quarta-feira, 1 abril, 2026

Vice-governadora Mailza se reúne com secretários e presidentes de autarquias para transição de gestão

A vice-governadora Mailza Assis se reuniu, nesta quarta-feira, 1º, com secretários estaduais e presidentes de autarquias para dar início ao processo de transição de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Desmatamento no Amazonas caiu 32% entre agosto e fevereiro deste ano

O Amazonas registrou redução de 32% no desmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, consolidando-se entre os estados que apresentam queda na derrubada da floresta. Um cenário marcado pelo menor índice de desmatamento para o mês de fevereiro dos últimos oito anos na Amazônia.Desmatamento no Amazonas caiu 32% entre agosto e fevereiro deste ano | Cidade AC News – Notícias do AcreDesmatamento no Amazonas caiu 32% entre agosto e fevereiro deste ano | Cidade AC News – Notícias do Acre

De acordo com dados do Imazon, organização não governamental brasileira sem fins lucrativos que atua na pesquisa e no monitoramento da Amazônia, o estado contabilizou 200 km² de área desmatada no período analisado, abaixo dos 296 km² registrados no ciclo anterior.

Apesar de ainda figurar entre os três estados com maiores índices de desmatamento ao lado de Pará e Acre, o Amazonas acompanha a tendência de redução observada em toda a Amazônia Legal. No recorte específico de fevereiro de 2026, a região amazônica apresentou queda de 42% no desmatamento em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 119 km² para 69 km², o menor índice desde 2017.

O resultado reforça uma sequência de sete meses consecutivos de redução dentro do atual calendário do desmatamento, que se estende de agosto a julho. No acumulado desse período, a área desmatada na Amazônia soma 1.264 km², representando uma redução de 41% em comparação ao ciclo anterior, quando foram registrados 2.129 km².

Além da diminuição no desmatamento, a degradação florestal também apresentou queda significativa. Em fevereiro foram registrados 13 km² de áreas degradadas, uma redução de 93% em relação ao mesmo mês de 2025.
 

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