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quarta-feira, 26 março, 2025
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Desmascarando o mito envolvendo Neymar: urinar após o sexo não impede gravidez, alertam especialistas

Teste de Gravidez: Foto - New Africa/shutterstock.com

Uma afirmação curiosa viralizou nas redes sociais após a modelo Any Awuada, também conhecida como Nayara Macedo, declarar que urinar logo após a relação sexual evita a gravidez. O vídeo, que acumula milhões de visualizações, foi gravado em resposta a um seguidor que mencionou a possibilidade de ela ter um filho com o jogador Neymar, com quem Any diz ter se relacionado em uma festa em São Paulo no dia 10 de março de 2025. A modelo, que ganhou destaque após entrevista ao jornalista Léo Dias em 14 de março, afirmou que o hábito de fazer xixi após o sexo seria suficiente para eliminar qualquer risco de gestação. A declaração, no entanto, foi rapidamente desmentida por médicos, que classificam a ideia como um mito sem fundamento científico. Em 2024, cerca de 30% das buscas relacionadas a métodos contraceptivos no Brasil incluíam termos ligados a práticas populares infundadas, mostrando como informações erradas ainda circulam amplamente. O caso reacende o debate sobre a importância de fontes confiáveis para orientar a saúde reprodutiva, especialmente em um país onde 55% das gestações não são planejadas, segundo dados recentes.

A repercussão do vídeo de Any Awuada trouxe à tona uma confusão comum entre o trato urinário e o reprodutivo. Especialistas explicam que a urina sai pela uretra, enquanto os espermatozoides seguem um caminho completamente diferente, pelo canal vaginal até o útero e as trompas, sem qualquer conexão entre os sistemas. A assessoria de Neymar negou envolvimento do atleta na festa mencionada, mas o foco da discussão se voltou para o equívoco da modelo, que disse ter recebido R$ 20 mil pelo trabalho no evento. O episódio, ocorrido em uma chácara no interior paulista, destaca como celebridades e redes sociais influenciam a disseminação de informações, muitas vezes sem base.

Fazer xixi após o sexo, embora seja uma prática recomendada por médicos, tem benefícios distintos da contracepção. Ginecologistas apontam que o hábito reduz em até 50% o risco de infecções urinárias, uma condição que afeta 1 em cada 3 mulheres em algum momento da vida. Porém, isso não interfere na fecundação, que ocorre em um ambiente interno inacessível à urina. O alerta dos especialistas é claro: confiar em mitos como esse pode levar a gestações indesejadas e expor a população a riscos desnecessários.

Por que urinar não evita a gravidez

O sistema reprodutivo feminino funciona de maneira independente do trato urinário, e essa separação é a chave para entender por que urinar após o sexo não impede a gravidez. Quando ocorre a ejaculação, os espermatozoides entram pela vagina, seguem pelo colo do útero e podem alcançar as trompas de Falópio em poucos minutos, onde a fecundação acontece. A uretra, por onde a urina é eliminada, fica acima da entrada vaginal e não tem comunicação com esse trajeto. Médicos enfatizam que, mesmo que a mulher urine imediatamente após a relação, isso não afeta os espermatozoides já em trânsito no sistema reprodutivo. Em 2023, uma pesquisa mostrou que 25% das mulheres brasileiras entre 18 e 35 anos já ouviram mitos semelhantes sobre contracepção, evidenciando a necessidade de educação sexual.

Ginecologistas reforçam que a ideia de “limpar” o canal vaginal com urina é anatomicamente impossível. A bexiga e o útero operam em sistemas distintos, e a urina não tem acesso ao ambiente onde a gravidez se inicia. A confusão pode surgir porque o homem ejacula e urina pelo mesmo canal, a uretra masculina, mas isso não significa que urinar antes ou depois da relação altere a viabilidade dos espermatozoides. O líquido seminal, liberado antes da ejaculação, já contém espermatozoides suficientes para fecundar um óvulo, tornando métodos como o coito interrompido, frequentemente associado a esses mitos, pouco eficazes, com uma taxa de falha de até 22%.

A recomendação de urinar após o sexo tem fundamento na prevenção de infecções, como a cistite, que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros por ano. A prática ajuda a expelir bactérias que podem entrar na uretra durante o ato sexual, mas não tem relação com a contracepção. Especialistas alertam que confiar em crenças populares, como a mencionada por Any Awuada, pode gerar desinformação perigosa, especialmente entre jovens, que representam 60% dos usuários de redes sociais no Brasil.

Métodos contraceptivos que realmente funcionam

Existem diversas opções seguras e eficazes para evitar a gravidez, todas baseadas em evidências científicas e amplamente recomendadas por profissionais de saúde. A pílula anticoncepcional, por exemplo, impede a ovulação e tem eficácia de 99% quando tomada corretamente, sendo usada por cerca de 30% das mulheres em idade fértil no Brasil. O dispositivo intrauterino (DIU), disponível em versões hormonais e de cobre, bloqueia a fecundação ou a implantação do óvulo e dura de 5 a 10 anos, com adesão crescente: em 2024, 15% das brasileiras optaram por esse método. Outra alternativa é o implante subdérmico, um pequeno bastão inserido no braço que libera hormônios por até três anos, com taxa de sucesso superior a 99%.

Preservativos, tanto masculinos quanto femininos, são métodos de barreira que previnem a gravidez e protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV e HPV. A camisinha masculina tem eficácia de 98% com uso correto, enquanto a feminina chega a 95%, sendo distribuídas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, o SUS forneceu mais de 300 milhões de preservativos, reforçando sua importância na saúde pública. Injeções hormonais, aplicadas mensalmente ou trimestralmente, também são populares, com 10% das mulheres optando por esse método no último ano.

Riscos de acreditar em mitos contraceptivos

Confiar em práticas como urinar após o sexo para evitar gravidez pode trazer consequências sérias. No Brasil, 1 em cada 5 gestações em adolescentes não é planejada, e muitas ocorrem por falta de informação sobre métodos eficazes. A taxa de falha de métodos populares, como a tabelinha ou o coito interrompido, varia de 20% a 25%, enquanto anticoncepcionais hormonais têm menos de 1% de chance de falha com uso adequado. Em 2024, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 8% nas consultas por gestações indesejadas, muitas ligadas à desinformação disseminada em redes sociais.

A história de Any Awuada ilustra como falas de figuras públicas amplificam mitos. Após o vídeo, postado originalmente em 16 de março de 2023 e republicado em 2025, buscas por “urinar evita gravidez” subiram 40% em plataformas digitais, segundo dados de tendências online. Isso preocupa especialistas, já que a desinformação pode levar a decisões arriscadas, como evitar métodos comprovados em favor de crenças sem respaldo. Além disso, a falta de educação sexual contribui para que 40% das mulheres brasileiras em áreas rurais tenham acesso limitado a contraceptivos, agravando o problema.

Calendário de fertilidade e outros equívocos

O ciclo menstrual varia entre 21 e 35 dias para a maioria das mulheres, com a ovulação ocorrendo geralmente entre o 12º e o 16º dia. Alguns acreditam que evitar relações no período fértil, monitorado pela tabelinha ou temperatura basal, é suficiente para prevenir a gravidez. No entanto, esses métodos são imprecisos, com taxas de falha de até 24%, pois fatores como estresse ou doenças podem alterar a ovulação. Em 2023, 12% das mulheres que usaram a tabelinha relataram gestações não planejadas, segundo levantamentos de saúde reprodutiva.

Outros mitos incluem a ideia de que a lactação impede a gravidez, válida apenas nos primeiros seis meses após o parto e com amamentação exclusiva, ou que a pílula do dia seguinte pode ser usada rotineiramente, o que reduz sua eficácia e aumenta riscos à saúde. A pílula, tomada em até 72 horas após a relação, tem 95% de eficácia na primeira dose, mas seu uso excessivo foi associado a 5% dos casos de irregularidades hormonais em 2024.

Benefícios reais de urinar após o sexo

Urinar após a relação sexual é uma prática recomendada para a saúde feminina, mas seus benefícios estão ligados à prevenção de infecções, não à contracepção. A cistite, inflamação da bexiga causada por bactérias, é reduzida em 50% com esse hábito, especialmente entre mulheres sexualmente ativas. Em 2023, 1,5 milhão de casos de infecção urinária foram registrados no SUS, com 70% em mulheres entre 20 e 40 anos. A urina elimina germes que entram na uretra durante o sexo, mas não afeta o sistema reprodutivo.

Homens também se beneficiam, com menor risco de uretrite, embora a incidência seja inferior, afetando 2% dos casos anuais. A recomendação é urinar dentro de 30 minutos após a relação, um hábito simples que não substitui preservativos ou outros métodos contraceptivos.

Educação sexual como solução

A disseminação de mitos como o de Any Awuada reforça a necessidade de educação sexual no Brasil. Em 2024, apenas 35% das escolas públicas incluíram o tema em seus currículos, apesar de campanhas do Ministério da Saúde que alcançaram 10 milhões de jovens com informações online. Especialistas defendem que o acesso a dados confiáveis reduz em 15% as gestações não planejadas, com impacto direto na saúde materna e infantil.

Programas como o Saúde na Escola distribuíram 5 milhões de cartilhas sobre contracepção em 2023, mas a adesão ainda é baixa em regiões afastadas. A influência das redes sociais, onde 80% dos brasileiros entre 18 e 34 anos buscam informações, exige ações para combater a desinformação, como parcerias com influenciadores e plataformas digitais.

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