Castro sanciona lei para ter policiais em ônibus do Rio após aumento de assaltos

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ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O governador Cláudio Castro (PL) sancionou nesta sexta-feira (9) uma lei que cria o programa Ônibus Seguro, voltado à segurança nos coletivos que circulam na região metropolitana do Rio de Janeiro. A decisão ocorre após uma escalada de violência no transporte público.

 

A medida prevê a contratação de policiais militares, civis, penais e guardas municipais em dias de folga, por meio do RAS (Regime Adicional de Serviço), para atuarem dentro dos ônibus, além de paradas e terminais.

A medida, publicada no Diário Oficial do estado, será viabilizada por meio de convênios entre o governo fluminense, prefeituras da Região Metropolitana e a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio). De autoria do deputado Luiz Paulo (PSD), a proposta foi aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O governo afirma que a atuação dos agentes será definida com base em dados de inteligência e nos índices de violência mapeados pelos órgãos de segurança pública.

Na última quarta (7), cerca de 30 passageiros foram assaltados em um coletivo que seguia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao centro do Rio. O crime, registrado em vídeo por uma das vítimas, mostrou passageiros deitados no chão, em pânico, enquanto dois homens armados levavam os pertences. Os suspeitos foram presos, e a polícia recuperou nove celulares.

Segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública) do estado, apenas nos três primeiros meses de 2025, a capital fluminense registrou 1.052 roubos a ônibus -aumento de quase 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2024, foram 4.449 ocorrências.

De acordo com o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, além de assaltos, o que mais acontece hoje é o sequestro de ônibus por facções criminosas. Neste ano, ao menos 50 coletivos foram tomados e usados como barricadas.

Além dos passageiros, a violência também afeta os motoristas. De 2022 a 2024, cerca de 250 profissionais deixaram a função após episódios de crimes e agressões, segundo o Sindicato dos Rodoviários do Rio. Só em 2024, foram mais de 140 desligamentos.

Atualmente, 230 motoristas estão afastados por problemas psicológicos causados pelo medo. No interior e na Região dos Lagos, o número de rodoviários em acompanhamento permanente por traumas relacionados à violência urbana chega a 500, segundo o Sintronac (Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo). O sindicato afirma que 80% dos pedidos de demissão de abril de 2023 a novembro de 2024 foram motivados por episódios violentos.

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