Farmacêuticos não poderão prescrever qualquer tipo de medicamento; entenda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No último dia 17, o CFF (Conselho Federal de Farmácia) publicou uma resolução que amplia as possibilidades de prescrição de medicamentos por profissionais farmacêuticos. Hoje, a classe já pode prescrever remédios isentos de prescrição médica, os chamados MIPs (medicamentos isentos de prescrição).

 

Agora, a norma passa a permitir também a prescrição de medicamentos tarjados com o aviso “venda sob prescrição”, desde que o profissional tenha o RQE (Registro de Qualificação de Especialista), mecanismo recentemente adotado pelo CFF para assegurar que a atuação esteja de acordo com a formação e a especialização do farmacêutico.

Segundo o Conselho, a nova regulamentação não autoriza a prescrição de todos os tipos de medicamentos. Substâncias controladas pela Portaria nº 344/98, que trata de medicamentos psicotrópicos (como os de tarja preta), continuam restritas. Também permanecem vetados os remédios que exigem notificação de receita ou são de uso restrito.

A nova resolução entra em vigor em abril e também define que caberá ao próprio Conselho regulamentar os protocolos clínicos e a lista de medicamentos que poderão ser prescritos ou não pelos profissionais.

O CFF informou ainda que a prescrição de medicamentos tarjados, com ou sem necessidade de retenção de receita, só poderá ocorrer com base em protocolos e diretrizes clínicas preestabelecidas, aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde.

Em nota, o CFF afirma que, em 2022, a Anvisa modificou os rótulos dos medicamentos tarjados. “Onde antes era escrito “venda sob prescrição médica”, passou-se a adotar apenas “venda sob prescrição”, em reconhecimento a habilitação de outros profissionais para a prescrição”.

O Conselho diz que a atuação do farmacêutico segue diretrizes rígidas e protocolos baseados nas melhores evidências científicas.

Outras associações médicas, como o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a AMB (Associação Médica Brasileira) receberam a resolução com preocupação e se manifestaram contrárias, alegando que farmacêuticos não possuem a mesma formação que os médicos para estabelecer diagnósticos e definir terapias com segurança.

De acordo com o CFF, os farmacêuticos já realizam prescrições há mais de uma década, respaldados pela Resolução CFF nº 586, de 2013, que regula a prescrição farmacêutica.

Mais Lidas

Expoacre soma 254 mil visitas, mas maioria dos rio-branquenses dizia não pretender ir

A Expoacre 2026 acumulou 254 mil entradas nos seis primeiros dias, enquanto pesquisa Fecomércio/DataControl mostra que 56,5% dos entrevistados em Rio Branco disseram que não pretendiam visitar a feira. Os números medem fenômenos diferentes e ajudam a explicar alcance, frequência e adesão ao maior evento do Acre.

PF investiga fraude no Seguro-Defeso no Acre e apura participação de agentes públicos

A Polícia Federal deflagrou a Operação Maré de Apate para investigar suspeitas de emissão e utilização irregular de registros de pescador artesanal no Acre. Seis mandados foram cumpridos em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A apuração também alcança a possível participação de agentes públicos e particulares e busca dimensionar eventual prejuízo aos cofres públicos.

Expoacre 2026: veja os principais fatos que marcaram as últimas 24 horas no maior evento do Acre

A Expoacre 2026 segue concentrando a agenda econômica, política e institucional do Acre. Confira os principais acontecimentos das últimas 24 horas e os impactos do maior evento do estado.

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim: dois nomes ligados à Assembleia de Deus na disputa pela Aleac

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim pretendem disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PL. Enquanto Cadmiel recebeu o apoio da direção da Assembleia de Deus em Rio Branco, Marilza apresenta currículo técnico, formação acadêmica e ligação com a mesma tradição religiosa. A disputa revela os limites do chamado “candidato da igreja” e reforça que a decisão eleitoral pertence ao cidadão.

Tião Viana e Peixes da Amazônia: após arremate de R$ 13,151 milhões, falta explicar qual é o papel atual

Tião Viana afirmou no Papo Informal que continua ajudando no “resgate” da Peixes da Amazônia. A antiga empresa está falida, enquanto os ativos do complexo foram arrematados pela OZ Earth. A declaração não esclarece se a atuação do ex-governador terminou na busca de investidores ou continua na estruturação da nova operação.

Últimas Notícias

Categorias populares