Gestão Nunes faz estudo sobre teleférico para Brasilândia, em SP, orçado em R$ 1 bilhão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Prefeitura de São Paulo concluiu um estudo de viabilidade técnica de um projeto-piloto para a instalação de teleférico na região da Brasilândia, na zona norte paulistana.

 

A proposta prevê um teleférico de aproximadamente 4,6 km de extensão, com cabines para até dez pessoas e velocidade média de 18 km/h, que integraria a a futura estação Brasilândia da linha 6-laranja do metrô (prevista para ser inaugurada em outubro de 2026), a avenida Cantídio Sampaio e a região do CEU (Centro Educacional Unificado) Paz.

O orçamento estimado é de R$ 1 bilhão. Se a obra sair do papel, deve ficar pronta a partir de 2029.

A estimativa é que o transporte público leve cerca de 3.000 pessoas por hora em cada um dos sentidos, entre estações na avenida Cantídio Sampaio e o CEU Paz, no Jardim Paraná.

A Brasilândia, de acordo com a prefeitura, tem uma população estimada de 243 mil habitantes, é o sétimo distrito mais populoso do município e o quinto com mais famílias em situação de extrema pobreza.

O documento mostra 16 pontos possíveis de instalações de estações e equipamentos associados a elas, como de saúde, assistência social ou cultura.

“Os estudos de demanda irão apontar quais serão efetivamente incorporadas ao modelo”, diz a SPUrbanismo (empresa municipal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano), responsável pela elaboração do documento. Há a possibilidade de instalação de painéis solares nas cabines e estações.

Como em outros meios de transporte, caso o teleférico seja implantado, será feita a cobrança de tarifa, que poderá ser a mesma dos ônibus que rodam na cidade de São Paulo, atualmente de R$ 5.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a SPTrans (estatal que gerencia o transporte público municipal) irá fazer um estudo mais aprofundado de demanda, que deve levar mais 30 dias para ser entregue, e aí a administração municipal decide se vai ou não avançar com o assunto e desenvolver um projeto.

Será somente após esse aval que começará a ser elaborado o projeto executivo e posteriormente a licitação das obras.

Na campanha eleitoral do ano passado, Nunes chegou a dizer que a criação de um “cinturão de teleféricos”, propagada pelo então adversário Pablo Marçal (PRTB), estava entre “coisas impossíveis” de serem realizadas.

“[O teleférico da Brasilândia] é um caso pontual, em uma área de muita altitude. Para um transporte apropriado [até a região do CEU Paraná] teríamos de fazer uma escada rolante ou um teleférico, que neste caso é uma alternativa possível”, disse o prefeito à Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (27).

A região do CEU fica a cerca de 900 metros de altura e, por isso, ônibus não conseguem chegar até lá, apenas vans.

“As pessoas precisam caminhar mais de 20 minutos entre escadões até um ponto de ônibus e conseguir chegar ao terminal Cachoerinha [o mais próximo] e ir ao centro”, afirma a vereadora Sandra Santana (MDB), autora de um projeto de lei protocolado no início do ano na Câmara Municipal que autoriza a inclusão de teleféricos no transporte coletivo municipal em áreas de difícil acesso.

O estudo de viabilidade técnica do teleférico aponta que 126 mil pessoas se deslocam diariamente a pé pelo distrito. Ele foi apresentado pelo prefeito em uma reunião com a parlamentar nesta semana, conforme vídeo publicado pela vereadora.

A parlamentar afirma que discute a possibilidade de se implantar um teleférico na Brasilândia com a prefeitura desde 2023 e que deixou para protocolar seu projeto neste ano, quando viu o avanço na análise da SPUrbanismo.

“É uma alternativa importante para promover transformação urbana, atraindo investimentos e desenvolvimento local”, afirma a parlamentar. “Não é um teleférico turístico, mas pode levar pessoas e cultura até a Brasilândia.”

O estudo entregue pela prefeitura avaliou a implantação de teleféricos em Guayaquil (Equador), Santo Domingo (República Dominicana) e La Paz (Bolívia).

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