quarta-feira, 1 abril, 2026

Vice-governadora Mailza se reúne com secretários e presidentes de autarquias para transição de gestão

A vice-governadora Mailza Assis se reuniu, nesta quarta-feira, 1º, com secretários estaduais e presidentes de autarquias para dar início ao processo de transição de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

COP15 inclui mais 40 espécies migratórias em lista de proteção

Terminou nesse domingo (29) a 15ª Conferência das Nações Unidas da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, o principal tratado da ONU focado na conservação de animais que atravessam fronteiras nacionais. A COP15, como também é chamada, aconteceu na capital do Mato Grosso do Sul. COP15 inclui mais 40 espécies migratórias em lista de proteção | Cidade AC News – Notícias do AcreCOP15 inclui mais 40 espécies migratórias em lista de proteção | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os resultados do encontro são inéditos. Os 132 países participantes, mais a União Europeia, aceitaram proteger mais 40 espécies, e adotar mais 39 resoluções e 16 ações de cooperação internacional, detalhou o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, durante a conferência de encerramento. 

“Hoje a gente ainda tem 400 espécies no mundo que fazem migrações e que não estão em nenhuma lista. Nenhuma outra COP teve um número tão representativo. Nós conseguimos colocar 10% do déficit mundial sob proteção dentro dessa conferência. Mas teve uma proposta de exclusão de uma espécie, que é o cervo-de-bocara, e o entendimento daqui na conferência foi de que é importante mantê-la. Mesmo que ela não esteja mais ameaçada, as espécies comuns precisam continuar comuns.”

Para o presidente da conferência, João Paulo Capobianco, a COP realizada em Campo Grande, entrada do bioma Pantanal, teve sucesso tanto coletivo quanto nas iniciativas lideradas pelo Brasil.

“Um bioma compartilhado entre três países — Brasil, Paraguai, Bolívia — tem uma diversidade extremamente relevante e, ao mesmo tempo, por aqui passam dezenas de espécies migratórias. Além disso, é um bioma muito sensível. A ideia foi exatamente essa, de mostrar como a proteção de um bioma essencial demanda uma articulação mais intensa.”

No final, foram aceitas seis das sete propostas brasileiras de inclusão de espécies ameaçadas de extinção, e que demandam esforços de conservação. Iniciativas apoiadas pelo Brasil, mas lideradas por outros países, como a inclusão da ariranha na lista de proteção, também foram aceitas.
 
Outras propostas brasileiras foram apoiadas, como o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos, para a conservação das espécies de tubarão-mangona e tubarão-peregrino.
 
O Brasil continua na presidência da COP pelos próximos três anos, até a COP16, que será realizada em Bonn, Alemanha, em 2029.
 
* Com informações da Agência Brasil.

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