Vereadora Benny Briolly aprova homenagem a Ludmilla e relata tentativa de agressão em Niterói

Votação terminou em 8 a 6 sob clima de tensão; durante o debate, parlamentar da oposição afirmou que, no Brasil de hoje, “parece que é crime ser branco”

Vereadora Benny Briolly aprova homenagem a Ludmilla e relata tentativa de agressão em Niterói

Benny Briolly e Fernanda Louback, vereadoras de Niterói, no Rio de Janeiro, discutiram durante sessão (Foto: Sérgio Gomes/ASCOM Câmara de Niterói)

          A Câmara Municipal de Niterói aprovou, por 8 votos a 6, o título de cidadã niteroiense para a cantora Ludmilla. A proposta foi articulada e defendida pela vereadora Benny Briolly (PSOL/RJ), que acabou sendo alvo de ataques verbais e quase físicos durante a sessão, como informado pela assessoria de imprensa da parlamentar.

          A votação ocorre semanas após parlamentares do Partido Liberal (PL) denunciarem o show de Réveillon da artista em Niterói, sob acusação de suposta apologia às drogas e ao tráfico — alegações já rebatidas publicamente por Benny, que saiu em defesa da cantora e da cultura periférica —.

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          Durante o debate em plenário, o clima ficou tenso. A vereadora Fernanda Louback (PL/RJ) voltou a criticar a homenagem e chegou a afirmar que, no Brasil de hoje, “parece que é crime ser branco”. A declaração acirrou os ânimos e provocou reação imediata de outros parlamentares.

          Ao defender o título, Benny destacou, em suas palavras que, Ludmilla, mulher preta e de origem periférica, é hoje um dos maiores nomes da música brasileira e internacional, e que sua trajetória rompe barreiras históricas. Para a parlamentar, a estética e a potência artística da cantora têm papel revolucionário ao permitir que outras mulheres negras e LGBT’s se reconheçam a partir de uma beleza preta, empoderada e nascida nos guetos.

          De acordo com a vereadora, apesar das tentativas de obstrução e do ambiente hostil, o título foi aprovado, consolidando a homenagem à artista e ampliando o debate sobre cultura, representatividade e racismo no espaço institucional.

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