Casos de malária despencam quase 40% no Acre, mas município registra alta de mais de 180%

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O novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) aponta uma melhora significativa no controle da malária no estado, registrando uma queda de 38,9% nos casos em 2025 em comparação ao ano anterior.

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram notificados 3.357 casos, uma redução expressiva frente aos 5.497 registros computados em 2024. Esse declínio também refletiu na média mensal de notificações, que baixou de 458,1 para 279,8 casos no último ano analisado.

Casos de malária despencaram no estado, de acordo com último boletim da Sesacre

Malária/Foto: Getty Images

A análise técnica do Núcleo de Doenças de Transmissão Vetorial indica que, ao longo de todo o ano de 2025, o número de casos permaneceu abaixo da mediana histórica, sem apresentar comportamento epidêmico ou ultrapassagem do limite superior de controle.

A redução da transmissão foi observada em todas as áreas especiais de infecção, com destaque para as áreas indígenas, que apresentaram a maior queda, com -44%, seguidas pelas zonas rurais e urbanas, ambas com redução de 39%.

Nos assentamentos, a queda foi de 29%, o que ainda sugere a necessidade de atenção específica para essas localidades.

Regionalmente, o cenário é de contrastes, pois enquanto a Regional do Juruá/Tarauacá-Envira – principal polo histórico da doença – conseguiu reduzir suas notificações em 43,7%, a Regional do Baixo Acre enfrentou um aumento de 54,5% nos casos. Esse crescimento no Baixo Acre foi impulsionado principalmente pelo município de Plácido de Castro, onde o aumento de casos superou 180%. Já a Regional do Alto Acre manteve-se sem registros de casos autóctones durante todo o biênio.

Apesar dos avanços numéricos, a oportunidade do tratamento permanece como um desafio para a saúde pública estadual, uma vez que a maioria dos municípios ainda não atingiu a meta nacional de tratar 70% dos pacientes em até 48 horas após o início dos sintomas.

Municípios com alta carga de casos, como Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro, registraram índices de tratamento oportuno de 63,1% e 64%, respectivamente, permanecendo abaixo do objetivo. Em contrapartida, Brasiléia e Acrelândia apresentaram desempenhos satisfatórios, com a primeira atingindo 100% de oportunidade.

Diante deste cenário, a Sesacre recomenda que a população mantenha medidas preventivas, como o uso de mosquiteiros e repelentes, e que pessoas com sintomas febris busquem imediatamente as unidades de saúde para diagnóstico e interrupção da cadeia de transmissão.

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