Eduardo Bolsonaro critica fim de punições a Moraes e fala em chance desperdiçada pelo Brasil
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) reagiu negativamente à decisão do governo dos Estados Unidos de retirar as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em manifestações públicas feitas nesta sexta-feira (12/12), o parlamentar afirmou ter recebido a notícia com “pesar” e avaliou que o encerramento das medidas representa uma oportunidade perdida para o Brasil enfrentar o que ele chama de crise institucional e de liberdades.
Em nota assinada por ele e por Paulo Figueiredo, aliado político que atua nos Estados Unidos, Eduardo agradeceu ao ex-presidente norte-americano Donald Trump pelo apoio demonstrado durante o período em que as sanções estiveram em vigor. Segundo o deputado, Trump teria dado atenção a um cenário que classificou como grave, relacionado à situação política e institucional brasileira, ainda que agora tenha optado por encerrar as punições.
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Nota pública de Eduardo Bolsonaro (PL/SP) após anúncio de que os Estados Unidos retirou as sanções impostas a MoraesReprodução: X/@BolsonaroSP
Eduardo BolsonaroFoto: Wilson Dias/Agência Brasil
Eduardo Bolsonaro durante homenagem à Data Nacional da Criação do Estado de Israel, ainda em maio de 2024Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro com carta à TrumpReprodução: Redes Sociais
Ministro Alexandre de Moraes é alvo da Lei MagnitskyFoto: Givaldo Barbosa
Para Eduardo Bolsonaro, a decisão americana estaria diretamente ligada à falta de mobilização interna no Brasil. O deputado argumenta que a sociedade não conseguiu se unir politicamente para enfrentar problemas estruturais do país, o que teria enfraquecido as iniciativas levadas ao exterior. Na avaliação dele, a ausência de coesão e de apoio interno acabou contribuindo para o agravamento da crise que, segundo diz, ainda persiste.
Atualmente vivendo nos Estados Unidos, onde tem atuado como um dos principais defensores de sanções internacionais contra Moraes, Eduardo também afirmou que espera que a decisão do governo norte-americano atenda aos interesses estratégicos dos EUA. Ainda assim, garantiu que seguirá trabalhando fora do país em busca do que descreve como um caminho para a “libertação” do Brasil, independentemente do tempo ou das adversidades.
As sanções contra Alexandre de Moraes haviam sido impostas em julho pela administração Trump com base na Lei Magnitsky e também atingiam a esposa do ministro, Viviane Barci, que igualmente foi retirada da lista de punições. O anúncio do fim das restrições foi feito oficialmente nesta sexta-feira (12/12) pelo governo americano.
Vem aí! Iron Maiden anuncia retorno ao Brasil com show único em SP
O Iron Maiden, um dos maiores nomes da história do heavy metal, estará de volta ao Brasil em 2026. A banda se apresentará em São Paulo no dia 25 de outubro, um domingo, no Allianz Parque, com a turnê “Run For Your Lives”. Os ingressos começarão a ser vendidos na próxima terça-feira (16/12), na Livepass, com realização da Move Concerts.
A pré-venda exclusiva para clientes Santander Select e Private será aberta às 10h. Para os demais clientes do Santander, a pré-venda começará no dia 17 de dezembro, também às 10h. Já o público geral poderá garantir ingressos a partir da próxima quinta (18/12), às 10h. A abertura do show ficará por conta da banda Alter Bridge.
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Iron Maiden se apresentará em São Paulo em 2026Reprodução
Iron Maiden se apresentará em São Paulo em 2026Reprodução
Iron Maiden se apresentará em São Paulo em 2026Reprodução
Iron Maiden se apresentará em São Paulo em 2026Reprodução
Iron Maiden se apresentará em São Paulo em 2026Reprodução
Cadeira Nível 1 Central (assentos marcados) – R$ 650 (inteira) / R$ 325 (meia);
Cadeira Superior – R$ 425 (inteira) / R$ 212,50 (meia).
Nos setores com assentos marcados (Nível 1 Lateral e Central), o público deverá ocupar exatamente o lugar indicado no bilhete. Clientes Santander poderão parcelar em até nove vezes (sendo seis sem juros); os demais cartões terão parcelamento em até seis vezes, com três sem juros.
A turnê “Run For Your Lives” teve início em maio e, até o último show realizado na Polônia em agosto, o setlist incluía clássicos como “Run to the Hills”, “The Trooper” e “The Number of the Beast”. A passagem mais recente do Iron Maiden pelo Brasil aconteceu em dezembro de 2024, com a turnê “Future Past”.
FIFA define estádios das fases finais da primeira Copa dos Campeões Feminina
A FIFA confirmou nesta sexta-feira (12/12) os palcos das fases finais da primeira edição do Mundial de Clubes Feminino. Os jogos entre 28 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026 serão disputados no Emirates Stadium, do Arsenal, e no Gtech Community Stadium, casa do Brentford.
A competição reúne os seis campeões continentais da temporada anterior e será realizada sempre em anos sem Copa do Mundo Feminina. Na estreia do torneio, participam Corinthians (Brasil), Arsenal (Inglaterra), Wuhan Jiangda (China), Auckland United (Nova Zelândia), Gotham FC (Estados Unidos) e AS FAR (Marrocos).
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Corinthians conquista a Libertadores FemininaReprodução/Instagram: @corinthiansfutebolfeminino
É o sexto título do Corinthians feminino.Staff Images Woman/CONMEBOL
Arsenal, da Inglaterra, vence a Champions League FemininaReprodução/Instagram: @arsenalwfc
A primeira fase ocorreu em 8 de outubro, no Centro Esportivo de Wuhan, na China, quando o campeão Asiática, Wuhan Jiangda, venceu o Auckland United, representante da Oceania. Agora, enfrenta o AS FAR, campeão africano, neste domingo (14/12), em Berrechid, no Marrocos.
Com os jogos das semifinais encaminhados, o vencedor dessa partida terá pela frente o Arsenal, representante europeu. Do outro lado da chave, o Gotham FC, campeão da Concacaf, mede forças com o Corinthians, atual campeão da Conmebol.
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Taylor Swift desabafa sobre ameaça terrorista em documentário da “The Eras Tour”
Taylor Swift abriu os bastidores da “The Eras Tour” na série documental “The End of an Era”, lançada nesta sexta (12/12) no Disney+. Logo no primeiro episódio, a cantora relembrou um dos momentos mais tensos da turnê: quando autoridades descobriram planos de ataques terroristas nos shows que aconteceriam em Viena, na Áustria, em agosto de 2024. A artista contou que foi difícil lidar com a ameaça e reunir forças para seguir.
A série mergulha em um dos momentos mais dolorosos da trajetória de Taylor. Um mês depois do ataque que tirou a vida de três crianças durante uma aula de dança inspirada nela na Inglaterra, a cantora se viu diante de outra tragédia. Com a descoberta de um plano de ataques terroristas em seus shows, a equipe tomou a decisão de cancelar as apresentações previstas para Viena.
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Taylor Swift revela bastidores de turnê em “The End of an Era”Foto/DisneyPlus/Instagram/@taylorswift
Taylor Swift revela bastidores de turnê em “The End of an Era”Foto/DisneyPlus/Instagram/@taylorswift
Taylor Swift durante a “The Eras Tour”Reprodução/@taylorswift
Taylor Swift em “The Life of a Showgirl”Foto/Instagram/@taylorswift
Taylor Swift em “The Life of a Showgirl”Reprodução/X: @taylorswiftbr
Taylor Swift em “The Life of a Showgirl”Reprodução
No documentário, a artista fala desses episódios com franqueza: “Nunca na minha vida pensei que teríamos que lidar com uma conspiração terrorista. Nós evitamos um massacre”, afirmou em meio às lágrimas. Taylor também ressaltou o quanto é delicado seguir em frente depois de viver situações como essa. “Tudo isso tem que sair de foco antes de subir ao palco”, desabafou.
A cantora explicou que, mesmo abalada, precisa encontrar força para subir ao palco com um sorriso no rosto, não por obrigação, mas para que seus fãs não carreguem essa preocupação. “O público não tem que se preocupar com você. É como ser um piloto de avião: se você falar ‘nossa, temos turbulência à frente, vou tentar o meu melhor, mas não sei se pousaremos’, todos os passageiros vão surtar”, comparou.
Muito além de ser a turnê mais lucrativa da história, “The Eras Tour” ganha, no documentário, uma camada que o público ainda não tinha visto. Taylor faz questão de mostrar que, por trás do fenômeno global, existe uma engrenagem movida por centenas de profissionais e revela bastidores inéditos, como a preparação da equipe, a escolha dos figurinos, os ensaios e o apoio da família.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, nesta sexta-feira (12), ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei da Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos. A proposta do governo é consolidar um marco normativo que garanta condições mais seguras e plenas para a atuação de pessoas, grupos e coletivos na defesa dos direitos fundamentais no Brasil.
“Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais mata defensoras e defensores dos direitos humanos. Por isso, a aprovação e a implementação da política de proteção que encaminhamos hoje ao Congresso Nacional é tão necessária e é urgente”, disse ao participar da 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (ConDH), que ocorre desde quarta-feira (10), em Brasília. A última edição do evento foi em 2016.
Na avaliação do presidente, a ascensão da extrema-direita ao redor do mundo provocou uma “inédita onda de negacionismo dos valores humanistas”, fortalecendo “fantasmas estruturais”, como machismo e racismo.
“Os inimigos dos direitos humanos miram grupos tradicionalmente vulnerabilizados, negros, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, a população LGBTQIA+. [Esses grupos] são alvos preferenciais dos negacionistas dos direitos humanos”, disse Lula.
“Eles não se contentam em discriminar, espalhar o ódio e o preconceito. Tentam calar a todo custo a voz de quem está na linha de frente no combate ao racismo, à misoginia e a homofobia”, acrescentou o presidente, ao pedir o engajamento dos ativistas na pressão pela aprovação do projeto no Congresso.
Condenações
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, explicou que o PL responde às condenações do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Ele propõe um sistema permanente, federativo, interministerial e capaz de proteger vidas, vidas que defendem territórios, florestas, culturas e a própria democracia”, defendeu.
Segundo dados das Nações Unidas, de 2015 a 2019 foram registrados 1.323 assassinatos de defensores de direitos humanos em todo o mundo, sendo que 174 em território brasileiro, o que corresponde a 13% do total.
Portaria
A ministra Macaé Evaristo também assinou a portaria, em conjunto com o Ministério das Mulheres, que institui o Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres em Situação de Rua.
Outro ato firmado, em conjunto com o Ministério da Saúde, foi a portaria que cria o programa Raízes da Cidadania. O objetivo é combater o sub-registro de nascimentos e aprimorar o registro civil nos estabelecimentos de saúde que realizam partos no Brasil.
Segundo a ministra Macaé Evaristo, hoje ainda há 77 mil crianças de até 5 anos de idade sem registro civil. “O programa responde a esse desafio, garantindo que a certidão de nascimento seja emitida na própria maternidade, um passo fundamental para a dignidade desde o primeiro dia de vida”, disse.
Nesta sexta-feira, a ministra Macaé Evaristo também assinou a portaria que institui o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, de 2025 a 2035. A medida é um trabalho conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Mensagem
Durante o evento, o presidente Lula ainda assinou mensagem de envio ao Congresso Nacional da Convenção Interamericana Contra Todas as Formas de Discriminação e Intolerância. Ela entrou em vigor em 2020 e, após aprovação dos parlamentares, poderá ser ratificada pelo Brasil.
O tratado define os conceitos de discriminação e intolerância e pode ajudar a estabelecer parâmetros jurídicos para o seu combate, tanto no plano regional, quanto no nacional.
Conferência
A 13ª ConDH marca a retomada do evento após um hiato de quase 10 anos, para “promover um espaço de diálogo plural, democrático e participativo para a formulação de diretrizes que subsidiem a construção e implementação de um Sistema Nacional de Direitos Humanos robusto e eficaz”.
Desde o início do ano, foram mobilizados ativistas nos 26 estados e no Distrito Federal, por meio de mais de 200 etapas estaduais, regionais e livres que receberam mais de 670 propostas de políticas de promoção e defesa dos direitos fundamentais.
A presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a defensora pública federal Charlene Borges, destacou que a presença do presidente no evento simboliza o compromisso do Estado brasileiro com a participação social, com o diálogo federativo e com a dignidade humana como valor constitucional.
“Precisamos devolver ao povo brasileiro aquilo que lhe pertence por direito, que é a participação direta na construção das políticas públicas que impactam a vida de todos os cidadãos”, defendeu, ressaltando que a diversidade de vivências dos delegados e observadores ampliam a capacidade de compreender as múltiplas formas de violação de direitos humanos.
“População quilombola, povos indígenas, ribeirinhos, povos ciganos, comunidades tradicionais, população negra, população em situação de rua, migrantes, refugiados, população LGBT a mais, pessoas com deficiência e tantos grupos vulnerabilizados compõem toda riqueza e toda complexidade da sociedade brasileira”, acrescentou.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério das Mulheres publicaram, nesta sexta-feira (12), em Brasília, portaria conjunta que dispõe sobre o direito de remoção, redistribuição e movimentação de servidores públicos federais em situação de violência doméstica e familiar.
As regras se aplicam a mulheres, independentemente da orientação sexual, e também a homens que estejam em relação homoafetiva, lotados em órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
Em nota, o MGI informou que a portaria prevê o direito à remoção (deslocamento no âmbito do mesmo órgão, com ou sem mudança de sede) quando constatada a existência de risco à vida ou à integridade física ou psicológica da pessoa em situação de violência.
O risco, segundo o ministério, pode ser demonstrado por meio do deferimento de medida protetiva, emitida judicialmente ou pela polícia, de afastamento da pessoa agressora do lar, domicílio ou lugar de convivência.
Também é possível comprovar risco por meio de outras medidas protetivas judiciais, como a suspensão ou restrição do porte de armas e a proibição de aproximação ou contato com a pessoa ofendida ou outras provas admitidas em direito, como auto de prisão em flagrante por violência doméstica e familiar.
Avaliação caso a caso
Na ausência de deferimento de medidas protetivas e de outras provas que comprovem a existência de risco à vida ou à integridade física ou psicológica, a remoção poderá ser concedida mediante avaliação caso a caso.
De acordo com o ministério, chamadas para os números 100, 180, 190, 193 e 197, boletins de ocorrência, pedido de medida protetiva de urgência e exames de corpo de delito podem ser considerados registros que comprovem a violência.
“Essas medidas acauteladoras também podem ser desencadeadas pelos órgãos, justificadamente, a pedido das pessoas em situação de violência doméstica e familiar”, completou o comunicado.
Entenda
Segundo o ministério, a remoção do servidor para outra localidade pode ocorrer independentemente do interesse da administração, por motivo de saúde, quando atestada por junta médica oficial a efetiva lesão à integridade física ou psicológica, mediante quaisquer meios admitidos em direito para comprovar a violência.
“Na impossibilidade de conceder a remoção, a administração poderá determinar outras formas de movimentação previstas na legislação ou realizar outras medidas, como redistribuir o cargo ocupado para outro órgão ou entidade”, afirma o órgão.
O ministério reforçou que as movimentações de que tratam a portaria não resultarão em perda de direitos e vantagens permanentes e serão efetuadas por prazo indeterminado.
“Além disso, a portaria assegura a remoção para outra sede, a qualquer tempo, mediante novo pedido, se a violência doméstica e familiar permanecer na nova localidade. Garante ainda a alternativa de retorno para lotações anteriores caso a situação de violência seja interrompida.”
A portaria define que servidores em situação de violência poderão indicar possibilidades de localidades de destino, que serão consideradas na decisão da autoridade competente, observando o interesse público e a disponibilidade nas localidades sugeridas.
Os processos administrativos relativos a essas movimentações deverão ser tratados em caráter sigiloso e com absoluta prioridade pelas unidades de gestão de pessoas e autoridades competentes, “estabelecendo prazos céleres para deliberação das solicitações”.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (12) para que se tornem réus os três homens denunciados pelo fracassado atentado à bomba próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.
George Washington de Oliveira Souza, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.
Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, o atentado fez parte de um plano maior para dar um golpe de Estado, pelo qual centenas de pessoas já foram condenadas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, considerado culpado por liderar o complô.
O trio, contudo, já foi condenado pela Justiça do Distrito Federal por outros crimes relacionados ao episódio da bomba no aeroporto, como explosão, incêndio criminoso, posse de arma de fogo sem autorização e confecção de artefato explosivo.
Os três encontram-se em prisão preventiva, por força de decisão de Alexandre de Moraes, para proteção da ordem pública diante da gravidade dos atos investigados.
“Os meios elegidos foram suficientes para caracterizar grave ameaça, por anunciar catástrofe coletiva com recado persuasivo. Firmada essas premissas, há necessidade de acautelar a ordem pública”, justificou ao decretar a prisão.
O julgamento sobre o recebimento ou não da nova denúncia contra os três acusados ocorre em sessão virtual da Primeira Turma do Supremo. Os demais ministros do colegiado – Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – têm até 19 de dezembro para votar.
A Agência Brasil busca contato com a defesa dos acusados e está aberta à manifestações.
Atentado
Segundo a investigação policial, George Washington veio do Pará para Brasília, onde se juntou às manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No acampamento de bolsonaristas montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, o empresário se juntou a Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza, com quem planejou o atentado a bomba, de acordo com o relatório da Polícia Civil do DF sobre o caso.
Ainda segundo as investigações, os três pretendiam causar um episódio de grande comoção social. A ideia seria precipitar uma intervenção militar no país. De início, pensaram em explodir alguma instalação elétrica, mas de última hora resolveram instalar o explosivo junto a um caminhão de querosene estacionado perto do aeroporto, diz o relato policial.
George Washington foi condenado como sendo o responsável pela fabricação da bomba, cuja explosão falhou. Ele foi preso ainda no dia do atentado.
A ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL) Mariângela Fialek foi o alvo do cumprimento de mandados de busca e apreensão na Câmara dos Deputados pela Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (12). Conhecida como “Tuca”, ela trabalhou para o deputado quando ele presidia a Casa.
As diligências foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apontam a ex-assessora como responsável por enviar ordens para comissões determinando a liberação de emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”, como ficou conhecida a destinação de verbas públicas sem identificação do político que fez a indicação ou dos beneficiários finais.
As investigações tiveram como ponto de partida o depoimento de seis deputados e de uma servidora. Segundo os relatos, Tuca encaminhava a comissões ofícios da Presidência da Câmara ordenando a liberação de emendas em especial para Alagoas, estado do parlamentar.
A ex-assessora de Lira, que hoje possui um cargo no gabinete da presidência do PP na Câmara, já havia tido o sigilo telemático quebrado, mas a PF apontou a necessidade de realizar buscas após constatar a ausência de mensagens salvas em aparelhos ou nuvens de dados, embora tenha encontrado indícios da prática de crimes.
Ao autorizar as buscas, Dino justificou a medida “ante a concreta possibilidade de que a representada tenha adotado condutas voltadas a impedir a realização de backup de seus dados mais sensíveis em ambiente de nuvem, mantendo acervo em meios físicos (papéis, máquinas, etc)”. O ministro frisou que os indícios apontam para “uma atuação contínua, sistemática e estruturada” na organização do orçamento secreto.
Nesse contexto, o ministro afirmou que as buscas em gabinete da Câmara se justificam “pelo fato de manter maior potencial probatório, considerando que as ações sob suspeita seriam empreendidas justamente no contexto da rotina de desempenho funcional da investigada na Casa Legislativa”.
Dino é relator também de uma ação em que o Supremo vedou as práticas do orçamento secreto, obrigando que a Câmara adotasse critérios mínimos de transparência e rastreabilidade do dinheiro público até o destinatário final.
Atualmente, tramitam no Supremo variadas investigações sobre desvios de recursos de emendas parlamentares oriundas do orçamento secreto.
Conta de padaria
A participação de Tuca na organização e imposição do orçamento secreto foi relatada à PF por seis parlamentares. São eles: os deputados Glauber Braga (Psol-RJ), José Rocha (União-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União-SP), Dr. Francisco (PT-PI) e do senador Cleitinho (Republicanos-MG).
As falas reforçam a suspeita de que havia “redirecionamento forçado” de recursos de emendas por Lira, sublinhou o ministro Flávio Dino.
Em relatório parcial, a PF destacou como desde 2020 Tuca ocupou diversos cargos estratégicos em empresas públicas e no Legislativo, sempre por indicação de Lira, que a permitissem manipular o direcionamento de emendas.
Após encontrarem uma anotação à mão que coincide com o direcionamento de emendas, os investigadores destacaram “o incomum desapego à formalidade” na formulação do Orçamento da União.
“Uma anotação à mão, realizada de maneira rudimentar, foi responsável pela realocação de recursos de um Município para outro. Lamentavelmente, não há como não comparar a maneira de controlar e organizar o orçamento secreto coordenado por TUCA a uma ‘conta de padaria’”, escreveram os investigadores.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (12) por manter a anulação da votação em que a Câmara manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada duas vezes à prisão pelo colegiado.
Em decisão tomada na quinta (11), Moraes determinou a perda imediata do mandato de Zambelli e ordenou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, emposse o suplente da deputada, Adilson Barroso (PL-SP), em até 48 horas.
O ministro disse que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.
A votação começou às 11h com o voto de Moraes, relator do caso, que se ateve a replicar no voto a liminar proferida no dia anterior. Os demais ministros da Primeira Turma – Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin – têm até às 18h para votar se referendam ou não essa decisão.
Pela jurisprudência do Supremo, contudo, como ela foi condenada à prisão em regime fechado, a perda do mandato seria automática, sem necessidade de aprovação pelo plenário e dependendo apenas de ato formal da mesa diretora.
Fuga
Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por ter dupla cidadania, a deputada deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O trabalho foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da parlamentar para o Brasil, em junho.
O caso está relacionado ao episódio em que ela perseguiu um homem de arma em punho pelas ruas de São Paulo, pouco antes do segundo turno das eleições de 2022.
Celular Seguro passa a bloquear também aparelhos sem o app instalado
A partir de agora, quem for vítima de furto ou roubo de celular ou quem perdeu o aparelho pode registrar a ocorrência pelo aplicativo Celular Seguro usando outro aparelho telefônico, tablet ou computador. E não é mais necessário informar o IMEI do celular, uma espécie de CPF do aparelho, nem ter registro prévio no aplicativo.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Basta baixar o app e entrar no Celular Seguro por meio de outro dispositivo, fazer o registro em até 15 dias, indicando a data e o horário do ocorrido, bem como a linha telefônica utilizada no celular.
Segundo o Ministério da Justiça, com isso, é possível bloquear a linha telefônica, os aplicativos financeiros, o IMEI do aparelho ou, ainda, cadastrar no modo recuperação.
Lançado em dezembro de 2023, o Celular Seguro tem hoje 3,6 milhões de pessoas cadastradas, de acordo com o governo.
E o objetivo é que o usuário, a partir do aplicativo, emita um único alerta para agilizar o bloqueio de aparelhos, reduzindo prejuízos financeiros por golpes digitais, além de facilitar a recuperação de celulares pelas polícias estaduais.