quinta-feira, 2 abril, 2026

Salas de aula e biblioteca do presídio de Tarauacá passam por reforma e adequação

Com o objetivo de garantir um ambiente mais adequado para a educação, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) realizou a reforma das salas de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Final do futebol americano vira festa multicultural pró-imigrantes


Logo Agência Brasil

O Super Bowl, final do campeonato de futebol americano, que aconteceu na noite deste domingo (8), na cidade de Santa Clara (Califórnia), virou uma festa multicultural pró-imigrantes a favor de países latino-americanos e teve forte conteúdo anti-Trump.Final do futebol americano vira festa multicultural pró-imigrantes | Cidade AC News – Notícias do AcreFinal do futebol americano vira festa multicultural pró-imigrantes | Cidade AC News – Notícias do Acre

A partida entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots acabou quase sendo um detalhe no meio de todo o evento. A escolha do cantor porto-riquenho Bad Bunny, que faz muito sucesso no mundo todo atualmente, anunciado há alguns meses, desagradou o presidente Donald Trump, que se manifestou contrário à presença do artista no Super Bowl. A apresentação de Bunny foi marcada pelo orgulho latino-americano e pelo apoio aos imigrantes que vivem nos Estados Unidos.

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Mas o tom crítico à política anti-imigração do atual governo norte-americano começou cedo. Antes do início da partida, a banda Green Day, abertamente anti-trump, se apresentou e tocou alguns de seus maiores hits, incluindo American Idiot. O vocalista Billie Joel Armstrong não citou nominalmente o presidente americano, como já fez em shows recentes, mas a presença do grupo punk no evento também pode ser considerado um recado a Trump.

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Bad Bunny

A apresentação de Bad Bunny, no intervalo da partida, foi histórica, principalmente por causa da política anti-imigração do governo norte-americano e da forte atuação do ICE, polícia que atual contra imigrantes ilegais e que vem cometendo grandes abusos e até mortes.

O artista fez um show totalmente político e multi-cultural, enaltecendo todas as nações latino-americanas e a importância que têm dentro dos EUA.

Bunny não citou diretamente Trump ou o ICE, mas todo o show trouxe o orgulho latino para o centro do Levi’s Stadium. Com todas as músicas e todas as suas falas em espanhol, o artista foi rodeado por um cenário que reproduzia uma plantação de cana-de-açucar, que já foi uma cultura forte em Porto Rico e ainda é em vários outros da região.


Super Bowl LX - Half-Time Show - New England Patriots v Seattle Seahawks - Levi's Stadium, Santa Clara, California, United States - February 8, 2026 Bad Bunny performs during the halftime show REUTERS/Carlos Barria     TPX IMAGES OF THE DAY

Show do intervalo do Super Bowl LX se tornou uma celebração latino-americana no maior palco midiático dos Estados Unidos, em meio a crescentes políticas anti-imigração do governo Donald Trump. Foto: REUTERS/Carlos Barria TPX IMAGES OF THE DAY – Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Elementos culturais latinos foram surgindo conforme Bunny se movimentava pelo campo. A cantora Lady Gaga, convidada do astro da noite, surgiu cantando a música Die With a Smile, em inglês mesmo, só que numa versão em ritmo latino. Ricky Martin, também porto-riquenho, se juntou à festa. Ele cantou a música Lo Que Le Pasó a Hawaii, de Bunny, e que tem como tema a colonização predatória praticada pelos governos americanos.

A reação de Trump foi quase que imediata. Em sua rede social, a Truth Social, o presidente escreveu:

“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza da América, e não representa nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é nojenta, especialmente para crianças pequenas que estão assistindo por todos os Estados Unidos e no mundo. Este ‘show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso País, que estabelece novos padrões e recordes todos os dias, incluindo o melhor mercado de ações na história! Não há nada inspiracional nessa bagunça de show do intervalo, que terá ótimos reviews da mídia de fake news, porque eles não têm ideia do que está acontecendo no MUNDO REAL. E, aliás, a NFL deveria substituir imediatamente essa regra do pontapé inicial. FAÇA A AMÉRICA GRANDE DE NOVO! Presidente Donald J. Trump”.

Já próximo do final de sua apresentação, que durou 13 minutos, os dançarinos entraram portando bandeiras de todos os países do continente. Bad Bunny aparece segurando uma bola de futebol americano e diz “God Bless, America” e caminha com ela dizendo os nomes de todos os países da região, do Chile ao Canadá, passando por Brasil, Guatemala, Porto Rico e chegando aos Estados Unidos (e não América).

Ao final, Bunny mostra a bola para a câmera com a frase “Juntos somos a América” e diz, em espanhol, “continuamos aqui”.

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