O estudo indica concentração de poder e enfraquecimento institucional sob Donald Trump
Trump e Lula se encontraram em outubro de 2025, na Malásia (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Um levantamento internacional sobre a qualidade das democracias no mundo, divulgado neste mês, aponta que os Estados Unidos deixaram de ser classificados como uma democracia liberal. O diagnóstico integra a edição mais recente do relatório elaborado pelo instituto V-Dem, ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que identifica sinais de deterioração institucional e restrições a liberdades civis no país.
Segundo o estudo, o declínio democrático norte-americano ocorre em ritmo considerado inédito entre nações desenvolvidas. Os pesquisadores afirmam que, em pouco tempo, houve centralização crescente de decisões no Executivo, além do desgaste dos mecanismos tradicionais de controle e equilíbrio entre os poderes. O documento também analisa especificamente a democracia no Brasil, com tópicos como evolução, polarização política, mobilizações de massa, partidos, comparações com Portugal e contexto internacional.
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Gráfico que estuda o nível democrático no mundo: quanto mais vermelho, menos democrático; quanto mais azul, mais democrático é o paísDivulgação: V-Dem Democracy Report 2025

Gráfico mostra a evolução da democracia brasileiraDivulgação: V-Dem Democracy Report 2025

Gráfico mostra a polarização política no BrasilDivulgação: V-Dem Democracy Report 2025

Gráfico mostra os partidos de oposição no Brasil ao longo dos anosDivulgação: V-Dem Democracy Report 2025

Passaporte dos Estados UnidosReprodução: Reddit/@Low_Syllabub_1000
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O relatório insere os Estados Unidos em um grupo de países que apresentam retrocessos parecidos, aproximando-os de cenários observados em nações como Hungria e Turquia. Para os especialistas, a velocidade do processo diferencia o caso americano de trajetórias históricas mais longas registradas em outras regiões.
O quadro faz parte de uma tendência mais ampla identificada pelos pesquisadores. Em 2025, quase um quarto das nações do planeta apresentaram sinais de regressão democrática ou autocratização. No total, 41% da população mundial vivem atualmente em contextos nos quais as instituições representativas se tornaram mais frágeis.
O estudo também destaca que a disputa entre regimes democráticos e autoritários se intensificou na última década. Ao final de 2025, o mundo contabilizava mais governos classificados como autocráticos do que democráticos.
Entre os fatores apontados como determinantes para o enfraquecimento democrático estão restrições à liberdade de expressão, interferências na autonomia de tribunais e agências reguladoras e questionamentos sobre a integridade de processos eleitorais.
No caso norte-americano, o relatório observa que a atuação do Judiciário tem funcionado como um dos principais freios à concentração de poder. Centenas de ações judiciais foram abertas com o objetivo de contestar decisões governamentais relacionadas a políticas públicas, imigração e governança.
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