O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou o visto de Darren Beattie, assessor de Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil. O norte-americano viria ao Brasil para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
A recusa foi motivada por duas questões. A primeira delas é o princípio da reciprocidade. Em evento realizado nesta sexta-feira (13/3), no Rio, o petista argumentou que a entrada do político no país só será permitida quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos. No ano passado, os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro foram cancelados, o dele próprio está vencido desde 2024, portanto, não é passível de cancelamento.
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Bolsonaro não ficou bilionário com a Mega da Virada, mas acertou a quadraCrédito: Reprodução Instagram @jairmessiasbolsonaro
Presidente Lula usa luvas personalizadas na Coreia do SulReprodução/Ricardo Stuckert/PR
“Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, explicou Lula.
A segunda razão é a justificativa dada por Darren Beattie para solicitar a entrada no Brasil. Oficialmente, ele argumentou que iria participar de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. Com o pedido de autorização de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber a visita do assessor de Trump, o visto foi negado por “omissão e falseamento de informações”, segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.
“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, declarou o ministério.
Inicialmente, a visita de Beattie a Bolsonaro na Papudinha foi autorizada por Alexandre de Moraes. Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou atrás na decisão e negou o pedido. Na decisão, Moraes disse que a visita não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.
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