Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios

Marilson Maia
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Os crimes virtuais vêm se tornando uma preocupação crescente dentro das escolas acreanas. Entre os mais recentes e graves está o DeepFake sexual, uma prática que utiliza inteligência artificial para criar vídeos falsos de teor íntimo, muitas vezes envolvendo adolescentes, com o objetivo de humilhar ou chantagear as vítimas. Além disso, o cyberbullying continua sendo um problema recorrente, afetando a convivência escolar e a saúde emocional dos estudantes.

A Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) tem desenvolvido um programa de conscientização digital voltado às escolas públicas, coordenado pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE). A coordenadora do núcleo, Yasmim Lemkull, explica que o projeto utiliza estratégias inovadoras, como games educativos baseados em histórias em quadrinhos e palestras interativas, para orientar os alunos sobre os riscos e cuidados no ambiente digital.

“Nosso objetivo é que os alunos aprendam de forma leve e participativa, entendendo que a tecnologia pode ser uma aliada, mas também exige responsabilidade e empatia”, destaca Yasmim.

Uma das escolas que já recebeu as atividades é a Escola Maria Vicente Gomes, onde o trabalho vem sendo bem recebido pela comunidade escolar. O coordenador pedagógico, Elias Alves, reconhece que há casos de bullying entre os alunos, mas ressalta que, até o momento, não foram registrados episódios de DeepFake sexual.

Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios
Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios

“A escola tem atuado com diálogo, palestras e apoio psicológico para coibir o bullying e promover o respeito nas redes. Essas ações fazem diferença”, afirma Elias.

A estudante Fernanda Tavares, do 8º ano, também participou das atividades e conta que aprendeu a identificar e denunciar práticas de cyberbullying.

“A gente usa muito o celular e as redes, e agora entendemos melhor o que é crime e como se proteger. As palestras e os jogos ajudaram muito”, disse a aluna.

Para o professor e especialista em proteção de dados, Madson Rocha, os crimes de DeepFake sexuais ainda não têm registros oficiais no Acre, mas o alerta deve ser constante.

“Esses casos vêm crescendo em várias partes do país. O ideal é que o estado mantenha campanhas educativas e políticas de prevenção nas escolas para evitar que isso aconteça aqui”, alerta.

Com o avanço da tecnologia, educar para o uso ético e consciente da internet é um desafio que envolve toda a comunidade escolar — professores, alunos e famílias — na construção de um ambiente digital mais seguro e responsável.

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