quinta-feira, 2 abril, 2026

Forte chuva alaga ruas do centro de Cruzeiro do Sul

Uma forte chuva acompanhada de raios e trovões deixou ruas alagadas no centro de Cruzeiro do Sul, Acre, na tarde desta quinta-feira (2). Nas imagens,...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

Rio Branco
céu pouco nublado
24.3 ° C
24.3 °
24.3 °
94 %
0kmh
20 %
sex
29 °
sáb
29 °
dom
29 °
seg
28 °
ter
24 °

Mais Lidas

Siga-nos

Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Senador apresenta projeto para tentar barrar homenagem a Lula com verba pública no Carnaval

O senador Bruno Bonetti (PL-RJ) protocolou nesta segunda-feira (9/02), o Projeto de Lei 392/2026, que proíbe de forma expressa o uso de recursos públicos federais em eventos culturais e desfiles carnavalescos que promovam a exaltação personalizada de autoridades e agentes públicos em exercício de mandato.

Paralelamente, Bonetti ingressou com uma Ação Popular, na Justiça Federal, em parceria o com o deputado estadual Anderson Moraes (PL-RJ), com o objetivo de impedir o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói e também a transmissão do desfile da agremiação pelos meios de comunicação. A ação popular é um instrumento previsto na Constituição Federal que permite a qualquer cidadão questionar judicialmente atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa e ao interesse coletivo.

As medidas são uma resposta direta à destinação de verbas federais ao Carnaval de 2026, em meio à escolha de um samba-enredo que homenageia o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto de lei estabelece que repasses da União a escolas de samba, agremiações carnavalescas e entidades culturais deverão obedecer rigorosamente aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade administrativa e da finalidade pública. Pela iniciativa, fica vedado o financiamento de projetos que promovam elogios a governantes, caracterizem promoção pessoal ou funcionem como propaganda político-eleitoral, ainda que de forma indireta.

Para Bonetti, o episódio recente escancarou o uso indevido do dinheiro público para fins políticos. “Estamos assistindo à tentativa de transformar a maior festa popular do país em palanque eleitoral. Isso é inaceitável. Verba pública não existe para glorificar governantes nem para bancar culto à personalidade”, afirmou.

O parlamentar criticou o que chamou de aparelhamento ideológico do fomento cultural. “Estamos diante de um grave desvio de finalidade. O governo está usando dinheiro do contribuinte para homenagear o próprio presidente. Isso não é coincidência. É método. Primeiro aparelham a máquina pública, depois usam recursos federais para exaltar o líder e tentar normalizar o culto à personalidade. Isso não tem nada a ver com cultura, tem a ver com projeto de poder”, declarou.

O PL prevê sanções severas às entidades que descumprirem a norma, incluindo a suspensão imediata dos repasses, a devolução integral dos valores recebidos com correção monetária e a proibição de firmar novas parcerias com a União pelo prazo de cinco anos.

Bonetti também apontou falhas administrativas e ausência de controle nos repasses federais recentes. “Ficou evidente a falta de transparência e o total desprezo deste governo pelos princípios constitucionais. O Estado não pode agir como patrocinador de projetos políticos travestidos de manifestações culturais”, disse.

O parlamentar ressaltou que a proposta não impõe censura artística, mas impõe limites claros ao uso do dinheiro público. “A liberdade criativa é absoluta. O uso do dinheiro do povo, não. Se uma escola quiser homenagear um político em exercício, que faça isso com recursos privados, não com verba federal”, afirmou.

Segundo Bonetti, o projeto busca frear um precedente perigoso. “Se o Congresso se omitir, o Brasil passa a aceitar oficialmente que o Estado financie a autopromoção de quem está no poder. Isso é incompatível com uma democracia séria”, concluiu.

Mais Lidas

Últimas Notícias

Categorias populares

[lbg_audio8_html5_shoutcast settings_id='1']