária, com poucos funcionários e falta de especialistas. “As pessoas precisam se deslocar para Tarauacá ou Cruzeiro do Sul para atendimentos básicos. É urgente uma solução definitiva para a estrutura física, o corpo técnico e os equipamentos do hospital, pois a população não pode mais sofrer com esse descaso”, afirmou.

Ele também reforçou pedido para recuperação da ponte do Igarapé Diabinho, em Feijó, que atende centenas de famílias, e melhorias nos acessos às escolas rurais ao longo da BR. “São apenas alguns metros de acesso, mas que fazem diferença enorme para que os estudantes não cheguem às salas de aula com os sapatos enlameados. É possível utilizar o material das obras que já estão em andamento na rodovia”, sugeriu.

No segundo ponto, Longo cobrou o cumprimento da PEC que garante direitos aos servidores provisórios do Instituto Socioeducativo (ISE), afastados há algum tempo. “A mesma PEC que concedeu direitos a outros servidores assegura também aos provisórios do ISE. Basta que façam seus requerimentos. A legislação já está em vigor desde 2022 e não há dificuldade jurídica para o pagamento das indenizações devidas”, explicou.

Por fim, o parlamentar relatou sua participação em um workshop realizado pelo Ministério Público do Estado, voltado a debater práticas de empregabilidade e inclusão de pessoas com TEA no mercado de trabalho. “Apresentei leis aprovadas nesta Casa, como a que assegura aposentadoria especial para pessoas com deficiência, a validade permanente dos laudos que atestam condições irreversíveis e outras normas que fortalecem os direitos dos autistas. É fundamental que, além de garantirmos direitos individuais, possamos abrir portas para a inclusão efetiva no mercado de trabalho”, destacou.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

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Edvaldo Magalhães critica distorções no quadro funcional do Estado e alerta para desequilíbrio fiscal

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Edvaldo Magalhães critica distorções no quadro funcional do Estado e alerta para desequilíbrio fiscal

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (30) para denunciar o excesso de contratações temporárias, terceirizações e cargos comissionados no governo estadual, em detrimento do fortalecimento das carreiras efetivas. O parlamentar afirmou que o problema é grave, compromete a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e fragiliza a administração pública.

Ele lembrou que, em outras ocasiões, já havia cobrado providências sobre compromissos assumidos e não cumpridos pelo governo. “Prometeram pagar determinadas demandas naquela semana, mas não cumpriram. Isso não pode ser tratado com descaso. É preciso responsabilidade com o que se fala e com o que se promete”, criticou.

Magalhães citou o relatório fiscal mais recente, divulgado no último quadrimestre, e destacou que veículos de comunicação também têm apontado inconsistências. “De vez em quando, aparecem defesas feitas com base em números falsos. Precisamos ter uma discussão verdadeira, com dados reais. O estudo nacional mostra que, nos últimos sete anos, houve um crescimento de apenas 4,8% nas contratações efetivas, enquanto as temporárias chegaram a 45,5% e os terceirizados a quase 49%”, afirmou.

O deputado ressaltou que essa disparidade enfraquece as carreiras de Estado e compromete o futuro da gestão pública. “Quando se substituem cargos de carreira por vínculos temporários ou terceirizados, deixa-se de fortalecer a estrutura permanente do Estado. Isso reduz a capacidade de garantir estabilidade e qualidade no serviço público”, observou.

Ele frisou que o problema se repete em áreas essenciais, como a segurança pública, onde não houve reposição adequada das vagas, apesar da saída de centenas de policiais. “O governo não repõe e, no balanço final, o que temos é a diminuição das carreiras típicas de Estado, que são fundamentais. Precisamos discutir isso com seriedade, não dá para tratar com superficialidade”, declarou.

Magalhães ainda alertou que a situação ultrapassa os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e que o Tribunal de Contas deverá se manifestar sobre o caso. “Há um claro comprometimento do limite prudencial estabelecido pela LRF. Não se pode simplesmente mascarar os números. A oposição vai manter sua postura responsável, mas não pode fechar os olhos para essa realidade que fragiliza o serviço público e compromete o equilíbrio fiscal do Acre”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

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Tarauacá Rural Show 2025 valoriza o pequeno produtor e fortalece a economia do Acre

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Tarauacá Rural Show 2025 pequeno produtor Acre
A Rainha do Rodeio foi um dos destaques culturais da 6ª edição da Tarauacá Rural Show, que uniu tradição, negócios e inovação.

Feira agropecuária reuniu negócios, cultura e inovação, anunciou escritório do Sebrae e consolidou Tarauacá como referência para o pequeno produtor no Acre.

📍 Rio Branco – AC | Atualizado em 30/09/2025

Tarauacá Rural Show 2025 valoriza cultura e pequenos produtores do Acre
Tarauacá Rural Show 2025 valoriza cultura e pequenos produtores do Acre

Tarauacá Rural Show 2025 transformou o coração do município entre os dias 25 e 28 de setembro, no Parque de Exposições do IFAC. A 6ª edição da feira reuniu negócios, cultura e inovação, consolidando-se como espaço de acolhimento ao pequeno produtor, responsável por mover a economia rural e preservar a essência da vida no campo.

O anúncio que emocionou

Durante a abertura do rodeio, o representante do Sebrae-AC, Francimir França, anunciou a instalação de um escritório da instituição em Tarauacá:

“O Sebrae vai estar mais próximo da nossa população muito mais em breve. É uma boa notícia para quem vive e pratica o empreendedorismo local. O Sebrae é uma instituição que apoia os pequenos negócios, que gera emprego e renda.”

O público aplaudiu de pé. Para os produtores que hoje precisam viajar quilômetros em busca de apoio técnico, a promessa representa alívio e oportunidade.


O olhar de quem sonhou a feira

À frente da organização, Zé Filho, o ‘Zé do Agro’, destacou que a feira nasceu para dar visibilidade ao pequeno produtor:

“Aqui o pequeno é o privilegiado. Ele não paga pelo espaço, nós buscamos seus produtos na propriedade e mostramos caminhos para que cresça. Essa feira nasceu para eles e continua sendo deles.”

Com emoção, Zé Filho afirmou que o próximo passo é lutar por um parque de exposições permanente, ampliando a dignidade do evento.

Tradição e inovação de mãos dadas

A Rural Show manteve a cavalgada, o torneio leiteiro e o rodeio como símbolos culturais, mas também abriu espaço para o futuro: oficinas de tecnologia no campo, estandes de piscicultura e café, além de demonstrações com drones e manejo sustentável.

Mais de 2 mil alunos da rede pública participaram das atividades, aprendendo que o campo pode ser tradição e inovação ao mesmo tempo.

Negócios, cultura e comunidade

Os corredores da feira movimentaram a economia local com a venda de veículos, insumos e produtos da agricultura familiar. Shows regionais, a eleição da Rainha do Rodeio e exposições artísticas reforçaram a identidade cultural.

Mesmo com a chuva que deixou o parque enlameado, o clima de união prevaleceu: famílias inteiras circularam pelo espaço, reafirmando o caráter comunitário do evento.

Segurança e cidadania

A presença do Procon e do Ministério Público Estadual garantiu fiscalização de serviços e orientação aos consumidores, reforçando a credibilidade do encontro e o respeito aos direitos da população.

O que se sabe até agora

  • O Sebrae vai abrir escritório em Tarauacá.
  • Mais de 2 mil estudantes participaram de oficinas no evento.
  • A feira movimentou negócios e valorizou a cultura local.
  • O próximo desafio é conquistar um parque de exposições permanente.

Conclusão

A Tarauacá Rural Show 2025 provou que o futuro do Acre rural passa pelo pequeno agricultor. A feira fortaleceu a economia, promoveu cultura, garantiu cidadania e lançou sementes que ainda vão render frutos por muitas gerações.



✍️ Por Fábio Lopes — Cidade AC News
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Feminicídio no Acre: casos reais em 2025 | Cidade AC News

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Feminicídio no Acre — velas acesas em vigília por vítimas em Rio Branco
Manifestantes prestam homenagem às vítimas de feminicídio em Rio Branco, AC.

Seis feminicídios confirmados em 2025 acendem alerta no Acre; governo lança plano decenal e reforça a Operação Shamar.

 

Feminicídio no Acre: casos reais, números do ano e o que o governo promete fazer
Manifestantes prestam homenagem às vítimas de feminicídio em Rio Branco, AC.

Feminicídio no Acre já contabiliza seis casos confirmados em 2025. Os crimes mais recentes ocorreram em Rio Branco e Tarauacá. Enquanto famílias choram suas perdas, o governo anuncia um plano decenal e reforça operações policiais para frear a escalada da violência contra a mulher. É essencial que a sociedade se una para combater o feminicídio no Acre e promover justiça às vítimas.

O Acre já contabiliza seis feminicídios em 2025. Os casos mais recentes ocorreram em Rio Branco e Tarauacá. Enquanto famílias choram suas perdas, o governo anuncia um plano decenal e reforça operações policiais para frear a escalada da violência contra a mulher.

A luta contra o feminicídio no Acre não é apenas uma questão de segurança, mas também de conscientização e educação da população sobre os direitos das mulheres.

Os casos de feminicídio no Acre em 2025 revelam a fragilidade da proteção às mulheres.

  • Rio Branco: em 26 de agosto, Ivanilde Souza da Silva (42) foi assassinada no bairro Belo Jardim I. O suspeito, Gerbeson do Nascimento Soares (26), teve a prisão preventiva cumprida após se entregar à Defla. Fonte PC-AC
  • Tarauacá: em agosto, Erilene da Silva Costa foi morta a facadas dentro de casa. O companheiro foi preso pela Polícia Civil. Fonte PC-AC
  • Senador Guiomard: em junho, a PC-AC concluiu inquérito e indiciou autor de feminicídio e dois homens por omissão de socorro. Fonte PC-AC

Por que isso muda o seu dia

O feminicídio no Acre segue o padrão nacional: crimes cometidos dentro de casa, em sua maioria por companheiros ou ex-parceiros. Segundo o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025), 8 em cada 10 vítimas no Brasil foram mortas por homens com quem tinham relação afetiva.
Em Rio Branco, embora o governo reporte queda de 50% no primeiro semestre comparado a 2024, os casos de feminicídio no Acre continuam a marcar a vida de famílias inteiras. Fonte Relatório PC-AC

O que disseram as vozes oficiais

  • Polícia Civil do Acre: destaca a celeridade na prisão de suspeitos e integração com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
  • Ministério Público do Acre (MPAC): atua em rede com Judiciário e Defensoria, cobrando maior monitoramento de medidas protetivas.
  • Governo do Acre / Sejusp: lançou em 2025 o Plano Estadual de Metas Integradas (2025–2034), focado em prevenção, responsabilização e proteção das vítimas.

O que já aconteceu antes

Em 2024, o Acre registrou 11 feminicídios em todo o ano. Os números de 2025 já se aproximam da metade desse total, mesmo com políticas públicas e ações da polícia. O relatório de maio/2025 da PC-AC aponta aumento nas tentativas de feminicídio, o que reforça a urgência de fortalecer as medidas preventivas. Fonte PDF PC-AC

O que pode acontecer a seguir

Com a Operação Shamar, deflagrada em agosto em municípios como Tarauacá e Cruzeiro do Sul, a promessa é fiscalizar medidas protetivas, prender agressores e ampliar o atendimento às vítimas. Fonte PC-AC
A efetividade dependerá da integração entre polícia, Judiciário e rede de assistência social.

📌 3 coisas que você precisa levar desta notícia

  • Foram confirmados 6 feminicídios em 2025 no Acre.É fundamental que a comunidade se mobilize para erradicar o feminicídio no Acre e apoiar as vítimas.
  • Os casos recentes em Rio Branco e Tarauacá evidenciam a fragilidade da proteção às mulheres.
  • O governo lançou plano decenal e reforçou a Operação Shamar, mas a execução prática será o verdadeiro teste.

O que isso significa para o Acre

O feminicídio não é estatística fria: é uma marca profunda em comunidades e famílias acreanas. Embora os números mostrem redução pontual em Rio Branco, os registros de 2025 revelam que nenhum plano terá efeito sem monitoramento efetivo das medidas protetivas. O Acre precisa garantir recursos, tecnologia (tornozeleiras, botões do pânico) e transparência nos relatórios para que vidas não sejam perdidas por falhas do sistema.

Os dados sobre feminicídio no Acre não devem ser apenas números, mas um chamado à ação para todos nós.

Fontes oficiais e links de referência

  1. PC-AC – Prisão de suspeito de feminicídio em Rio Branco (Ivanilde Souza)O feminicídio no Acre destaca a necessidade urgente de políticas de prevenção e apoio às mulheres.
  2. PC-AC – Investigação de feminicídio em Senador Guiomard
  3. PC-AC – Feminicídio em Tarauacá (Erilene da Silva Costa)
  4. PC-AC – Operação Shamar em Tarauacá (“Mosquito”)
  5. PC-AC – Relatório de Mortes Violentas Intencionais e Violência Doméstica (julho/2025)
  6. Relatório PDF – Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (maio/2025)

✍️ Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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📻 Rádio Ao Vivo: radiocidadeac.com.br


Devemos todos nos comprometer a lutar contra o feminicídio no Acre e garantir um futuro mais seguro para as próximas gerações.

👉 Na proxima semana leia também o Capítulo 2 da Série Especial — Feminicídio no Acre: estatísticas, perfil das vítimas e a falha das medidas protetivas.

 

Saúde do Acre enfrenta críticas por desabastecimento

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Avanços logísticos não escondem falhas de gestão de pessoas e denúncias de falta de remédios básicos em unidades de ponta.

📍 Rio Branco – AC | 30 de setembro de 2025 | Atualizado há 1h

Saúde Acre gestão em foco na Sesacre
Fachada da SESACRE em Rio Branco (AC), sede da gestão estadual de saúde

Na gestão atual da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), chefiada pelo médico Pedro Pascoal, profissional formado em medicina e com histórico de atuação no SAMU e em diferentes unidades da rede pública, a imagem inicial de eficiência técnica foi marcada por avanços visíveis na logística e pela redução das crises de desabastecimento que, no passado, eram constantes nas manchetes. No entanto, relatos de servidores e usuários apontam fragilidades na condução da política de recursos humanos, na resolutividade da rede de atenção básica e até no fornecimento de medicamentos comuns, o que levanta questionamentos sobre a real prioridade da pasta e sobre a coerência entre discurso e prática.

Um gestor técnico que conhece a ponta

Pedro Pascoal não chegou à Sesacre como um político tradicional. Ele é médico, e sua trajetória profissional foi marcada pela atuação direta em unidades de urgência, especialmente no SAMU. Essa vivência lhe deu um olhar diferenciado sobre a realidade dos atendimentos e o cotidiano de profissionais que trabalham em condições muitas vezes precárias.

O fato de conhecer a rotina de plantões, a falta de insumos e as limitações da rede de saúde foi um dos argumentos que sustentaram sua escolha para o cargo. A lógica era simples: se alguém já viveu os problemas da ponta, teria condições de conduzir soluções mais realistas na gestão central.

Contudo, ao longo do tempo, a prática mostrou que ser técnico não basta. Governar a saúde pública exige também liderança política, capacidade de comunicação e, sobretudo, valorização do servidor.

Avanços logísticos reconhecidos

É preciso reconhecer que a Sesacre, sob comando de Pascoal, conseguiu reduzir os chamados “apagões” — momentos em que a falta de medicamentos atingia toda a rede e ocupava manchetes negativas. Produtos como dipirona, omeprazol e antibióticos básicos, que antes eram constantemente apontados como ausentes, tiveram uma reposição mais organizada.

Houve melhorias também no fluxo de insumos hospitalares, na regulação de leitos e na organização de compras emergenciais. Para o paciente comum, isso significou menos idas em vão à farmácia de referência.

Mas esse avanço não foi suficiente para neutralizar outras falhas que permanecem: servidores desmotivados, processos administrativos em excesso e denúncias de desabastecimento pontual de itens essenciais.

Servidores entre processos e desvalorização

Saúde do Acre enfrenta críticas por desabastecimento | Cidade AC News – Notícias do Acre

A crítica mais recorrente é o distanciamento da gestão em relação aos servidores. Estima-se que centenas de trabalhadores da saúde estejam hoje em processos administrativos disciplinares (PADs). Muitos relatam sensação de perseguição e falta de diálogo, o que fragiliza o ambiente interno.

Na visão de sindicatos e representantes de classe, a secretaria estaria mais preocupada em manter a imagem institucional do que em valorizar quem sustenta o sistema. O gabinete, que deveria funcionar como porta aberta para o servidor, é visto como blindado e inacessível.

Essa postura gera um paradoxo: ao mesmo tempo em que o secretário é lembrado por visitar unidades e ouvir pacientes, internamente sua equipe é criticada por falta de acolhimento e por decisões consideradas autoritárias.

Em 2023, Pedro Pascoal fez duas declarações que ecoaram dentro e fora dos corredores da Sesacre. Primeiro, afirmou: “Eu sou médico e pretendo trabalhar na Saúde que eu vou deixar depois dos quatro anos, então a valorização dos servidores tem que ser de uma forma urgente.” Segundo, reforçou: “Desistir não é uma opção. Vamos lutar até o último minuto.”
Essas frases, ditas com firmeza no início da gestão, hoje voltam à tona como contraste. Para servidores que enfrentam PADs e para usuários que relatam falta de medicamentos, a sensação é de que o compromisso assumido não foi plenamente traduzido em ações.

Reflexão necessária

O afastamento do trabalho, as terapias, os medicamentos e a socialização não são favores, mas direitos fundamentais do servidor. Negá-los é violar a dignidade humana. Ainda assim, o Estado trata o adoecimento como indisciplina, ignorando as causas estruturais: sobrecarga, falta de apoio e ambiente precário.

O resultado é um ciclo perverso: o servidor adoece, não recebe suporte, é punido e judicializa. Esse modelo enfraquece não apenas o sistema de saúde, mas também a confiança nas instituições.

A pergunta central que o Acre precisa responder é: qual o valor da vida e da saúde do servidor para o Estado? A resposta definirá como a sociedade entende a relação entre trabalho, dignidade e humanidade.

Faltam medicamentos básicos nas UPAs

A percepção pública da saúde costuma se traduzir na prateleira da farmácia. Se o remédio está disponível, há confiança. Se falta, a descredibilização é imediata.

Embora os grandes apagões de anos anteriores tenham sido controlados, usuários relatam recentemente falta de medicamentos básicos em unidades de pronto-atendimento. Mensagens encaminhadas à redação citam desabastecimento em itens de uso rotineiro. Essa fragilidade, mesmo que pontual, corrói o discurso de eficiência.

A falta de medicamentos na rede pública do Acre é uma mini-série que invariavelmente se transforma em novela, repetida a cada temporada com novos capítulos de frustração. Hoje, relatos dão conta de que itens básicos e indispensáveis como prometazina, omeprazol e até tramal injetável estão em falta em unidades de referência e nas UPAs. Não são medicamentos de luxo, mas remédios corriqueiros, usados tanto em situações de urgência quanto em tratamentos contínuos.

A ausência desses insumos evidencia a fragilidade da logística e da governança clínica: o problema deixa de ser técnico para se tornar humano, pois compromete diretamente a qualidade do atendimento e a confiança do paciente no SUS. Quando um pai sai de madrugada em busca de prometazina para uma criança alérgica e encontra a prateleira vazia, ou quando um idoso não encontra omeprazol para o tratamento gástrico, não há justificativa burocrática que sustente a falha. A novela da falta de medicamentos não apenas corrói a credibilidade da gestão, mas expõe, em cada episódio, o custo social da ineficiência.

Gestão de saúde não se mede apenas em relatórios ou indicadores internos. Mede-se também na experiência do paciente que chega a uma UPA em busca de dipirona para uma criança com febre e sai sem atendimento adequado.

Saúde e política no mesmo tabuleiro

A Sesacre é a maior secretaria do governo do Acre. Comanda mais de 8 mil servidores, administra hospitais, UPAs, unidades básicas e a logística de medicamentos em 22 municípios. É uma estrutura que consome uma fatia significativa do orçamento estadual e que influencia diretamente a vida de praticamente toda a população.

Nesse cenário, a presença de Pedro Pascoal como possível pré-candidato a deputado federal deixa de ser apenas especulação: sua candidatura já é uma realidade dentro da Sesacre. A estratégia, segundo fontes internas, é inspirada no modelo utilizado por José Augusto Soares, o “Aiache”, eleito vereador em 2024 após usar a máquina de forma articulada. A diferença, desta vez, é a ambição maior: transformar a estrutura da saúde estadual em trampolim para uma vaga na Câmara Federal.

Além disso, Pascoal foi eleito recentemente vice-presidente da Região Norte do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), um posto que lhe dá visibilidade nacional e reforça sua imagem de gestor técnico e articulado. Esse título, que poderia fortalecer políticas públicas e parcerias, também serve como ativo político para pavimentar sua campanha.

E aqui está o ponto mais grave: quando há uma pretensão política no meio do caminho, tudo muda — os interesses, a velocidade de alguns processos, as prioridades de gestão. O que era para ser cuidado com zelo, vira um gabinete de negociações políticas. É nesse momento que tudo perde o sentido. O usuário sente, o servidor sente, e a própria secretaria sente o peso de uma máquina que se move mais pela lógica da campanha do que pela lógica da vida.

A fragilidade da governança clínica

Governança clínica é um conceito que envolve três pilares: eficiência logística, valorização do capital humano e transparência.

  • Eficiência logística: houve avanços, mas falhas persistem em medicamentos básicos.

  • Capital humano: centenas de servidores em PADs e relatos de desmotivação fragilizam o sistema.

  • Transparência: a comunicação institucional tenta blindar a imagem, mas não responde de forma clara às denúncias de desabastecimento.

O resultado é um sistema que avança em alguns pontos, mas permanece frágil no essencial: a confiança da população.

O que se sabe até agora

  • O secretário Pedro Pascoal é médico e atuou no SAMU antes de assumir a Sesacre.

  • A secretaria reduziu os grandes apagões de medicamentos.

  • Servidores relatam desvalorização e excesso de processos administrativos.

  • Usuários denunciam falta recente de remédios como prometazina, omeprazol e tramal injetável.

  • Em 2023, Pascoal prometeu valorização urgente dos servidores e disse que “desistir não é uma opção”.

  • Sua candidatura a deputado federal já é tratada como realidade na Sesacre.

  • Foi eleito vice-presidente da Região Norte do Conass.

  • Especialistas apontam risco de desgaste eleitoral se as falhas não forem corrigidas.

FAQ – Perguntas e respostas

1. Quem é Pedro Pascoal?
Médico acreano, com atuação destacada no SAMU e experiência em unidades da rede pública.

2. O que melhorou na gestão dele?
Controle dos apagões de insumos e melhorias logísticas em hospitais e UPAs.

3. E os problemas?
Falta de acolhimento aos servidores, PADs em excesso e falta de medicamentos básicos.

4. A falta de medicamentos continua?
Sim, ainda há denúncias em unidades de ponta, mesmo após avanços logísticos.

5. Quantos servidores a Sesacre administra?
Mais de 8 mil, distribuídos em todo o estado.

6. O gestor é pré-candidato?
Sim, sua candidatura a deputado federal é tratada como realidade nos bastidores da Sesacre.

7. Isso interfere na saúde?
Críticos dizem que divide prioridades entre gestão e política.

8. O SUS no Acre é sustentável nesse ritmo?
Especialistas alertam que, sem valorização dos servidores, há risco de retrocesso.

9. Qual o maior desafio hoje?
Reconstruir a confiança de servidores e pacientes, garantindo remédios e acolhimento.

10. O que esperar daqui pra frente?
Se a gestão não ajustar o foco, a novela da falta de medicamentos pode voltar a ser manchete frequente.

Conclusão – Editorial opinativo

A Sesacre avançou em logística, mas a saúde pública não se resume a planilhas e licitações. É feita de gente cuidando de gente. Quando servidores se sentem perseguidos e pacientes não encontram prometazina ou omeprazol, o discurso de gestão técnica perde força.

Pedro Pascoal pode ser um bom médico, mas precisa mostrar que é também um bom gestor de pessoas e de prioridades. O maior patrimônio da saúde não está apenas nos remédios, mas no servidor motivado e no cidadão que confia no SUS.

Gestão técnica sem gestão humana é gestão incompleta. E incompletude, em saúde, cobra seu preço em credibilidade, em votos e, sobretudo, em vidas.

Eu acreditei em você, Dr. Essa frase, que poderia ser dita por qualquer servidor ou paciente, carrega a dor da decepção e a urgência de quem não pode mais esperar.

O Acre não pode mais esperar. A saúde pública não sobrevive de discursos. Ou Pedro Pascoal age agora, ou será mais um nome na longa lista dos que prometeram muito, mas deixaram pouco.

Leia tambem: Demissões na Saúde do Acre

Servidores e usuários do SUS

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Tanízio Sá destaca necessidade de projeto para translado de corpos de acreanos em sessão da Aleac

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Tanízio Sá destaca necessidade de projeto para translado de corpos de acreanos em sessão da Aleac

Durante a sessão desta terça-feira (30) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado estadual Tanízio Sá (MDB) abordou questões de grande sensibilidade social, ao relatar acontecimentos recentes em sua cidade natal, Sena Madureira, e destacar a importância de um projeto de lei que tramita na Casa para auxiliar famílias em momentos de perda.

O parlamentar iniciou seu discurso agradecendo a recepção do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, durante as festividades do aniversário da cidade e da Exposena, evento que contou com grande participação popular e boa organização, apesar de alguns contratempos devido às fortes chuvas no mês de setembro.

“No dia em que não choveu, o deputado Gerlen recebeu muita gente. Foi uma festa bonita, bem organizada, com segurança”, ressaltou Tanízio Sá.

O emedebista também lamentou profundamente a morte de dois jovens em um acidente ocorrido durante a festa, prestando condolências às famílias enlutadas. “Estive nos dois velórios e fiquei comovido ao ver o pai sentado ao lado do caixão, passando a mão no rosto do filho. É um momento de dor imensurável, e nossa obrigação é apoiar essas famílias”, disse.

Além disso, Tanízio Sá trouxe à tribuna a discussão sobre o translado de corpos de acreanos que moram fora do estado. Ele destacou o caso recente de um jovem motoboy natural de Sena Madureira, que residia em Santa Catarina e sofreu um acidente fatal. O parlamentar mencionou que apresentou, em 2023, o anteprojeto de lei nº 361, que visa autorizar o governo do estado a custear o transporte de corpos de pessoas naturais do Acre que venham a falecer em outros estados.

“O objetivo é garantir que, em um momento tão difícil, as famílias tenham condições de trazer seus entes queridos para serem sepultados em sua terra natal, sem que o custo seja um empecilho”, explicou Tanízio Sá. Ele enfatizou que se trata de casos raros, com média de quatro a cinco ocorrências por ano, mas que têm grande impacto emocional e social.

O deputado detalhou que o projeto prevê critérios para o benefício, evitando sobrecarga financeira ao Estado, e que o transporte poderá ser realizado por companhias aéreas que já operam na região, como Gol, TAM e Azul. Tanízio Sá afirmou que o governador e a Procuradoria do Estado já foram acionados, e que o projeto deve ser colocado em pauta para votação em breve.

“Tenho certeza de que dentro de duas semanas conseguiremos aprovar esse projeto. É uma medida de justiça e de humanidade, garantindo que os acrianos possam sepultar seus entes queridos com dignidade, mesmo em situações de dificuldade”, concluiu.

 

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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Nicolau Júnior apoia a realização do Círio de Nazaré no Acre

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Nicolau Júnior apoia a realização do Círio de Nazaré no Acre

Na manhã desta terça-feira, 30, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), deputado estadual Nicolau Júnior recebeu o padre Manoel de Jesus, um dos líderes religiosos que está a frente da organização do 94º Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que será realizado dia 12 de outubro, em Rio Branco. O padre convidou o presidente da Casa do Povo para participar da celebração, que já faz parte do calendário religioso do estado Acre, e que se aproxima do seu centenário.

“Este é um evento que vem crescendo ao longo dos anos e nós queremos chamar a atenção do restante do país. Mostrar que no Acre a Igreja Católica realiza grandes eventos e que podemos receber pessoas de todo o Brasil”, explicou o padre. 

Este ano o Círio terá como tema “Maria, semente de esperança e rainha da criação”, e no próximo domingo, dia 5, o cantor Thiago Brado, faz um show em Rio Branco, como parte da programação do Cirio. O show é gratuito e será realizado na Avenida Brasil, por trás da Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Já a tradicional procissão, será dia 12, com saída da Gameleira até o Centro. 

Durante a reunião, padre Manoel pediu o apoio do presidente Nicolau para a realização do evento no próximo ano, com destinação de emenda parlamentar. “A fé do povo acreano é muito forte e faz parte da nossa cultura. Além disso, esses eventos tradicionais ajudam a aquecer a economia local, com a procura por hotéis, com a venda de produtos regionais, em que a maioria dos empreendedores são da economia solidária, enfim, é positivo para o nosso estado e por isso nós estamos sempre dispostos a ajudar com o que é possível”, frisou Nicolau.

 

Assessoria do Presidente Nicolau Júnior

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Jornal das 12 | Principais destaques de 30/09/2025

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Principais notícias do Jornal das 12: operação policial, economia e cultura

📍 Rio Branco – AC | Atualizado em 30/09/2025O Jornal das 12 desta terça-feira (30) apresentou os principais acontecimentos do Acre, do Brasil e do mundo. Da operação “Aplicativo Seguro”, da Polícia Civil, que prendeu quatro pessoas em Rio Branco, até a assinatura da ordem de serviço para recuperação da Estrada do Quixadá, passando por destaques culturais e esportivos, a edição também abordou política nacional, economia e clima.

Mundo e Brasil

  • Líderes mundiais reagiram ao plano de Donald Trump para a paz em Gaza.
  • O presidente Lula sancionou, com vetos, mudanças na Lei da Ficha Limpa.
  • Receita Federal liberou o quinto lote de restituições do IR, beneficiando mais de 380 mil contribuintes.
  • No Setembro Amarelo, especialistas destacaram as particularidades do luto por suicídio.

Acre em foco

  • Polícia: Operação “Aplicativo Seguro” resultou em quatro prisões e apreensão de produtos de golpes digitais.
  • Infraestrutura: Prefeitura e Governo assinaram ordem de serviço para recuperação da Estrada do Quixadá, essencial para o escoamento rural.
  • Cultura e Educação: Especialistas reforçaram que brincar é aprender — até atividades simples ajudam no desenvolvimento infantil, mas alertaram para os excessos de tempo em telas.
  • Esporte: Acreano conquistou título inédito em torneio internacional de xadrez, marcando presença histórica para o estado.

Giro Sua Cidade

Correspondentes no interior destacaram desde ocorrências policiais em Mâncio Lima até atualizações sobre o Campeonato Feminino de Futebol.


O que se sabe até agora

O programa manteve a tradição de unir informação local e nacional, sempre com foco na realidade do Acre. A cobertura equilibrada mostrou como decisões em Brasília, investigações policiais em Rio Branco e iniciativas culturais e esportivas influenciam diretamente a vida da população.


Assista na íntegra

O Jornal das 12 é o principal noticiário do meio-dia no Acre, transmitido ao vivo pela Rádio Cidade FM 107.1 e em cadeia com suas afiliadas no interior do estado, alcançando milhares de ouvintes diariamente.

Com apresentação de Marilson Maia e trabalhos técnicos de Fábio Lopes, o programa traz uma cobertura ágil e completa dos principais fatos locais, nacionais e internacionais. Política, economia, segurança pública, saúde, cultura, esportes e clima estão sempre na pauta, com informações verificadas e participação de correspondentes espalhados por diversas cidades acreanas.

Além da transmissão pelo rádio, o Jornal das 12 é exibido em tempo real no YouTube pelo canal Cidade Play, com interação direta do público nas redes sociais. O noticiário se consolidou como referência em credibilidade, velocidade e proximidade com a comunidade, traduzindo o Acre para o mundo e o mundo para o Acre.

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Aleac aprova projetos do Executivo após reunião de comissões

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Aleac aprova projetos do Executivo após reunião de comissões

Aleac aprova projetos do Executivo após reunião de comissões | Cidade AC News – Notícias do Acre

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou nesta terça-feira (30), em sessão plenária conduzida pelo presidente Nicolau Júnior (PP), duas matérias de autoria do Poder Executivo. As deliberações ocorreram após reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento e Finanças, que deram parecer favorável às propostas antes da votação em plenário.

O primeiro projeto aprovado autoriza o Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência) a adquirir o imóvel localizado na Avenida Brasil, nº 439, em Rio Branco, de propriedade do INSS. Atualmente, o prédio abriga o gabinete da vice-governadora Mailza Assis, e a compra busca regularizar a posse, evitar a continuidade da cobrança de taxa de ocupação e fortalecer o Fundo em Repartição do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). O valor estimado para aquisição é de R$ 2,67 milhões.

Já o segundo projeto altera a Lei nº 2.265/2010, que estrutura a carreira dos servidores da Secretaria da Fazenda (Sefaz). A mudança cria duas verbas indenizatórias: uma pelo acúmulo de acervo fiscal (quando há sobrecarga de processos em razão da carência de pessoal), e outra pelo exercício de plantão em postos fiscais situados em divisas ou fronteiras interestaduais e internacionais. Ambas têm caráter indenizatório, não serão incorporadas aos vencimentos e não incidirão em encargos sociais ou previdenciários, sendo um mecanismo de compensação e valorização do trabalho dos auditores fiscais.

Aleac aprova projetos do Executivo após reunião de comissões | Cidade AC News – Notícias do Acre

Durante a discussão em Plenário, o líder do governo, deputado Manoel Moraes (PP), saiu em defesa do Executivo ao esclarecer que a proposta votada não representa nenhum tipo de crime ou irregularidade fiscal. Segundo ele, os benefícios concedidos não podem ser confundidos com salário e estão amparados pela responsabilidade fiscal. “O objetivo é garantir que os servidores recebam um adicional pelo trabalho extra realizado, não se trata de gratificação automática. Quem for chamado vai trabalhar mais, inclusive em dias de folga, e será devidamente compensado”, destacou.

O parlamentar também mencionou as dificuldades enfrentadas pelo Estado em áreas como segurança, saúde e pela carência de auditores, ressaltando que a medida busca justamente reforçar o funcionamento da máquina pública. Ele aproveitou para destacar que as emendas parlamentares são de todos os deputados, independentemente de partido, e garantiu que o governo assegurou a reserva de recursos para sua aplicação nesta semana. “As emendas são coletivas e precisam ser bem aplicadas, pois representam um compromisso com a população. Nossa responsabilidade é trabalhar de forma transparente e eficiente para atender às demandas da sociedade”, afirmou.

Além dos projetos de lei, os deputados também aprovaram a Moção de Aplauso nº 51/2025, de autoria do deputado Pedro Longo (PDT), destinada ao empresário Phelippe Daou Júnior, CEO do Grupo Rede Amazônica, em reconhecimento à sua contribuição para a comunicação e fortalecimento da identidade amazônica, por ocasião dos 51 anos de fundação da emissora.

Texto: Andressa Oliveira

Fotos: Sérgio Vale

 

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Aleac aprova projetos de lei do Executivo voltados à Sefaz e ao Acreprevidência

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Aleac aprova projetos de lei do Executivo voltados à Sefaz e ao Acreprevidência

Na Ordem do Dia desta terça-feira (30), a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou dois projetos de lei de autoria do Poder Executivo, voltados à gestão do Instituto de Previdência do Estado do Acre (Acreprevidência) e à estrutura de carreira dos servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

O Projeto de Lei nº 136/2025, que trata da aquisição de bens imóveis pelo Acreprevidência, recebeu parecer favorável e foi aprovado por 15 votos, sem registro de manifestações contrárias.

Outra proposta aprovada foi o  Projeto de Lei nº 147/2025 que propõe alterações na Lei nº 2.265, de 31 de março de 2010, incluindo dispositivos sobre indenização por acúmulo de acervo fiscal e indenização pelo exercício de plantão em postos fiscais localizados em divisas ou fronteiras interestaduais ou internacionais. Apesar da aprovação, o PL gerou debate e dividiu opiniões no plenário.

Durante a discussão do PL, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), registrou voto contrário, afirmando:

“Se quisesse enfrentar um problema legal em nome de uma causa maior, nomearia os auditores concursados aprovados. Mas prefere um atalho que cria discriminação, dando benefícios para alguns enquanto outros servidores permanecem sem gratificação. Para uns pode, para outros, de jeito nenhum. Esse tem sido o comportamento do governo”.

Em resposta, o líder do governo, deputado Manoel Moraes (Progressistas) destacou:

“Não há nenhum crime aqui. As verbas indenizatórias, como diárias ou gratificações por plantão, não podem ser consideradas salário. O projeto busca aumentar a arrecadação do Estado e compensar servidores que trabalharão em dias extras, não pagar melhor por cargos existentes”.

O líder do governo ainda garantiu que ajustes relacionados a emendas de deputados estão sendo tratados:

“As emendas são de todos os deputados e sua aplicação está bem feita. Ainda hoje conversamos para resolver as pendências nesta semana”.

Além dos projetos de lei aprovados na sessão, os deputados também aprovaram alguns requerimentos, entre eles, um proposto pelo deputado Adailton Cruz (PSB), que solicita, em regime de urgência, que seja encaminhado expediente à Procuradoria Geral do Estado, à doutora Janete Melo de Albuquerque Lima e ao secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascal, requerendo a relação nominal dos profissionais admitidos no ano de 1994, durante o governo de Romildo Magalhães, que foram lotados na área da saúde e que atualmente se encontram enquadrados como irregulares.

 

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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Acre lares com cães: estado é 4º no ranking nacional do IBGE

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O levantamento do IBGE confirma: o Acre lares com cães alcança 60%

Com 60% dos domicílios com cachorros, Acre supera a média do Brasil e se destaca no cenário pet.

📍 Rio Branco – AC | Atualizado em 30/09/2025

Acre lares com cães aparece em 60% dos domicílios, 4º lugar no Brasil. Dado reforça cultura pet, consumo em alta e tendência nacional em bem-estar animal. O índice coloca o Acre em 4º lugar no ranking proporcional e bem acima da média nacional de 46,1%, mostrando que a relação entre famílias e pets é cultural e crescente.

Acre lares com cães: estado é 4º no ranking nacional do IBGE
Acre lares com cães: estado é 4º no ranking nacional do IBGE

Acre lares com cães em alta

O levantamento do IBGE confirma: o Acre lares com cães alcança 60% dos domicílios, ficando atrás apenas de Rondônia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Isso significa que o estado, mesmo com população pequena, vive uma realidade em que os pets fazem parte da maioria das casas.

Reflexos no Brasil pet

Esse resultado abre discussões sobre o que significa, em nível nacional, ter estados pequenos liderando proporcionalmente a presença de cães. Estudos apontam que índices elevados podem gerar:

  • Crescimento do mercado pet: mais demanda por rações, clínicas veterinárias e produtos especializados.

  • Mudança cultural: cães vistos cada vez mais como membros da família, influenciando decisões de consumo.

  • Atenção em políticas públicas: maior necessidade de vacinação, castração e espaços de lazer para animais.

  • Oportunidade de mídia: colunas e conteúdos sobre pets atraem donos de animais e ampliam audiência.

Brasil é potência pet

O país já figura entre os maiores mercados de pets do mundo. Com quase metade dos lares com cães e 19% com gatos, o Brasil movimenta bilhões por ano nesse segmento. O Acre lares com cães mostra que relevância não é só questão de número absoluto, mas da intensidade da relação entre famílias e animais.


O que se sabe até agora

  • Acre lares com cães: 60% dos domicílios, 4º lugar no Brasil.

  • Média nacional: 46,1%.

  • Em números absolutos (2015): 421 mil animais domésticos → 25ª posição nacional.

  • O Brasil é um dos países com maior população pet no mundo.


FAQ

1. O Acre é líder em número de pets?
Não. É o 4º em proporção de lares com cães, mas apenas 25º em números absolutos.

2. O que significa “índice proporcional”?
É a porcentagem de casas que têm cachorro, independentemente do tamanho populacional do estado.

3. Esse dado impacta o mercado?
Sim. Onde há mais lares com cães, há mais consumo e serviços ligados ao setor pet.

4. E os gatos?
No Acre, 24,5% dos domicílios têm gatos, abaixo da média nacional (19,3%), mas ainda representativo.

5. O que isso mostra sobre o Acre?
Que o estado, mesmo pequeno, tem um vínculo cultural forte com animais de estimação.


Conclusão

O Acre lares com cães é mais que um dado estatístico: é um retrato de como os pets transformam famílias, economias e cidades. Continue acompanhando nossa coluna para entender como esse universo pode impactar sua vida e a forma como cuidamos de quem está sempre ao nosso lado.


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Pix terá botão de contestação

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Pix terá botão de contestação

O Pix continua evoluindo para manter seus processos de segurança em dia. A novidade, agora, é o chamado “botão de contestação”, formalmente chamado de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que poderá ser acionado – por meio do aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário do serviço tenha relacionamento – nos casos de fraude, golpe e coerção. O botão estará à disposição dos usuários do Pix a partir de amanhã (01/10). 

O Chefe Adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central (BC), Breno Lobo, explicou que o objetivo é facilitar a contestação de uma transação Pix, que passará a ser feita de forma totalmente digital, sem a necessidade de interação humana, e aumentar a velocidade de bloqueio de recursos na conta do golpista, o que aumenta a chance de devolução dos valores. 

“Ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam. Valores parciais podem ser bloqueados também. Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação”, disse Breno Lobo, Chefe Adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC.

Ele ressalta que o “botão de contestação” não se aplica a casos de desacordos comerciais, arrependimento e erros no envio do Pix (como digitação errada de chave) ou que envolvam terceiros de boa-fé, por exemplo. Ele é específico para fraude, golpe e coerção.

Aprimoramento
A criação do “botão de contestação” é uma das ações que o Banco Central tem tomado nos últimos meses no que diz respeito ao aprimoramento do MED do Pix, que permite a devolução de recursos para as vítimas de fraudes, golpes ou coerção no âmbito do arranjo de pagamento instantâneo criado pelo BC. Saiba mais aqui

 

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