Edvaldo diz que situação do Hospital de Feijó é caótica e cobra providências após morte de garoto

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O deputado estadual Edvaldo Magalhães se solidarizou com a família do pequeno Diogo de Souza Albuquerque, que faleceu no último domingo (18) depois de peregrinar por vários dias, com idas e vindas ao Hospital Geral Feijó. Só após a piora, o adolescente conseguiu ser transferido para o Hospital Regional de Cruzeiro do Sul, mas já era tarde. O parlamentar criticou a falta de sensibilidade para encaminhar Diogo para atendimento mais especializado.

“Neste final de semana, eu acompanhei de perto uma situação delicadíssima que causou no seu trágico desfecho uma grande comoção na população de Feijó. No dia das mães, no domingo anterior, um garoto, adolescente, o Diogo de Souza Albuquerque. Um adolescente cai sobre a sua bicicleta e recebe um ferimento na sua panturrilha. O pai da mãe do garoto chama o tio e pede que o leve à Unidade de Saúde. E o tio leva à unidade de Saúde. Ele é recebido. São feitos os atendimentos. Pegou ponto, é feito uma medicação. O tio compra o remédio na farmácia porque no hospital não tinha o remédio. Ele volta para cada. Piora, ele volta ao Hospital. A profissional que lhe atende entendeu que com alguma medicação resolveria o problema. Dois dias depois, a situação era insuportável. Inchaço e muitas dores. Retorna ao hospital e o profissional manda para casa. Mas, um dia a mãe faz sua sacola, sua mochila e vai ao hospital e diz: ‘vocês têm que internar meu filho’. E ele é internado. Passa um dia, se passam dois dias e quando autorizam ir para Cruzeiro do Sul, chega um outro paciente ferido a faca que a unidade achou que a prioridade era dele. A situação do garoto se complicou, quando um outro profissional foi apresentado o problema, entrou em pânico. Ficou mais de 2 horas com a regulação de Cruzeiro do Sul. Até que alguém se convenceu que era uma situação gravíssima. Mais de duas horas depois que chegou a equipe”, contou Edvaldo Magalhães ao dizer que “quando a equipe chegou já teve que entubar o garoto porque não teve mais condições”.

O parlamentar afirmou, ainda, que a situação do Hospital Geral de Feijó é caótica. Ele pediu ao presidente Nicolau Júnior que os 24 deputados visitem à unidade durante a Caravana que percorrerá a BR-364 no próximo dia 5 de junho.

“O problema de saúde de Feijó já foi discutido aqui várias vezes. É gravíssima a situação. Agora, eu só espero uma coisa, que não conclua por responsabilizar o garoto pela morte dele. Porque você em três vezes ter alta com infecção gravíssima não é admissível. Depois ficar implorando um TFD. Um médico implorar por mais de duas horas para garantir um atendimento mais especializado? Eu acho que temos que ter mais sensibilidade com essas coisas. Faço esse registro com uma dor de quem já é avô. Um adolescente não pode morrer à mingua porque caiu sobre a sua bicicleta”, ressaltou.

 

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